Anthrax - Headbangers News https://www.headbangersnews.com.br/bandas/anthrax/ Site brasileiro sobre heavy metal editado totalmente em português. Fri, 15 May 2026 21:33:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.2.9 https://www.headbangersnews.com.br/wp-content/uploads/2023/04/cropped-Logo-HBN-32x32.png Anthrax - Headbangers News https://www.headbangersnews.com.br/bandas/anthrax/ 32 32 Anthrax anuncia álbum “Cursum Perficio” e lança single “It’s For The Kids” https://www.headbangersnews.com.br/noticias/anthrax-anuncia-album-cursum-perficio-e-lanca-single-its-for-the-kids/ Fri, 15 May 2026 21:33:30 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=100783 A banda Anthrax anunciou o lançamento de seu 12º álbum de estúdio, Cursum Perficio, previsto para 18 de setembro pela Nuclear Blast Records e Megaforce Records na América do Norte. O disco marca o primeiro trabalho de inéditas do grupo em dez anos, sucedendo For All Kings (2016), que estreou no Top 10 da Billboard […]

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A banda Anthrax anunciou o lançamento de seu 12º álbum de estúdio, Cursum Perficio, previsto para 18 de setembro pela Nuclear Blast Records e Megaforce Records na América do Norte. O disco marca o primeiro trabalho de inéditas do grupo em dez anos, sucedendo For All Kings (2016), que estreou no Top 10 da Billboard 200. No Brasil, o lançamento será feito pela parceria Shinigami Records/Nuclear Blast.

Formado por Scott Ian, Charlie Benante, Frank Bello, Joey Belladonna e Jonathan Donais, o grupo também divulgou o single e videoclipe “It’s For The Kids”, faixa que antecipa o novo álbum.

A expressão em latim Cursum Perficio pode ser traduzida como “Minha jornada está concluída” ou “Completo minha jornada”. Segundo Scott Ian, o título reflete o processo vivido pela banda durante a produção do álbum.

“Foi uma jornada e tanto, desde a concepção deste álbum até sua conclusão”, afirmou o guitarrista. “Deveríamos ter feito isso em 2020, mas o universo tinha outros planos para todos. Depois da pandemia, pudemos ser uma banda novamente. Quando começamos a trabalhar no disco, estávamos apenas felizes por estarmos juntos em uma sala. Foi tão emocionante que foi como renascer, de certa forma. Toda essa energia e emoção foram para a música. O medo de sermos forçados a sair de nossas vidas e a alegria de voltarmos a ficar juntos estão presentes. O título ‘Cursum Perficio’ soa como ANTHRAX. Ele se assemelha ao que passamos para chegar ao ponto de terminar o disco.”

As gravações começaram em 2022 no Studio 606, de Dave Grohl, em Los Angeles. O álbum foi produzido por Jay Ruston em parceria com a banda.

Charlie Benante disse que o disco representa um novo estágio criativo do grupo. “Houve um crescimento enorme entre Worship Music em 2011 e CURSUM PERFICIO. Este álbum é o ápice de tudo o que aprendemos. Eu estava assistindo a um documentário da Marilyn Monroe e vi ‘Cursum Perficio’ escrito em um azulejo em sua última casa. Quando descobri o que a frase significava, ela clicou imediatamente comigo. Não estamos dizendo que este é o nosso último disco, mas nossa jornada chegou ao fim. Acredito que completamos a tarefa.”

Scott Ian comparou o novo trabalho a um dos discos mais conhecidos da banda. “Tivemos que fazer Fistful Of Metal e Spreading The Disease para sermos capazes de escrever Among The Living. No mesmo sentido, foram necessários Worship Music e For All Kings para sermos capazes de escrever CURSUM PERFICIO. Eu comparo muito este disco ao Among The Living.”

Sobre o novo single, Ian afirmou que a faixa foi pensada como uma homenagem aos fãs. “Um amigo meu disse: ‘It’s For The Kids é uma carta de amor direta para seus fãs’. É exatamente o que eu queria que fosse. O álbum precisava de uma música thrash de quatro minutos que remetesse à nossa primeira era.”

