Resenhas

Imprevisível

Marco D’Lacerda

5.5

De cara, dois clichês: a hype dos EP’s e a moda de fazer música sobre a quarentena. Podemos dizer que é uma homenagem, algo inspirador, uma fase difícil que ficará marcada na história e tudo mais. Porém, quem está do lado de cá, do meio fonográfico e de imprensa, está meio de saco cheio com “tanta” música sobre COVID-19/isolamento/quarentena. Soa forçado.

Como um apreciador dos anos 80, digo que a aparelhagem de som e suas ferramentas não são tão primordiais assim. O som de “Imprevisível” é bom, bem tocado, mas é mais do mesmo. Uma letra pra cima, alegre, abre bem o disco, mas a voz bonita não basta.

A segunda faixa, “Amor em Quarentena”, utilizou da nossa situação para criar uma canção, algo normal perante as bandas e suas músicas lançadas.

Da metade para o final, as últimas músicas que salvam o EP vem juntamente com um clipe. “Último Cigarro” é mais trabalhada com piano e arranjos. Apesar de forçar a barra com tantos “foda-se” na letra, é legal de se ouvir…

“Mundo Canalha”, bem rock n’ roll! A frase “bandido bom, é bandido morto. Isso é o que dizem a galera do bem, que seguem o brother de Jerusalém”, também é um ponto positivo no álbum! Não precisa de frases clichês para formar um disco. Essa, como uma de impacto, mostra  o artista criando coisas fora da área de conforto.

Faixas:

  1. Imprevisível
  2. Amor em Quarentena
  3. Último Cigarro
  4. Mundo Canalha

Formação:

Marco D’Lacerda – vocal
Aly Fioren – todos os instrumentos
Murilo Godoy – piano em “Último Cigarro”

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