Os britânicos do Sylosis estão cehgadn ao seu sétimo álbum de estúdio com “The New Flesh”, que está sendo lançado em 20 de fevereiro pela parceria Nuclear Blast/Shinigami Records no Brasil. A banda surgiu no início dos anos 2000 e, desde então, vem construindo uma discografia consolidada no Metal Moderno, misturando Thrash, Death Metal melódico e Metalcore com técnica e peso com foco em riffs intensos, Grooves marcantes e arranjos pensados, o novo trabalho, sendo mais pesado, brutal e direto do que o anterior.
A alteração mais notável foi a saída do guitarrista de longa data Alex Bailey, que deixou a banda após o EP “The Path” (2024). Conor Marshall (originalmente no baixo) passou também a tocar guitarra e Ben Thomas entrou como novo baixista. O álbum foi produzido e mixado pelo vocalista e guitarrista Josh Middleton e foi gravado entre 2024 e 2025 durante os intervalos de turnê.
“The New Flesh” é um disco que soa urgente — menos floreios, mais impacto. Aqui temos riffs afiados, produção orgânica e uma banda tocando como se estivesse com sangue nos olhos.
A abertura com “Beneath The Surface” já chega esmagando. O baixo aparece forte, pulsante, e o refrão vem com energia bruta, daqueles que grudam mesmo sendo agressivos. É impacto imediato.“Erased” muda um pouco a dinâmica: refrão mais acessível, vocais limpos e um tom melódico que amplia o alcance da faixa. Os riffs são mais cadenciados e a ponte é daquelas feitas sob medida para incendiar shows ao vivo.
Se a ideia era acelerar, “All Story, No Value” cumpre a missão. Velocidade, agressividade e uma bateria simplesmente insana — os bumbos parecem atropelar tudo no caminho. “Lacerations” entrega Thrash cortante, com riffs precisos e blast beats muito bem encaixados. O refrão limpo surge no meio do caos e funciona surpreendentemente bem. Já “Spared From The Guillotine” é brutalidade pura: riff rápido, pegada Thrash raiz e um solo impressionante.
“Adorn My Thorne” e a faixa-título “The New Flesh” são dois dos grandes momentos do disco — peso, velocidade e aquela sensação de banda completamente entrosada. A surpresa vem com “Everywhere At Once”. Introdução acústica, limpa, quase uma balada. Forte carga emocional e respiro estratégico no meio do turbilhão.
Voltando ao ataque, “Circle Of Swords” destaca novamente o baixo e traz outra performance absurda da bateria. E o encerramento com “Seeds In The River” é perfeito: começa acústica, cresce rápido e explode em peso. Um fechamento grandioso.
“The New Flesh” é coeso, marcante e extremamente prazeroso de ouvir. Mostra um Sylosis afiado, que se permite explorar momentos mais orgânicos e acústicos sem perder identidade. É, com certeza, um dos trabalhos mais fortes da fase recente da banda. Peso, técnica e emoção na medida certa. Um dos grandes lançamentos do ano no Metal.
Tracklist:
1. Beneath The Surface (04:12)
2. Erased (04:48)
3. All Glory, No Valour (03:13)
4. Lacerations (04:55)
5. Mirror Mirror (03:38)
6. Spared From The Guillotine (03:55)
7. Adorn My Throne (04:18)
8. The New Flesh (04:05)
9. Everywhere At Once (05:26)
10. Circle Of Swords (03:54)
11. Seeds In The River (05:25)