Resenha de Show

Paulo Ricardo celebra os 35 anos de seu álbum de maior sucesso na Audio

Carlos Pupo/Headbangers News

04 de Setembro de 2021, aos poucos parece que as coisas vão voltando aos eixos, mas de um jeito bem distante daquilo que eu estava acostumado. Este seria o famigerado “novo normal”? A Audio recebeu ontem o show “Rádio Pirata ao Vivo – 35 anos”, do cantor, compositor  e baixista Paulo Ricardo. Este espetáculo estava marcado para acontecer em Março de 2020, mas após as restrições impostas devido à pandemia da Covid, só pôde acontecer no último sábado. Isso, graças a liberação das apresentações e o gradual relaxamento do plano de quarentena estadual.
Pela primeira vez, vi a pista da Audio tomada por mesas e com um distanciamento mínimo entre elas. Também com diversas exigências e coordenadas para a imprensa, entre elas a exigência do certificado de vacinação contra o coronavírus. A medida passou a valer a partir da quarta-feira (01/09) passada na capital paulista, em que o comprovante de vacinação contra a Covid-19 com pelo menos uma dose deve ser exigido para a entrada em todos os eventos com público superior a 500 pessoas.
Mas voltando ao show em si, esta apresentação é uma reedição do repertório do álbum lançado em 1985 (segundo da discografia do RPM) em que a banda faturou 500 mil cópias em dois meses e chegou a impressionante marca de 2,5 milhões de discos vendidos em menos de 1 ano. Uma ascensão meteórica que registrou 28 shows por mês e 1 milhão de pessoas no cômputo do público da turnê anual. Um sucesso inegável da indústria musical e do rock nacional dos anos 80. Vale lembrar sempre, numa época em que não havia Internet e redes sociais para a divulgação do trabalho.

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Anos 80 que o próprio Paulo Ricardo louvou ao anunciar algumas das músicas, que o público sabia obviamente as letras de cor. Desfilando sucessos em sua voz como Rádio Pirata, Revoluções por Minuto (censurada na ditadura), Alvorada Voraz, Naja, Olhar 43, London London (de Caetano Veloso) e Flores Astrais (dos Secos e Molhados).
As luzes e a ambientação “Blade Runner” também estavam lá, na superprodução dirigida por Ney Matogrosso, que naquele momento da carreira estreava nesta nova função que cumpriu com maestria trazendo canhões de laser. Pode ser que seja algo comum nos shows de hoje em dia, mas naquela época era uma inovação.
Tudo isso estava ali neste “revival”, assim como a legião de fãs de Paulo Ricardo. Elas gritavam enlouquecidamente durante toda a apresentação, demonstrando que o cantor de 58 anos ainda tem seus dias de “sex symbol” e de rock star. Sabendo animar uma boa festa e cumprindo o que todo artista deve fazer, entregar à plateia o que ela veio buscar. Neste momento de uma tímida retomada do showbusiness, talvez um alento de esperança por dias melhores e com menos perdas em nossas vidas. Sejam elas pessoais, econômicas ou em nossas motivações.


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Data: 04/09/21

Horário: 21h

Av. Francisco Matarazzo, 694 - Barra Funda