Resenhas

Litanies of Black Occvlt

Necrohunter

8.0

O Nordeste do Brasil, para o qual muitos olham com um certo desdém, é um verdadeiro celeiro de bandas pesadas. E da Paraíba temos o Necrohunter, que chegou com seu 4° álbum de estúdio, "Litanies of Black Occvlt", lançado oficialmente em dezembro de 2021.

O sucessor de “Last Days” conta com mudanças na formação: o guitarrista Nefariovs e o baixista Maniac são as novidades na banda, que debutou no selo Black Heart Records, sendo lançado em CD, cassete e também nas plataformas digitais. Gravado no Music Obsession Studio, em João Pessoa, com produção de Marcos Sena e capa desenhada pelo artista Emerson Maia, o play é bem curto, no site “Metal Archives” ele aparece como EP, mas o líder da horda, o vocalista/ guitarrista Mauro Medeiros garantiu que é um Full-Lenght. Com a garantia do autor da obra que se trata de um disco de carreira, vamos analisar nas linhas abaixo as sete músicas contidas aqui.

Spectral Lore” é uma intro com bela harmonia e um clima épico. “Dei Mortis” começa bem calma, mas logo o caos e a destruição entram com tudo e a banda destila seu Death/Black Metal da melhor qualidade, com boas linhas de baixo ajudando a deixar tudo muito bom por aqui. A sonoridade está bem suja, como manda o estilo.

Nox Perpetua“, a faixa número três, é rápida, com inclusão de outros elementos fora do Metal que deixaram a música interessante. Em “Silent Enigma“, a banda segue apostando no Atmospheric/ Black Metal, com partes rápidas sendo intercaladas com outras mais sombrias.

As três últimas faixas do play são bem diferentes entre si: a faixa título é muito pesada e alterna partes mais rápidas com outras bem arrastadas, em uma combinação Death/ Doom e a última faixa do play, “Regnum Tenebrae” é tão boa que não fica devendo nada às bandas que são referências no Black Metal pelo mundo. Ambas são separadas por uma intro, “Ungfell“, com menos de dois minutos.

Um álbum de Metal Extremo, mas com cara de álbum de banda Punk devido a curta duração, são apenas 26 minutos. Mas os caras se dedicaram ao máximo e apresentam um álbum bem honesto, porém, bastante diferente em relação ao álbum anterior, o poderoso “Last Days“, que era mais voltado para o Death Metal e mais agressivo. Aqui eles optaram pelo lado mais Atmospheric, com bons resultados. Indicado principalmente para quem curte as bandas norueguesas que praticam a mesma sonoridade, a diferença é que o Necrohunter tem o selo de Made in Brazil e nos enche de orgulho.

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