Dave Lebental, ao lado de sua banda banda Karma Train, lança seu segundo álbum, ‘Stylus’. Com um conjunto de dez faixas que servem como vinhetas de histórias cativantes, o álbum é uma verdadeira celebração da jornada musical e pessoal. Com faixas que misturam influências e sonoridades diversas, o álbum é uma demonstração do talento e da versatilidade da banda, marcando uma evolução ousada em relação ao seu aclamado disco de estreia ‘The Long Player’.
Uma breve introdução ao projetro: Dave Lebental é um cantor e compositor de rock cuja música mescla rock guiado pelo piano com Americana e blues, fundamentada em melodias fortes e narrativas pessoais. Compondo, produzindo e lançando seu próprio material, Lebental lidera uma banda experiente ao vivo, Karma Train, formada por músicos talentosos com raízes profundas no rock, soul e blues. Conhecidos por sua habilidade em criar hinos inspiradores e cheios de energia, eles já são destaque e ‘Stylus’ não foge à regra, apresentando uma coleção de canções que são tanto uma homenagem à sua história quanto uma evolução de seu som característico.
A primeira faixa, ” Addition By Subtraction”, abre o álbum com um vigoroso mix de pop rock e blues com uma batida pulsante mas suave e vocais poderosos, deixando claro o tom do disco, com uma faixa dançante e muito típica dos anos 70 – principalmente a energia inefável de Elton John. Em seguida, “Mulberry Drive”, é forte e cheia de momentos crescentes, a faixa é um chamado para conquista, com arranjos orquestrais que acrescentam profundidade à faixa e pianos totalmente inspiradores, claro, ao Elton e também ao Supertramp – não há como não gostar.
O álbum por inteiro mescla rock alternativo, pop e tons de superação, romance e melancolia de maneira envolvente. Suas músicas são marcadas por melodias emotivas e cativantes, criando uma profunda conexão emocional com os ouvintes. O piano desempenha um papel central em muitas das faixas, oferecendo uma base harmônica rica e conduzindo a melodia. As guitarras complementam esse som, criando tanto texturas suaves quanto momentos de maior intensidade com riffs simples, mas memoráveis.
A produção das músicas desse disco tendem a ser polida e atmosférica, utilizando extensivamente reverb e delay para criar uma sensação de espaço e grandiosidade. Isso faz com que as faixas soam expansivas, como se fossem executadas em um ambiente vasto e aberto. Os vocais contribuem significativamente para a identidade sonora do grupo com seu timbre de voz distintivo e emotivo, capaz de transmitir uma ampla gama de emoções, desde a intimidade até a potência.
“Changing The Way I Feel” carrega um tom mais leve e reflexivo, com um ritmo leve que convida o ouvinte a se emocionar, oferecendo uma inspiração clara aos The Beatles. A melancolia aumenta com “Hopium”, uma faixa que se destaca pela sua fusão que traz um forte apelo, criando uma atmosfera intimista, profunda e contagiante – algo que com certeza chama atenção e desperta curiosidade – talvez esse seja o momento que possamos dizer o quão profundo é esse trabalho.
“Race To The Bottom” oferece uma pausa introspectiva com um arranjo acústico e harmonias vocais com linhas de pianos perfeitas, um pop rock que desperta paisagens verdes em nossas mentes e nos joga no campo de força magnético de sensualidade com instrumentação única: guitarras com efeitos e um saxofone charmoso. Logo em seguida, “I Can Always Count On You” entrega riffs de guitarra irresistíveis e uma produção que mescla elementos de pop com a potência do rock, que encanta e desperta o ouvinte. É a aposta roqueira de Dave, trazendo o rock dos anos 70 like a Rollins Stones.
“Mindy Please” é a sétima faixa, traz de volta o piano profundo e sentimental, um tom romântico e cheio de camadas de guitarra e voz, que tem delicadeza e suavidade, ao mesmo tempo que exala sensualidade – trazendo ainda mais peso melódico a canção. “True Understanding”, é uma faixa emocionante com uma melodia comovente e arranjos instrumentais que evocam uma sensação de nostalgia e gratidão, com vocais suaves que trazem uma vibe diferente do restante do disco.
“Not Exactly As You Panned” se destaca pelo seu arranjo emotivo e angelical – o disco inteiro tem essa atmosfera polida e cheia de atmosfera, onde os vocais são o centro das atenções, demonstrando a capacidade técnica e a harmonia perfeita, ao lado do piano. O disco também tem tons de psicodélico e o blues, que tornam tudo mais nostálgico e refletindo a inspiração nos anos 70.
A faixa que está fechando o álbum, “You Figure It Out” é uma explosão de energia e criatividade, com uma mistura de estilos que inclui pop, rock e elementos ska, e apelo emocional. Um excelente jeito de terminar a jornada com um verdadeiro espetáculo sonoro.
‘Stylus’ traz emoções e referências do universo. Com uma produção impecável e uma mistura de influências que vão do rock ao pop, passando por elementos acústicos e épicos, o álbum é uma prova do talento e da versatilidade da banda. Cada faixa é uma peça única que contribui para um todo coeso e emocionante, fazendo deste lançamento uma obra de altíssima qualidade, e você TEM que ouvir!