Resenhas

Scream From Beneath the Surface

Monstrosity

Avaliação

8.0

A espera finalmente acabou. Para alívio dos fãs, depois de 7 anos e meio, o Monstrosity lançou nesta sexta-feira, 13, “Scream From Beneath the Surface“, que é apenas o sétimo álbum da discografia da banda que revelou o vocalista GeorgeCorpsegrinderFischer, lá nos anos 1990.

Lançado pela Century Media e sem previsão de uma edição brasileira, ficaremos na torcida para que algum selo possa fazer a parceria com a gravadora estadunidense, diferentemente do início dos anos 2000, quando a gravadora possuía uma sede em nosso país. Por enquanto, os fãs brasileiros poderão ouvir nas plataformas de streaming ou importar.

O álbum saiu com diferentes versões: em CD e também em vinil, que foram disponibilizadas seis diferentes edições, algumas exclusivas para o mercado estadunidense, e outras em edições limitadas, como por exemplo o vinil na cor prata, que tem apenas 300 cópias disponíveis.

O novo álbum marca as estreias do vocalista Ed Webb, que entrou em 2021, do guitarrista Justin Walker, que está desde 2022, além de marcar o retorno do baixista original, Mark van Erp. Ele havia gravado o álbum de estreia, saiu em 1995, antes de a banda gravar o segundo álbum, mas retornou em 2022, então, entrosamento não falta para a nova formação, que já estava tocando junta há 3 anos.

Gravado no decorrer de 2025, a banda se utilizou de dois dos estúdios mais icônicos para a cena Death Metal: o Audiohammer teve as partes de bateria e baixo registradas, sob a produção de Jason Suecof, enquanto os vocais e guitarras foram gravadas no Morrisound, com produção de Jim Morris, Mark Prator e BJ Ramone. A mixagem aconteceu no Audiohammer, e a masterização aconteceu no Morrisound.

A arte da capa, muito bonita, por sinal, foi mais uma vez assinada por Bvllmetalart, artista indonésio, radicado nos Estados Unidos. Ele já havia feito a arte do álbum anterior, “The Passage of Existence“, que ficou excelente, então a banda não arriscou e apostou novamente no rapaz.

Dando play na bolacha, o Monstrosity nos apresenta um belo álbum, onde o Death Metal técnico se mistura ao peso que o estilo exige e até passagens atmosféricas, como “Banished to the Skies“, que inclusive, flerta com o Prog Metal. Temos dez músicas, e duração de 42 minutos, onde podemos destacar músicas rápidas como “The Colossal Rage“, “The Atrophied“, “Spiral” e “Blood Works“, as arrastadas “Fortunes Engraved in Blood“,  “The Dark Aura” e “Veil of Desillusion“.

O trabalho de produção é de se destacar. Não é comum vários produtores assinando um único álbum, exceto quando a própria banda também colabora neste sentido, mas aqui, podemos classificar como impecável. Claro que a qualidade dos músicos ajuda e muito, mas de nada adiantaria um produtor top se a banda fosse ruim. Todos ganham com essa colaboração, a banda, que soltou um grande álbum, e o fã, que não vai se decepcionar.

O Monstrosity mais uma vez não decepcionou. A expectativa é de que a banda não demore tanto para lançar um novo álbum futuramente, o que não parece provável, pois como dissemos no início desta resenha, a espera foi de sete anos e meio, do penúltimo para o antepenúltimo, a espera foi de longos onze anos. Voltem logo, precisamos de vocês.