Resenhas

Stairway to Valhalla

Nanowar of Steel

8.5

Pela primeira vez nos três anos de sua existência, Nanowar of Steel atuou pelo nome abreviado Nanowar, acrescentando o of Steel através de um retrabalho em MS Paint do logotipo em 2006. Na página do Facebook do NoS diz que isto não foi feito “apenas para zoar o Rhapsody Of Fire, mas por problemas reais e verdadeiros de copyright”. Há muita piada dentro do power metal somente por causa do título do álbum, principalmente na forma musical e lírica para Stairway to Valhalla. Por um milagre apenas explicável por intervenção divina dos Deuses de Gouda, isto não resultou em um álbum desastroso. Longe disto na real: Stairway pode ter letras equivalentes á um poste mijado ás 4 da manhã, mas musicalmente falando é um tributo muito bem executado para o gênero do power metal.

Quando falo do termo ‘o gênero em sua totalidade’ eu realmente quero dizer o TODO o gênero ou pelo menos muito próximo á isto. Nanowar of Steel usa toda a faixa para Stairway para fazer macaquices de cada elemento mais essencial de cada músico do gênero e o fazem com tanta precisão instrumental que estas músicas que deveriam ser “piada” poderiam ser igualados aquilo que fizeram estes músicos do gênero serem levados ao estrelato. Quer um primo para Rhapsody? Põe aí “Barbie MILF Princess of the Twilight”. Sente falta do 3 Inches Of Blood? “Heavy Metal Kibbles” tem o que você precisa. Tá sentindo falta do Manowar? Você não deveria, mas temos “In The Sky” aqui só para garantir. Há outros diversos exemplos de emulação de alta qualidade por este Stairway – do Blind Guardian (‘The Quest for Carrefour”) até Mötley Crue (“Uranus”, por que sim), todos executados com vocais muito parecidos, com excelentes performances musicais e uma produção absurda. O álbum no entanto tem uma fraqueza no sentido identidade musical, mas os resultados são tão fortes que eu não mudaria nada com a entrega musical.

Enquanto eu não tenho muito a falar sobre a originalidade do NoS, eu sinto que eu poderia passar toda esta resenha falando o quão absurdamente engraçado este álbum é. Claro, isto estragaria a graça que se tem na primeira audição, mas temos alguns óbvios exemplos e não tem como não citar eles. Em especial a incrível participação especial do vocalista Fabio Lione na faixa “Barbie, MILF Princess of the Twilight”, que é praticamente uma paródia para um estilo de cantar que o próprio vocalista convidado ajudou a criar. Muitas faixas como ‘Heavy Metal Kibbles” (“metal aqui sendo pronunciado como “meow-tal”) vê a banda abraçar pura besteira, mas outras são até inteligentes. “Tooth Fairy” por exemplo fala sobre as práticas de negócio inflacionário da fada do dente enquanto “Call of Cthulhu” cutuca a parte engraçada com a mídia explorando demais o mito de Cthulhu. Não esquecer “Images and Swords” onde sua breve introdução faz uma brincadeira em que acusa o Dream Theater de construir sua carreira fazendo plágio ao Manowar. Incrível!

O único problema do Stairway to Valhalla ser um álbum de comédia é, por termos membros que falam inglês com fortes influências do italiano, algumas letras ficam difíceis de decifrar. Incluir letras no encarte me ajudou absurdamente e melhoraram a minha experiência ao ouvir o álbum – mas mesmo sem um, ao ouvir no Spotify por exemplo, há muitas coisas engraçadas para curtir. Momentos de invasão musical como o momento ska para o primeiro refrão em “Barbie, MILF Princess of the Twilight” e outras inúmeras referências explícitas de músicas populares. Muitas são óbvias e muito bem usadas como a utilização de “Baker Street” para o solo em “Ironmonger (Copier of the Seven Keys”). Outras referências mais sutis como um gancho para “Moonlight Shadow” de Mike Oldfield foi colocado de forma bem sutil entre os versos “..And Then I Noticed She Was a Gargoyle” que se transformam em desafios bem legais para serem encontrados.

Com quase uma hora de duração, Stairway to Valhalla é uma paródia bem potente e que certamente te dará sorrisos, risadas de qualquer fã de heavy metal que está cansado da cena que leva sério demais o seu próprio estilo. Com este específico público colocado de lado, eu não tenho muita certeza como vender o Nanowar of Steel: eles te oferecem um ótimo passatempo, mas parece que é apenas limitado a pessoas que curtem ambos – o power metal e bandas de comédia. Ouvir uma vez é tudo o que você precisa para decidir se você curte e combina com os estilos que você curte. Neste caso eu imploro que vocês cliquem no vídeo de letras abaixo para assistir á única letra que já importou.

Faixas:

1. Declination
2. Barbie, MILF Princess of the Twilight
3. The Call of Cthulhu
4. Heavy Metal Kibbles
5. Il Maestro Myagi Di Pino
6. L’Opelatole Ecologico
7. Images and Swords
8. In the Sky
9. …And Then I Noticed That She was a Gargoyle
10. Tooth Fairy
11. Vegan Velociraptor
12. Another Drill In The Wall
13. Ironmonger (The Copier of the Seven Keys)
14. Bum Voyage
15. Uranus
16. The Crown and the Onion Ring
17. The Quest for Carrefour
18. Hail to Liechtenstein

Formação:

Mohammed Abdul (Valerio Storch) – Guitarra/Vocal
Potowotominimrak (Carlo A. Fiaschi) – Vocal
Mr. Baffo (Raffaello Venditti) – Vocal
Gatto Panceri 666 (Edoardo Carlesi) – Baixo
Uinona Raider (Alessandro Milone) – Bateria

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