Resenhas

Songs the Night Sings

The Dark Element

5.5

The Dark Element é o nome do trabalho capitaneado pela vocalista sueca Anette Olzon (ex- Nightwish) e pelo guitarrista e tecladista finlandês Jani Liimatainen, ex- Sonata Artica. Songs the Night Sings é o segundo trabalho da banda, que tem sua lineup completada pelo baixista Jonas Kuhlberg e pelo baterista Rolf Pilve, Este trabalho sucede o debut autointitulado, lançado em 2017.

Songs the Night Sings” foi lançado em 8 de novembro de 2019 pela King Records e no Brasil pela Shinigami Records. A produção é assinada por Jani Liimatainen e diversos são os músicos convidados aqui. Vamos então destrinchar cada uma das onze faixas que compõem o play:

Not Your Monster”, a faixa de abertura, é uma música bem executada, com a suave voz de Anette Olzon, porém não é nada que vá revolucionar o mundo do Heavy Metal. Mostra apenas o mais do mesmo, que bandas como Nightwish, por exemplo, já fazem. Não é ruim, ao contrário. A faixa título já tem uma pegada mais densa do que a faixa que a antecede. Uma música bem mais interessante que embora não apresente nada de novo no estilo, ao menos é divertida.

When It All Comes Down” é um pouco mais pesada e tem inclusões de música sinfônica no meio, o que é um diferencial, mas, repito, nada de original, se tratam de repetições do que já vem sendo feito, principalmente pelas bandas escandinavas. “Silence Between the Words” é bonitinha, mas não chega a cativar. Pills on my Pillow tem uma atmosfera que lembra um pouco as bandas pop dos anos 80, aquelas que fizeram um hit e sumiram. O disco já começa a ficar chato.

To Whateaver End” é uma balada e por incrível que pareça, é um dos grandes momentos do disco, que ao menos foge deste lugar comum e muito provavelmente a responsabilidade deve ser creditada à participação de Jarkko Lathi no piano. “The Pallbrearer Walks Alone” é uma verdadeira salada musical: tem um pouco de Prog Metal, um pouco de Metal Sinfônico. A parte do Prog Metal, ainda que seja com toques mais modernos é a que se salva nesta faixa.

Get out of my Head” tem como única virtude o fato de ser bem tocada, como o restante das músicas do álbum. Os músicos são bons, mas optaram em fazer algo genérico e que desperta no ouvinte preguiça. Mas vamos lá, o redator ainda tem mais três faixas para escutar e a esperança de que surja algo revolucionário e inovador é quase zero.

If i had a Heart” não é pesada, mas não é tão ruim como as outras faixas, o que não dá para ser considerado um parâmetro. Mas ela se salva no meio de tanto vazio, com destaque para as linhas de baixo e um bom solo de guitarra. Em “You Will Learn”, enfim, o peso dá o ar de sua graça e mesmo que efêmero faz essa faixa ter um pequeno brilho, enquanto que a melancolia de “I Have to Go” encerra o disco sem ter feito o mesmo emplacar..

Disco esse que embora super bem produzido, se mostra pedante, genérico e sem apresentar nada de novo em seus quase 56 minutos. É claro que o fã que gosta deste estilo de Metal Sinfônico vai discordar e xingar este redator que vos escreve e este play é dedicado para este nicho. O fã que gosta de peso, de punch vai detestar. 

Faixas:

01 – Not Your Monster

02 – Songs the Night Sings

03 – When it all Comes Down

04 – Silence Between the Words

05 – Pills on my Pillow

06 – To Whatever End

07 – The Pallbreaker Walks Alone

08 – Get Out of my Head

09 – If i Had a Head

10 – You Will Learn

11 – I Have to Go

Formação:

Anette Olzon – vocal

Jani Liimatainen – guitarra/teclado;progra,ação/backing vocal

Jonas Kuhlberg – baixo

Rolf Pilve – bateria

Participações especiais:

Jarkko Lathi – piano (faixas 6 e 8)

Anssi Stenberg – backing vocal

Okko Solanterä – backing vocal

Petri Aho – backing vocal

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