Crédito das fotos: Ricardo Matsukawa/Mercury Concerts
Iniciando sua carreira no ano de 1980, o canadense Bryan Adams é um dos artistas mais bem sucedidos com seu pop rock que lhe proporcionou mais de 100 milhões de álbuns vendidos, um Grammy e indicações para o Oscar e Globo de Ouro.
Retornando após sete anos, agendou sua ‘Roll With The Punches Tour 2026’ para quatro shows: Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Em São Paulo, o local escolhido foi o Vibra que ficou praticamente lotado.
Pontualmente às 22h00, Bryan Adams surge no meio da plateia para executar um pequeno set apenas como voz e violão: “Can’t Stop This Thing We Started”, “Straight From The Heart” e “Let’s Make A Night To Remember” funcionam como um ótimo cartão de visita da apresentação e relembram um de seus maiores sucessos comercias, o ‘MTV Unplugged (1997)’.
Sua trajetória possui dois mundos distintos: de um lado baladas românticas como “Please Forgive Me”, “Heaven”, “Have You Ever Really Loved A Woman?” e, claro, “(Everything I Do) I Do It For You” responsáveis pelos momentos onde o coral – predominante feminino – era ouvido com maior intensidade, deixando claro que a maioria do público prefere esse ‘mundo’ de longe.
E, do outro lado, rockões recheados com ótimos riffs escancarando as influências já declaradas de Led Zeppelin, Deep Purple e T. Rex em sua carreira. Canções como “KIck Ass”, “It’s Only Love”, “Somebody” e a releitura de “Twist And Shout” (originalmente gravada pelo The Top Notes e imortalizada pelos Beatles) são feitas sob medida para seu vozeirão que parece soar cada vez melhor.
Com 66 anos de idade e mais de quarenta anos de carreira, Bryan é um verdadeiro mestre de cerimônias, arriscando palavras em português e fazendo brincadeiras com a platéia (mandou os rapazes tirarem a camisa em “You Belong To Me”) e a excelente banda que o acompanha – anunciou um solo de bateria em “Make Up Your Mind” como ‘o melhor que vocês já viram’, virando-se para Pat Stewart e comentando ‘não vá f***** tudo’. Todo esse carisma e simpatia fazem o show fluir de forma leva, sem deixar a ‘vibe’ baixar em nenhum momento.
E tudo isso adornado com um excelente cenário: jogos de luzes, uma luva de boxe (tema do seu último álbum) que sobrevoava o recinto e muita interação: desde pulseiras que sincronizavam cores até o telão exibindo pessoas aleatórias na platéia criando uma atmosfera intimista, algo que engrandeceu muito o espetáculo.
Em pouco mais de duas horas e 31 canções, Bryan Adams soube equilibrar baladas mais açucaradas com canções mais agitadas que preencheram todos as fases da sua carreira, agradando desde casais românticos até roqueiros clássicos. Quem presenciou essa apresentação vai ficar com as melodias de “Straight From The Heart”, ‘Heaven”, “Summer Of ‘69” ou “(Everything I Do) I Do It For You” martelando na cabeça por vários dias.
Formação:
Bryan Adams – vocal, guitarra, violão
Keith Scott – guitarra
Pat Steward – bateria
Gary Breit – teclado
Setlist:
- Can’t Stop This Thing We Started
- Straight From The Heart
- Let’s Make A Night To Remember
- Kick Ass
- Run To You
- Somebody
- Roll With The Punches
- Do I Have To Say The Words?
- 18 Til I Die
- Please Forgive Me
- It’s Only Love
- Shine A Light
- Heaven
- Never Ever Let You Go
- This Time
- Heat Of The Night
- Make Up Your Mind
- You Belong To Me
- Twist And Shout
- Have You Ever Really Loved A Woman?
- When You Love Someone
- So Happy It Hurts
- Will We Ever Be Friends Again
- Here I Am
- When You’re Gone
- The Only Thing That Looks Good On Me Is You
- (Everything I Do) I Do It For You
- Back To You
- Summer Of ’69
- Cuts Like A Knife
- All For Love