Benante também comentou a música e o videoclipe. “O vídeo de ‘It’s For the Kids’ ficou muito bom. Eu não gosto necessariamente de fazer vídeos, e este tinha elementos de coisas que eu realmente amo. Havia fãs nele, eles apareceram, eles se divertiram, e ver eles se divertindo me fez gostar do vídeo.”

Joey Belladonna destacou a energia da faixa. “Para mim, ‘It’s For The Kids’ é o Anthrax puro e direto. Tem muito fogo e impacto. Vocalmente, está fervendo. Foi definitivamente divertido focar nessa e colocar muita energia nela.”

Jonathan Donais definiu a música como “um thrash direto ao ponto”. Segundo o guitarrista, “É rápido, agressivo, cativante e definitivamente será divertido ao vivo.”

Frank Bello afirmou que a faixa reúne características clássicas e atuais da banda. “Esta é uma música pesada e vibrante com um refrão de grande impacto — uma combinação do Anthrax clássico e atual — mal posso esperar para tocá-la ao vivo!”

Tracklist:

  1. Persistence of Memory
  2. The Long Goodbye
  3. It’s For the Kids
  4. Everybody’s Got A Plan
  5. The Edge Of Perfection
  6. Infectious
  7. NYC93
  8. Cursum Perficio
  9. T.O.M.B
  10. Watch It Go
  11. My Victory

Mais informações:
https://www.anthrax.com/
https://www.tiktok.com/@officialanthrax
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https://www.instagram.com/anthrax
https://www.youtube.com/channel/UCAaoOvkl49ngKzomWxpjzGg

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Memory Remains: Anthrax – 23 anos de “We’ve Come for You All” e a despedida em estúdio de John Bush https://www.headbangersnews.com.br/noticias/memory-remains-anthrax-23-anos-de-weve-come-for-you-all-e-a-despedida-em-estudio-de-john-bush/ Wed, 06 May 2026 14:13:45 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=100330 Há 23 anos, em 6 de maio de 2003, o Anthrax lançava “We’ve Come for You All”, o álbum de número 9 desta que é uma das mais importantes bandas do Thrash Metal, e que é tema do nosso Memory Remains desta quarta-feira. O álbum é marcado pela estreia do guitarrista Rob Caggiano, que passou […]

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Há 23 anos, em 6 de maio de 2003, o Anthrax lançava “We’ve Come for You All”, o álbum de número 9 desta que é uma das mais importantes bandas do Thrash Metal, e que é tema do nosso Memory Remains desta quarta-feira.

O álbum é marcado pela estreia do guitarrista Rob Caggiano, que passou a ocupar o lugar deixado por Dave Sabo, cuja passagem foi bem breve e durou menos de um ano. Também marca a despedida do vocalista John Bush, que saiu em 2005. Ele ainda retornou em 2009, quando ficou até o ano seguinte e deu lugar para Joey Belladonna, que está no posto até os dias de hoje.

A banda já estava há cinco anos sem lançar um álbum de estúdio, desde “Volume 8 – The Threat is Real“, e havia na época uma polêmica, por conta das ameaças dos terroristas islâmicos que enviaram Antraz para escritórios da mídia e ao senado estadunidense, logo depois dos ataques de 11 de setembro, aumentando ainda mais o pânico entre a população. Mas eles ignoraram a polêmica com o fato de o nome da banda ser parecido com o da arma química utilizada. O título é uma espécie de recado aos fãs.

Enquanto isso, o Anthrax fechou contrato com a Nuclear Blast, e entre os meses de maio e junho de 2001, todos já trabalhavam nas composições. Em novembro, eles começaram as primeiras sessões de gravação, que precisaram ser interrompidas, pois eles fizeram uma turnê com o Judas Priest. Em março de 2002, eles retornaram para a conclusão das gravações.

Alguns estúdios foram utilizados durante as sessões de gravação. A maior parte da bateria foi gravada no Bear Tracks, sendo que alguns takes foram gravados no Mayne Manor. As guitarras foram gravadas no Avatar Studios, em Nova Iorque, enquanto os vocais e o baixo foram registrados Red Clay Studios. A produção foi assinada pela equipe da Scarp 60 Productions, formada pelo guitarrista Rob Caggiano e os produtores Eddie Wohl e Steve Regina.

