Resenhas

Resurrection Day

Rage

9.0

Os veteranos alemães do Rage voltam com força total com seu vigésimo sexto álbum de estúdio 'Resurrection Day', lançado via SPV/Steamhammer e distribuído no Brasil pela parceria com a Shinigami Records. Nem preciso citar que para uma banda permanecer relevante tantos anos na estrada, ela realmente tem algo de excepcional. Quem é headbanger das antigas já está familiarizado com o grupo que existe desde 1984.

O flerte entre o thrash metal, speed e o power metal está bem evidente. O vocalista Peavy Wagner continua soberbo, apesar da passagem do tempo, atualmente ele está com 57 anos. Sua performance permanece em altíssimo nível e o grupo permanece fiel às suas raízes e à sua sonoridade, nem parece que esta é uma nova formação.

No decorrer deste novo trabalho, os riffs rápidos de guitarra e bateria se fundem com os vocais melódicos de forma consistente e empolgante. A faixa-título “Resurrection Day” é sensacional, assim como “Traveling Through Time”, que possui uma essência que me lembra algo do Iron Maiden.

Uma letra que me chamou bastante atenção é a de “Mind Control”, que aborda o consumismo e manipulação. Fica muito explícito no conteúdo lírico os riscos para a democracia que este controle pode exercer, assim como a falta de compromisso com a realidade, verdade e dignidade humana (portanto não digam que não avisei, tem política na letra. Ok?)

Não tenho pontos negativos para apontar neste álbum. Beira a perfeição do princípio ao fim, o Rage permanece no topo e não dá para negar. Apesar de não apresentarem nada novo, para mim é uma sonoridade que está na minha “zona de conforto”.

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