Resenhas

Dark and Dangerous

Savage Master

Avaliação

9.0

Misturar rock com horror é algo que The Cramps, Alice Cooper, Misfits, AFI, Zumbis Do Espaço e muitos outros escolheram para construir suas carreiras. Com temáticas fora do senso comum e performances de palco para impressionar plateias, acabaram conquistando fãs fervorosos e continuam gerando bons frutos, como o Savage Master.

Formado em 2013 no Kentucky/EUA, o grupo atingiu a marca de cinco discos lançados e esse ano veio com tudo com o excelente “Dark & Dangerous” (2025), lançamento da Shadow Kingdom Records.

Com letras que falam das sombras, velas e dos espíritos da noite, ao vivo o grupo ainda faz performances teatrais cheias de fumaça, máscaras e outros acessórios, deixando tudo mais sinistro. Mas o Savage Master não aborda só esses assuntos, não. “Dark & Dangerous” (2025) também fala do amor em algumas faixas – frustrado, é verdade.

O som do grupo é nos moldes do que Cirith Ungol, Chastain, Mercyful Fate, Ozzy Osbourne no princípio da sua carreira solo e Jag Panzer faziam nos anos 1980. Com uma gravação robusta, levemente abafada, as músicas transbordam os riffs afiados das guitarras da dupla Burks/Jordan, suportados pela cozinha bem consistente de Neal/Littlejohn. Mas o maior destaque do Savage Master sem dúvidas está na trevosa Stacey Savage: a baixinha se transforma em uma gigante com o microfone na mão, sabe conduzir muito bem o público pelo que pude ver em alguns vídeos e sab dar o tom certo em cada interpretação.

“Dark & Dangerous” (2025) é desses discos que você se apaixona logo de cara de tão cativante que é. Há muitos sons bons espalhados em todo disco, como “Warriors Call” com baixo pulsante e riffs cortantes; “The Edge Of Evil” que tem refrão na medida para cantar junto; “Devil’s Child” mostra boa cozinha e solo melódico; “Never Ending Fire” é um heavy primoroso, fruto de um amor frustrado; “Devil Rock” te acerta em cheio nos primeiros versos, pode erguer os punhos e gritar “Devil rock – I’m gonna steal your soul / Devil rock – I’m gonna take control” sem vergonha; “I Never Wanna Fall In Love” é uma balada heavy feita para cantar junto e “Cold Hearted Death” é outra balada, só que rock, das clássicas, onde Stacey dá um baile.

Pelos comentários de fãs que estão acompanhando a banda há mais tempo, “Dark & Dangerous” (2025) seria o melhor trabalho do grupo até aqui. Como não conhecia a banda antes, não posso opinar sobre isso, mas posso dizer que esse certamente é um dos meus discos favoritos do ano.

Formação:

Nicholas Burks: guitarra

River Jordan: guitarra

Adam Neal: baixo, vocais

Stacey Savage: vocais

John Wayne Littlejohn: bateria, percussão

 

Faixas:

01 Three Red Candles (instrumental)

02 Warriors Call

03 Black Rider

04 The Edge Of Evil

05 Devil’s Child

06 Screams From The Cellar

07 Never Ending Fire

08 Devil Rock

09 I Never Wanna Fall In Love

10 When The Twilight Meets The Dawn

11 Cold Hearted Death