Nosso aniversariante conta com as participações do vocalista do The Who, Roger Daltrey, do saudoso guitarrista do Pantera, Dimebag Darrell e de Anthony Martini, vocalista do E-Town Concrete. Daltrey cantou em “Taking the Music Back“, Darrell tocou em “Cadillac Rock Box” e “Strap It On“, e Martini cantou em “Refuse to be Denied“. A banda soltou uma nota sobre os convidados, que iremos reproduzir abaixo:

“Sentimos a necessidade de convidar alguns amigos para fazer algo especial para o álbum e o resultado é simplesmente fantástico”.

O álbum sofreu algumas alterações na data de lançamento. No primeiro momento,  seria lançado em fevereiro, depois passou para abril, e finalmente lançado neste 6 de maio. O atraso foi o impasse nas negociações entre a Beyond Records e a Sanctuary Records, mas tudo foi resolvido e o álbum foi distribuído na Europa pela Nuclear Blast e na América do Norte pela Sanctuary Records.

Hora de dar play na bolacha, que tem 14 faixas, e duração de 53 minutos. A banda manteve a sonoridade adotada a partir da entrada de John Bush, ainda que aqui esteja um pouco mais pesada do qje foi durante toda a década anterior. Os destaques ficam por conta de musicas como “What Doesn’t Die“, “Any Place But Here“, “Nobody Knows Anything“, e “Black Dahlia“. A versão japonesa conta com um cover para “We’re a Happy Family“, do Ramones.

O álbum recebeu críticas positivas por parte da imprensa especializada, que destacou o flerte da banda com sua sonoridade habitual, depois de três álbuns fugindo da vertente que a consagrou. Os fãs tiveram um apreço maior pelo álbum, em comparação ao antecessor, mas as vendas não decolaram. Nas paradas de sucesso, nosso homenageado ficou em 22° na Alemanha, 45° no Japão, 78° na Escócia, 95° na França e 122° na “Billboard 200“.

We’ve Come for You All” é o terceiro álbum com o menor número de músicas tocadas ao vivo, sendo as músicas “What Doesn’t Die” e “Safe Home” as mais lembradas, mas desde o ano de 2010, nenhuma música do álbum tem sido tocada. Atualmente, a banda tem dado prioridade para os clássicos, como “Among the Living” e “Spreading the Disease“, além de “Worship Music“, um dos álbuns mais recentes, lançado em 2011.

Hoje é dia de celebrar mais um aniversário deste álbum, e aproveitar para agradecer pelo fato de o Anthrax estar em plena atividade. Parece que a banda vai lançar um novo álbum ainda este ano, sem data confirmada. Já está na hora, pois são dez anos desde que o último play, “For All Kings” foi lançado.

We’ve Come for You All – Anthrax
Data de lançamento – 06/05/2003
Gravadora – Nuclear Blast

Faixas:
01 – Contact
02 – What Doesn’t Die
03 – Superhero
04 – Refuse to Be Denied
05 – Safe Home
06 – Any Place but Here
07 – Nobody Knows Anything
08 – Strap It On
09 – Black Dahlia
10 – Cadillac Rock Box
11 – Taking the Music Back
12 – Crash
13 – Think About an End
14 – W.C.F.Y.A.
15 – We’re a Happy Family

Formação:

  • John Bush – vocal
  • Scott Ian – guitarra/ backing vocal
  • Rob Caggiano – guitarra/ backing vocal
  • Frank Bello – baixo/ backing vocal
  • Charlie Benante – bateria/ violão/ guitarra

Participações especiais:

  • Roger Daltrey – vocal em “Talking the Music Back
  • Dimebag Darrell – guitarra em “Cadillac Rock Box“/ “Strap It On”
  • Anthony Martini – vocal em “Refuse to be Denied

