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Kevin Martin (Candlebox): “Vamos lançar provavelmente um ou dois singles este ano. E então, um álbum no próximo ano.”

Para quem viveu a efervescência do rock nos anos 90, o Candlebox é mais do que apenas uma banda de Seattle; é a trilha sonora de uma era de descobertas e intensidade. Donos de hinos que definiram o rádio e a MTV, como “Far Behind” e “You”, o grupo liderado pelo carismático Kevin Martin sempre teve uma conexão especial com o público brasileiro — uma relação que, curiosamente, sobreviveu por mais de três décadas apenas através dos discos e das ondas digitais.

Agora, o hiato de 30 anos finalmente chega ao fim. Em uma conversa exclusiva, Kevin Martin revelou que a vinda ao Brasil não é apenas mais uma data na agenda, mas a realização de um desejo antigo da banda. Com a ajuda de seu tour manager, o paulistano Carlos, que acompanha o grupo há 17 anos, a expectativa para o desembarque em solo brasileiro está no nível mais alto possível. Kevin destaca que, pelos dados de streaming, o Brasil é hoje o segundo maior público da banda no mundo, o que torna essa estreia um evento histórico para ambos os lados.

Durante nossa entrevista, mergulhamos profundamente na trajetória da banda. Kevin relembrou os dias de glória e os desafios que vieram com o sucesso meteórico do álbum de estreia, que vendeu mais de 4 milhões de cópias. Ele foi sincero ao falar sobre as pressões da indústria e a decisão consciente de não “tentar escrever uma nova Far Behind”, buscando sempre evoluir musicalmente em álbuns como Lucy, Happy Pills e o excelente Into the Sun — este último, segundo ele, um dos trabalhos mais subestimados e especiais da discografia.

Kevin também compartilhou memórias raras da cena de Seattle. De forma humilde e divertida, ele descreveu o Candlebox como o “irmão mais novo” que os grandes nomes da cidade, como Chris Cornell e Kurt Cobain, nem sempre queriam na festa, mas que acabou encontrando seu próprio espaço e identidade artística justamente por causa dessa resistência.

Para os fãs que estarão na plateia, o recado é direto: esperem um show visceral, focado no peso do primeiro álbum, mas que percorre toda a história da banda. Com o guitarrista original Pete Klett de volta e novas músicas a caminho para o próximo ano, o Candlebox prova que não vive apenas de nostalgia, mas de uma paixão renovada pelo palco. Se você ainda tinha alguma dúvida sobre presenciar este momento, as palavras de Kevin encerram qualquer debate: “Será quente, suado e barulhento. Não perca, porque não sabemos quando voltaremos.”

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