Resenhas

Nothing

Meshuggah

Avaliação

8.8

No último ano, um dos grandes marcos do metal extremo e djent comemorou seu 20º aniversário: Nothing, do Meshuggah. Em celebração à data especial, uma nova edição foi lançada, aguçando o interesse dos colecionadores ao redor do mundo. No Brasil, a edição comemorativa pode ser encontrada graças à parceria entre a Shinigami Records e a Atomic Fire Records.

O Meshuggah é uma das bandas mais importantes de todos os tempos e foi fundamental para a criação da cena do metal moderno. Embora o lançamento de 2002 não tenha redefinido os “pilares do mundo metal”, a banda não tem a preocupação excessiva em inovar, e isso não impede que sua produção musical seja de alta qualidade e sofisticação, sem se preocupar com a imagem ou a fama. Eles apenas fazem aquilo que sentem e que desejam.

As melhores faixas de Nothing são “Stengah”, “Rational Gaze”, “Closed Eye Visuals” e “Spasm”. Os guitarristas Marten Hagstrom e Fredrik Thordendal usaram guitarras de oito cordas para dar um grunhido extra aos seus acordes desalinhados e ocasionalmente dissonantes. Riffs estranhos, vocais robóticos de death metal, neo-jazz e precisão matemática nas composições são as principais armas da banda. As mudanças de tempo colidem em uma proporção cósmica, e a bateria é verdadeiramente excepcional. Manter o ritmo com todas as constantes mudanças e padrões de tempo é um feito impressionante e exige um grande exercício técnico.

Nothing é um álbum sólido e desafiador, muito estranho e diferente em relação aos padrões que estamos acostumados a ouvir, mas ainda assim muito pesado. É um marco na trajetória do Meshuggah e definiu um novo padrão para o “cyber-math-metal”.

TRACKLIST:

1. Stengah
2. Rational Gaze
3. Perpetual Black Second
4. Closed Eye Visuals
5. Glints Collide
6. Organic Shadows
7. Straws Pulled At Random
8. Spasm
9. Nebulous
10. Obsidian