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Caught In A Mosh: A Era De Ouro Do Thrash https://www.headbangersnews.com.br/resenhas/caught-in-a-mosh-a-era-de-ouro-do-thrash/ Mon, 06 Apr 2026 02:27:17 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=resenhas&p=98549 No primeiro volume, “Hit The Lights: O Nascimento do Thrash” (2019), Popoff foi desde as influências das bandas de thrash metal (Deep Purple, Iron Maiden, Black Sabbath, Kiss, Motorhead, Venom, Judas Priest) até os primeiros lançamentos do estilo propriamente dito, terminando o livro com, se não o marco zero do estilo, um dos seus discos […]

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No primeiro volume, “Hit The Lights: O Nascimento do Thrash” (2019), Popoff foi desde as influências das bandas de thrash metal (Deep Purple, Iron Maiden, Black Sabbath, Kiss, Motorhead, Venom, Judas Priest) até os primeiros lançamentos do estilo propriamente dito, terminando o livro com, se não o marco zero do estilo, um dos seus discos mais emblemáticos: “Kill ‘Em All”, lançado pelo Metallica em julho de 1983.

Continuando desse marco com sua costumaz e detalhada ampla cobertura dos fatos, Popoff segue a história do estilo até outubro de 1986. Pode parecer pouco tempo, mas foram nesses poucos mais de três anos que muito do que foi lançado acabaria mudando não só o thrash metal, mas o metal como um todo. Para se ter uma ideia de como foi rico esse período, foram lançados “Fistful Of Metal” (1984) e “Spreading The Disease” (1985) pelo Anthrax; “Killing Is My Business… And Business Is Good!” (1985) e “Peace Sells… But Who’s Buying?” (1986) pelo Megadeth; “Show No Mercy” (1983), “Hell Awaits” (1985) e “Reign In Blood” (1986) pelo Slayer e Metallica (sempre ele) com “Ride The Lightning” (1984) e “Master Of Puppets” (1986). Foi ou não a era de ouro do estilo?

Por si só, os lançamentos do Big Four já dariam um bom livro, mas Popoff revirou cada mês atrás de demos, EPs, K7s e vinis de bandas dos EUA, Canadá, Europa e até do Brasil (Stress, Sarcófago e Sepultura, mesmo não sendo thrash metal na essência na época, acabaram sendo citados). Aí meu amigo/a, uma enxurrada de lançamentos e testemunhos dos próprios personagens disso tudo invade as páginas: Brian Slagel (Metal Blade Records), “Jonny Z” Zazula (RIP, 2022, Megaforce Records), membros do Slayer, D.R.I., Anthrax, Overkill, Exciter, Metallica, Testament, Sabbat, Nasty Savage, Sodom, Annhiliator, Voivod, Pilediver, Kreator (inclusive quando ainda era Tormentor), Onslaught, Death Angel, Exodus, Bulldozer, Anvil, Razor, Artillery, Destruction, Tankard, Metal Church, Nuclear Assault…vou parar a lista de nomes por aqui, mas tem muito mais nomes.

Além dos discos, também são abordados assuntos que marcaram o período, como a saída do Metallica da Megaforce para a Elektra e daí para o topo do mundo, o impacto do trágico acidente que vitimou precocemente Cliff Burton (RIP, 1986), as “gentilezas” que Paul Baloff (RIP, 2002) tinha com fãs de glam metal e até o recado na lata que Gary Holt, hoje no Slayer, deu para sua futura banda na época: “Vocês não podem usar maquiagem em um show do Exodus”.

A cada página que você vai avançando, a história do thrash metal e daqueles então jovens, a maioria ali na casa dos seus vinte e poucos anos cheios de vontade de tocar alto e rápido, vai sendo desenhada num ritmo frenético. Convenhamos, do heavy metal para o speed metal foi um pulo, mas do heavy metal para o thrash metal foi um verdadeiro salto. Cada banda que surgia (e nessa época já eram aos montes) queria ser “a mais rápida” e “a mais pesada”. Toda essa adrenalina descarregada em palhetadas rápidas e batidas fora de controle descambaria no disco que encerra esse segundo volume e que, se não for o melhor do estilo (para mim é), foi aquele que em apenas trinta minutos definiu novos patamares para o que viria a ser metal: “Reign In Blood”, o auge do Slayer e uma unanimidade entre fãs de thrash, death, black, etc.

