Memory Remains

Memory Remains: Kiss – 50 anos de “Destroyer” e a homenagem ao fã que morreu à caminho de um show da banda

Memory Remains: Kiss – 50 anos de “Destroyer” e a homenagem ao fã que morreu à caminho de um show da banda

15 de março de 2026


Há 50 anos, em 15 de março de 1976, o Kiss lançava “Destroyer”, o álbum de número quatro dos mascarados mais amados do Rock e que é tema do nosso Memory Remains deste domingo.

O Kiss vinha do gigantesco sucesso que foi o álbum “Alive!”, gravado durante a turnê do álbum “Dressed to Kill”. Com um número de vendas impressionante, ο quarteto resolveu entrar em estúdio com a finalidade de gravar um novo álbum que pudesse capturar a mesma energia de uma apresentação ao vivo. E é isso que podemos perceber no aniversariante do dia.

Para conseguir tal sonoridade, foi recrutado o produtor Bob Ezrim, conhecido por ter trabalhado com Alice Cooper. E ele foi o grande responsável pela inclusão de elementos como os corais, as vozes de garotos também orquestrações, pelas estas, ficaram a cargo da Orquestra Filarmônica de Nova Iorque. Para dar um clima de show ao vivo, ο som ficou bastante rústico, cru, o que é possível notar em praticamente todas as faixas.

Assim, entre janeiro e fevereiro de 1976, banda e produtor se trancaram no Record Plant Studios para registrar a obra, que foi lançada pela Casablanca Records. Além da já citada participação da Orquestra Filarmônica de Nova Iorque, o álbum também conta com as participações de Dick Wagner, que tocou solo em duas músicas e violão em outra música, além do produtor Bob Ezrim, que tocou teclado.

Uma curiosidade a cerca de “Detroit Rock City” é pelo fato dessa música ser uma justa homenagem a um fã que morreu em um acidente automobilístico enquanto se dirigia a um show da banda.

Colocando nosso aniversariante para tocar, o Kiss nos apresentou um álbum com dez músicas em breve 34 minutos. Os destaques ficam para músicas como a clássica “Detroit Rock City”, “King of the Night”, “Sweet Pain” e “Do You Love me?” No nosso cinquentão, temos um disco que é um dos mais importantes da carreira dos mascarados fundamental e de importância para quem admira o som dos caras e o Rock and Roll de maneira geral. 0 sucesso foi tanto que rendeu a primeira turnê fora dos Estados Unidos. A handa fez uma série de uma série de shows pela Europa naquele ano de 1976.

“Destroyer” foi colecionando boas posições nos charts ao redor do mundo: 4° na Suécia, 6° na Austrália e no Canadá, 11° na Billboard 200, 13° na Suiça, 16° na Nova Zelândia, 17° no Japão, e por aí vai. Não somente isso, foi foi certificado com duplo disco de Platina pela RIAA e no ano de 2012, contabilizava 7 milhões de cópias vendidas, mas certamente esse número é superior nos dias atuais.

A revista “Rolling Stone” classificou Ο álbum na posição número 489 em sua lista dos 500 Melhores álbuns de Todos os Tempos e a também revista americana “Blender” colocou “Destroyer” na posição de número 50 em sua lista dos 100 melhores álbuns estadunidenses de todos os tempos. Nada mal, não é mesmo?

Nosso homenageado é o segundo disco com músicas mais tocadas ao vivo em toda a carreira do Kiss, perdendo apenas para o álbum auto-intitulado. De “Destroyer”, as músicas mais lembradas eram “Detroit Rock City”, “Shot It Out Loud”, “God of Thunder”, “Do You Love me?” e “Beth”, que inclusive foram executadas no show derradeiro da banda, no dia 2 de dezembro de 2023.

No ano de 2012, “Destroyer” foi relançado com a capa que deveria ter sido de conhecimento do público na época de seu lançamento, ο que não ocorreu porque a gravadora entendeu que era violenta demais. Este relançamento ganhou Ο nome de Destroyer Resurrected.

Enfim, temos a celebração de um clássico de uma banda que encerrou suas atividades em 2023 com um show no Madison Square Garden. Ainda que a banda tenha cometido alguns equívocos como a playbacks utilização de em apresentações ao vivo, ο legado da banda não deve ser manchado. E “Destroyer” é a prova disso. Para os fãs, fica eternizada a vasta obra, para que seja escutada assim que a banda encerrar de vez as suas atividades.

Hoje é dia de escutar esse play no volume máximo enquanto nós comemoramos o fato de termos nascido na mesma era destes mascarados. Ainda que o Kiss nem de longe esteja entre as bandas favoritas deste redator que vos escreve, trata-se de um dos grandes pilares do Rock ‘n’ Roll e que merece todo o nosso respeito, apesar de Gene Simmons ter cometido o erro de dizer recentemente que os artistas não devem se posicionar quando o assunto é política, e sabemos que ele é apoiador do senhor das guerras, Donald Trump.

Destroyer – Kiss

Data de lançamento 15/03/1976

Gravadora – Casablanca Records

 

Faixas:

01 – Detroit Rock City

02 – King of the Night Time World

03 – God of Thunder

04 – Great Expectations

05 – Flaming Youth

06 – Sweet Pain

07 – Shout It Out Loud

08 – Beth

09 – Do You Love me?

10 – Rock “N’ Roll Party

 

Formação:

  • Gene Simmons – baixo/ vocal
  • Paul Stanley – guitarra/ vocal
  • Ace Frehley – guitarra
  • Peter Criss – bateria

 

Participações especiais:

  • Dick Wagner – guitarra solo em “Flaming Youth” e “Sweet Pain”/ violão em “Beth”
  • Coral de garotos de Harlem – vocais em “Great Expectations”
  • Orquestra Filarmônica de Nova Iorque – orquestrações em “Beth”
  • David e Josh Ezrim – vocais em “God of Thunder”
  • Bob Ezrim – teclados em “Beth”