Resenhas

Stylus

Dave Lebental

Avaliação

8.0

Dave Lebental, ao lado de sua banda banda Karma Train, lança seu segundo álbum, ‘Stylus’. Com um conjunto de dez faixas que servem como vinhetas de histórias cativantes, o álbum é uma verdadeira celebração da jornada musical e pessoal. Com faixas que misturam influências e sonoridades diversas, o álbum é uma demonstração do talento e da versatilidade da banda, marcando uma evolução ousada em relação ao seu aclamado disco de estreia ‘The Long Player’.

Uma breve introdução ao projetro: Dave Lebental é um cantor e compositor de rock cuja música mescla rock guiado pelo piano com Americana e blues, fundamentada em melodias fortes e narrativas pessoais. Compondo, produzindo e lançando seu próprio material, Lebental lidera uma banda experiente ao vivo, Karma Train, formada por músicos talentosos com raízes profundas no rock, soul e blues. Conhecidos por sua habilidade em criar hinos inspiradores e cheios de energia, eles já são destaque e ‘Stylus’ não foge à regra, apresentando uma coleção de canções que são tanto uma homenagem à sua história quanto uma evolução de seu som característico.

A primeira faixa, ” Addition By Subtraction”, abre o álbum com um vigoroso mix de pop rock e blues com uma batida pulsante mas suave e vocais poderosos, deixando claro o tom do disco, com uma faixa dançante e muito típica dos anos 70 – principalmente a energia inefável de Elton John. Em seguida, “Mulberry Drive”, é forte e cheia de momentos crescentes, a faixa é um chamado para conquista, com arranjos orquestrais que acrescentam profundidade à faixa e pianos totalmente inspiradores,  claro, ao Elton e também ao Supertramp – não há como não gostar.

O álbum por inteiro mescla rock alternativo, pop e tons de superação, romance e melancolia de maneira envolvente. Suas músicas são marcadas por melodias emotivas e cativantes, criando uma profunda conexão emocional com os ouvintes. O piano desempenha um papel central em muitas das faixas, oferecendo uma base harmônica rica e conduzindo a melodia. As guitarras complementam esse som, criando tanto texturas suaves quanto momentos de maior intensidade com riffs simples, mas memoráveis.

A produção das músicas desse disco tendem a ser polida e atmosférica, utilizando extensivamente reverb e delay para criar uma sensação de espaço e grandiosidade. Isso faz com que as faixas soam expansivas, como se fossem executadas em um ambiente vasto e aberto. Os vocais contribuem significativamente para a identidade sonora do grupo com seu timbre de voz distintivo e emotivo, capaz de transmitir uma ampla gama de emoções, desde a intimidade até a potência.

“Changing The Way I Feel” carrega um tom mais leve e reflexivo, com um ritmo leve que convida o ouvinte a se emocionar, oferecendo uma inspiração clara aos The Beatles. A melancolia aumenta com “Hopium”, uma faixa que se destaca pela sua fusão que traz um forte apelo, criando uma atmosfera intimista, profunda e contagiante – algo que com certeza chama atenção e desperta curiosidade – talvez esse seja o momento que possamos dizer o quão profundo é esse trabalho.

“Race To The Bottom” oferece uma pausa introspectiva com um arranjo acústico e harmonias vocais com linhas de pianos perfeitas, um pop rock que desperta paisagens verdes em nossas mentes e nos joga no campo de força magnético de sensualidade com instrumentação única: guitarras com efeitos e um saxofone charmoso. Logo em seguida, “I Can Always Count On You” entrega riffs de guitarra irresistíveis e uma produção que mescla elementos de pop com a potência do rock, que encanta e desperta o ouvinte. É a aposta roqueira de Dave, trazendo o rock dos anos 70 like a Rollins Stones.

“Mindy Please” é a sétima faixa, traz  de volta o piano profundo e sentimental, um tom romântico e cheio de camadas de guitarra e voz, que tem delicadeza e suavidade, ao mesmo tempo que exala sensualidade – trazendo ainda mais peso melódico a canção. “True Understanding”, é uma faixa emocionante com uma melodia comovente e arranjos instrumentais que evocam uma sensação de nostalgia e gratidão, com vocais suaves que trazem uma vibe diferente do restante do disco.

“Not Exactly As You Panned” se destaca pelo seu arranjo emotivo e angelical – o disco inteiro tem essa atmosfera polida e cheia de atmosfera, onde os vocais são o centro das atenções, demonstrando a capacidade técnica e a harmonia perfeita, ao lado do piano. O disco também tem tons de psicodélico e o blues, que tornam tudo mais nostálgico e refletindo a inspiração nos anos 70.

A faixa que está fechando o álbum, “You Figure It Out” é uma explosão de energia e criatividade, com uma mistura de estilos que inclui pop, rock e elementos ska, e apelo emocional. Um excelente jeito de terminar a jornada com um verdadeiro espetáculo sonoro.

‘Stylus’ traz emoções e referências do universo. Com uma produção impecável e uma mistura de influências que vão do rock ao pop, passando por elementos acústicos e épicos, o álbum é uma prova do talento e da versatilidade da banda. Cada faixa é uma peça única que contribui para um todo coeso e emocionante, fazendo deste lançamento uma obra de altíssima qualidade, e você TEM que ouvir!