“Caught In A Mosh: A Era De Ouro Do Thrash” (2025) é leitura obrigatória para qualquer um que assim como os músicos do Arch Enemy, Lamb Of God, In Flames e The Haunted, que também participam do livro, tiveram suas vidas mudadas graças aos discos/bandas citados.

Com recheio em papel couchè de alta qualidade ilustrado com muitas fotos coloridas, ainda tem três adesivos de brinde (Destruction, Voivod e Exodus). A trilogia se encerrará com o lançamento já programado pela Editora Denfire de “Tornado Of Souls: Thrash’s Titanic Clash”, cobrindo de 1987 a 1989. Até lá, faça a você mesmo um favor e adquira logo o livro, pois o volume I já esgotou.

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Memory Remains: Anthrax – 42 anos de “Fistful of Metal” e os conflitos criados por Neil Turbin https://www.headbangersnews.com.br/noticias/memory-remains-anthrax-42-anos-de-fistful-of-metal-e-os-conflitos-criados-por-neil-turbin/ Tue, 06 Jan 2026 11:00:29 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=94379 Há 42 anos, em 6 de janeiro de 1984, o Anthrax lançava “Fistful of Metal”, o álbum de estreia desta que é uma das maiores bandas de Thrash Metal de todos os tempos, e que é tema do nosso Memory Remains desta terça-feira. A banda havia sido formada três anos antes, em 1981, por Dan […]

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Há 42 anos, em 6 de janeiro de 1984, o Anthrax lançava “Fistful of Metal”, o álbum de estreia desta que é uma das maiores bandas de Thrash Metal de todos os tempos, e que é tema do nosso Memory Remains desta terça-feira.

A banda havia sido formada três anos antes, em 1981, por Dan Lilker e Scott Ian, que estudavam na mesma escola. Ambos eram guitarristas, mas Lilker passou para o baixo depois de não encontrar nenhum baixista. Neil Turbin, que também estudava no mesmo colégio, foi adicionado à banda, e Greg Walls ficou como segundo guitarrista entre 1982 e 1983, quando Dan Spitz entrou em seu lugar. Charlie Benante também entrou em 1983.

Em 1983, o Anthrax gravou uma demo com cinco faixas, das quais quatro entraram em nosso homenageado: “Panic“, “Anthrax“, “Across the River” e “Howling Furies“. Essa demo chamou atenção da Megaforce que ofereceu um contrato à banda. No mesmo ano, eles lançaram o single “Soldiers of Metal“, que a música título também está no aniversariante do dia, e este single vendeu mais de três mil cópias em duas semanas, o que era um sucesso, tendo em vista que era uma banda ainda sem a relevância atual.

A banda se juntou ao produtor Carl Canedy, que é baterista e vocalista do The Rods, que é um pouco mais veterana do que o Anthrax. Eles se reuniram no Pyramid Sound Recording, em Nova Iorque, no final de 1983, onde as faixas foram gravadas. A mixagem e masterização ocorreram em New Jersey, no Sterling Sound. O saudoso Jon Zazula atuou na produção executiva, assim como já tinha feito em “Kill ‘em All“, o álbum de estreia do Metallica, lançado menos de um ano antes.

Bolacha rolando e o Anthrax nos oferece um belo álbum onde o Thrash Metal ainda era visto com muita timidez, em meio ao Crossover/ Speed Metal. O play tem 35 minutos e dez faixas, com destaques para “Deathrider“, “Metal Thrashing Mad“, “Panic“, todas estas, ganharam versões ainda melhores no ano de 2004 quando a banda regravou diversas canções no álbum “The Greater of Two Evils“, na voz de John Bush, que é bem melhor do que a voz estridente de Neil Turbin. Outro destaque também é para o cover de “I’m Eighteen“, gravada originalmente por Alice Cooper.

A receptividade foi bem mista, tanto por parte da crítica especializada quanto do público. Algumas críticas foram bem duras, como a AllMusic, que chamou o Anthrax de banda cover do Judas Priest. Em 2019, a revista Decibel colocou o álbum em seu Hall da Fama, citando-o como um dos melhores álbuns do início do Thrash Metal. Mas a banda pouco toca ao vivo as músicas deste play. O último show da banda realizado em 7 de dezembro, em Jacarta, Indonésia, apenas “Metal Thrashing Mad” foi lembrada.

