Resenhas

Rock Believer

Scorpions

8.5

Em se tratando de Scorpions, a fase mais festejada da banda é aquela que vai de “Lovedrive” (1979) até “Love At First Sting” (1984), especialmente aqui no Brasil por conta da participação arrasadora da banda no primeiro Rock in Rio (1985). E estamos falando de uma banda com material suficiente para montar mais de um set list recheado de clássicos que deixaria qualquer fã satisfeito. Então fica a questão: o que esperar de um novo álbum do Scorpions lançado 50 anos após seu debut “Lonesome Crown”?

“Rock Believer” me lembra muito essa fase citada acima. Desde a ilustração da capa com o rosto gritando (uma referência ao “Blackout”?) até a produção e composições tudo remete aquele período e, a sensação que tive ao ouvi-lo foi de um verdadeiro retorno musical ao passado.

Apesar de ser um álbum longo – a versão nacional possui dois CDs com 16 músicas – em nenhum momento “Rock Believer” se torna uma audição cansativa. Desde abertura com “Gas In The Tank” são rockões e mais rockões despejados em um ouvinte que estava um tanto desconfiado antes de começar a audição.

Algumas músicas são claramente influenciadas pela fase “anos 80” da banda como “Roots In My Boots”, “Hot And Cold”, “When I Lay My Bones To Rest” e “Peacemaker” que figurariam perfeitamente em qualquer álbum daquele período. E, claro, um álbum do Scorpions sem uma balada não é um álbum do Scorpions e “When You Know (Where You Come From)” aparece em versões elétrica e acústica. Enquanto a versão elétrica possui o “selo Scorpions de qualidade em baladas” a versão acústica achei um pouco desnecessária.

Toda banda, no decorrer de sua carreira, comete deslizes em sua discografia – alguém ai lembrou-se do “Eye II Eye”? – mas sempre encontra um jeito de retornar com aquela fórmula testada e aprovada. E talvez essa seja a definição mais adequada a “Rock Believer”: um retorno para a fase mais festejada da banda.

Não há como dizer se esse álbum é a ultima contribuição em sua aclamada discografia – lembrando que a banda anunciou a aposentadoria anos atrás – mas, se assim for, é uma despedida digna.

Formação:

Klaus Meine: vocal

Rudolf Schenker: guitarra

Matthias Jabs: guitarra

Mikkey Dee: bateria

Pawel Maciwoda: baixo

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