Após o lançamento do álbum, Neil Turbin tomou a iniciativa de demitir o baixista Dan Lilker sem que o restante da banda tivesse conhecimento prévio, deixando a entender que sua demissão foi consentida pelos demais membros. O baixista falou certa vez sobre o ocorrido, aspas para ele:

“Depois que fui expulso, os caras disseram injustamente: ‘Bem, ele precisou de 30 tentativas para gravar a faixa de baixo de ‘I’m Eighteen”, e se você ouvir a faixa de baixo, se não souber a história toda, você dirá: ‘Bem, isso é estranho, não é?’ São apenas, tipo, cinco notas.”

Mas Dan Lilker parece ter resolvido isso bem com Scott Ian, tanto que eles se juntaram um ano depois, montaram o S.O.D., que lançou dois petardos, o excelente “Speak English or Die“, falamos dele AQUI no ano passado, e em 1998, lançaram “Bigger Than the Devil“. Lilker montou o Nuclear Assault, que também desempenhou um papel de extrema importância na cena Thrash Metal. O sobrinho de Charlie Benante, Frank Bello assumiu o baixo no lugar de Lilker.

Depois de tomar a frente e demitir Dan Lilker, Neil Turbin não teve vida longa no Anthrax. Ele foi demitido em 1984, semanas depois do show que a banda fez com o Metallica no Roseland Balroom. A razão para a demissão, foi que Scott Ian e Charlie Benante queriam ter maior controle na composição das músicas. Neil Turbin chegou a trabalhar em três canções do sucessor de nosso aniversariante, “Spreading the Disease“, o álbum que colocou definitivamente o Anthrax como uma banda em ascensão. Matt Fallon ocupou o seu lugar por um breve período, que depois foi ocupado por Joey Belladonna, que está na segunda passagem pelo Anthrax. Em 2014, Turbin acusou Scott Ian de produzir mentiras para a sua saída, na intenção de chamar atenção para a biografia que o guitarrista estava lançando naquele período.

O álbum também deixou um ar de rancor, principalmente por parte de Greg Walls, o primeiro guitarrista do Anthrax, que alega ter sido plagiado pela própria banda, e também acusou o Anthrax de não lhe dar o devido crédito nas composições de “Panic“, “Metal Thrashing Mad“, além de contribuições em outras músicas. O ex-vocalista deu uma entrevista ao site Metal Voice no ano de 2016, onde ele fez as acusações. A banda não respondeu ao ex-guitarrista.

Era o pontapé inicial da banda que se tornaria uma das integrantes do chamado The Big 4. Hoje é dia de celebrar esse álbum. Felizmente o Anthrax está em plena atividade, e para alegria dos fãs, deve lançar seu novo e aguardado álbum ainda esse ano. Já está na hora, afinal, são dez anos desde “For All Kings“, que os fãs não vêem um disco de inéditas da banda. Longa vida ao Anthrax.

Fistful of Metal – Anthrax

Data de lançamento – 06/01/1984

Gravadora – Megaforce

 

Faixas:

01 – Deathrider

02 – Metal Thrashing Mad

03 – I’m Eighteen

04 – Panic

05 – Subjugator

06 – Soldiers of Metal

07 – Death from Above

08 – Anthrax

09 – Across the River

10 – Howling Furies

 

Formação:

  • Neil Turbin – vocal
  • Scott Ian – guitarra
  • Dan Spitz – guitarra
  • Dan Lilker – baixo
  • Charlie Benante – bateria

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Memory Remains: Anthrax – 40 anos de “Spreading the Disease” e as estreias de Joey Belladonna e Frank Bello https://www.headbangersnews.com.br/noticias/memory-remains-anthrax-40-anos-de-spreading-the-disease-e-as-estreias-de-joey-belladonna-e-frank-bello/ Thu, 30 Oct 2025 11:00:48 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=91778 Há 40 anos, em 30 de outubro de 1985, o Anthrax lançava “Spreading the Disease”, segundo álbum da rica discografia desta banda, que é tema do nosso Memory Remains desta quinta-feira, dia de TBT. O álbum marca as estreias do vocalista Joey Belladonna e do baixista Frank Bello, que entraram nos lugares de Neil Turbin […]

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Há 40 anos, em 30 de outubro de 1985, o Anthrax lançava “Spreading the Disease”, segundo álbum da rica discografia desta banda, que é tema do nosso Memory Remains desta quinta-feira, dia de TBT.

O álbum marca as estreias do vocalista Joey Belladonna e do baixista Frank Bello, que entraram nos lugares de Neil Turbin e Dan Lilker, sendo que o primeiro havia sido demitido logo após a turnê do álbum “Fistfull of Metal“. Turbin também havia se desentendido com Dan Lilker antes mesmo do lançamento do primeiro álbum, então, ele não teria vida longa no Anthrax.

Antes de Belladonna, o Anthrax tentou o vocalista Matt Fallon, mas ele não inspirou muita confiança de seus colegas quando adentraram no estúdio. Então, por sugestão do produtor Carl Canedy, eles fizeram um teste com Belladonna, e mesmo este não sendo familiarizado com o Thrash Metal, acabou sendo efetivado e desde 2010 está na terceira passagem pelo Anthrax, sendo este o maior período que ele acumulou na banda.

Nosso quarentão é marcado também por ser o primeiro álbum da banda pela Island Records, em parceria com a Megaforce. É também o primeiro álbum da banda a ter composições escritas pelo ex-baixista Dan Lilker e o último a contar com composições escritas por Neil Turbin.

Matt Fallon foi demitido durante o início do processo de gravação e em 2016, ele alegou em uma entrevista que foi ele o responsável pelas letras do álbum. A banda não replicou o comentário feito pelo ex-companheiro. Jon Zazula, que atuou como produtor executivo, foi o responsável pela letra de “Medusa” e Neil Turbin escreveu “Armed and Dangerous” e “Gung Ho“.

Eles se juntaram ao produtor Carl Canedy e todos foram para o Pyramid Sound, localizado em Ithaca, Nova Iorque, durante o primeiro semestre de 1985, onde gravaram as músicas. A masterização aconteceu no Masterdisk, também localizado no estado de Nova Iorque. Scott Ian também é citado como produtor.

A arte de capa foi desenhada pelos artistas Peter Corriston e Dave Heffernon, que haviam trabalhado no álbum “Physical Graffiti“, do Led Zeppelin, e foi desenvolvida a partir do conceito desenvolvido pelo baterista Charlie Benante, de um homem sendo investigado pelos seus níveis de radiação.

Dando play na bolacha, temos uma profunda mudança sonora em relação ao álbum de estreia, o que mostra que a banda havia amadurecido tanto na parte musical quanto na parte lírica. O Anthrax traz 9 canções em 43 minutos, com destaques para “Madhouse“, “Medusa“, “A.I.R.” e “Gung Ho“, sendo que as duas primeiras ainda são executadas até hoje em dia nos shows da banda.

A crítica especializada teceu enormes elogios ao álbum e para a produção, bem melhor do que no álbum anterior, e nosso aniversariante também caiu no gosto dos fãs, alguns consideram “Spreading the Disease” o melhor álbum já lançado pelo Anthrax. No ano de seu lançamento, o álbum chegou na “Billboard 200“, ocupando a 113ª posição, e neste ano, apareceu nas paradas da Grécia, ocupando a 25ª posição.

A banda chegou a produzir um videoclipe para a faixa “Madhouse“, que não recebeu muita atenção da MTV estadunidense na época, que considerava o conteúdo apresentado no vídeo degradante para pessoas que possuem doenças mentais.

Em 2015, para comemorar os 30 anos do álbum, a Megaforce lançou uma versão deluxe do álbum, que vinha com um CD bônus, contendo uma apresentação ao vivo do Anthrax no Sun Plaza, em Tóquio, em 1987, além de outtakes. Antes disso, em 2004, a banda lançou “The Greater of Two Evils“, com regravações de músicas dos primeiros álbuns, com John Bush no vocal e nosso homenageado teve releituras das músicas “A.I.R.”, “Madhouse” e “Gung Ho“.

A partir daqui, o Anthrax só iria crescer mais e mais, lançando na sequência os três principais álbuns de sua discografia, “Among the Living“, “State of Euphoria” e “Persistence of Time“, este último nós falamos deles por aqui e voltaremos a falar em um momento oportuno.

Hoje é dia de celebrar o mais novo quarentão do Thrash Metal, que como todo bom álbum, envelhece muito bem. A banda segue em plena atividade, só está nos devendo um novo álbum de inéditas, o que não acontece desde 2016, com “For All Kings“. Enquanto eles não se movem no sentido de lançar um novo play, vamos comemorar este clássico chamado “Spreading the Disease“, enquanto desejamos longa vida ao Anthrax.

Spreading the Disease – Anthrax
Data de lançamento – 30/10/1985
Gravadora – Island

Faixas:
01 – A.I.R. 
02 – Lone Justice
03 – Madhouse
04 – S.S.C. / Stand or Fall
05 – The Enemy
06 – Aftershock
07 – Armed and Dangerous
08 – Medusa
09 – Gung-Ho

Formação:
Joey Belladonna – vocal
Scott Ian – guitarra
Dan Spitz – guitarra
Frank Bello – baixo
Charlie Benante – bateria

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Memory Remains: Anthrax – 37 anos de “State of Euphoria” e a preocupação com as causas sociais https://www.headbangersnews.com.br/noticias/memory-remains-anthrax-37-anos-de-state-of-euphoria-e-a-preocupacao-com-as-causas-sociais/ Fri, 19 Sep 2025 11:00:31 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=89473 1988 foi um ano que deu sequência ao bom momento das bandas de Thrash Metal. O Memory Remains desta sexta-feira vai tratar de uma pérola do estilo: “State of Euphoria“, o álbum de número quatro da discografia do Anthrax, a banda mais técnica dentre todas do chamado The Big 4, lançado em 19 de setembro, […]

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1988 foi um ano que deu sequência ao bom momento das bandas de Thrash Metal. O Memory Remains desta sexta-feira vai tratar de uma pérola do estilo: “State of Euphoria“, o álbum de número quatro da discografia do Anthrax, a banda mais técnica dentre todas do chamado The Big 4, lançado em 19 de setembro, há 37 anos.

O Anthrax vivia seu melhor momento, e o álbum anterior, “Among the Living“, lançado em 1987, veio fazer frente a outros três belos álbuns lançados um ano antes e que também são referência quando o assunto é Thrash Metal: “Master of Puppets“, “Reign in Blood” e “Peace Sells… But Who’s Buying?”. A turnê foi um sucesso e incluiu além de uma apresentação no lendário festival Monsters of Rock, em Castle Donington, Inglaterra, e também alguns shows como banda de abertura para ninguém menos que o Kiss. Ao final da turnê, era hora de escrever material e gravar o sucessor do clássico álbum, que vem a ser o nosso aniversariante.

Então a banda se reuniu no Quadradial Studios, localizado em Miami, por onde ficaram entre os meses de abril e junho de 1988. Na produção, Mark Dodson e Alex Perialas trabalhou na engenharia de som. Os irmãos Jon e Marsha Zazula, da Megaforce, atuaram na produção executiva. A escolha por Dodson se deu por conta de seus trabalhos com as bandas Judas Priest e Metal Church. A escolha se mostrou bem acertada, pois o trabalho executado pelo produtor deixou a sonoridade simplesmente sensacional.

Scott Ian foi o responsável pelas letras, enquanto que grande parte das músicas são de autoria do baterista Charlie Benante. A música “Who Cares Wins” trata sobre as pessoas sem-teto, o que mostra a pegada social dos caras, algo que se o fã brasileiro conservador descobrir, irá cancelar a banda. “Make me Laugh” é uma crítica ao evangelismo praticado nas rádios e TV. “Misery Loves Company” é inspirada no livro “Misery“, se Stephen King, enquanto que “Now It’s Dark” teve sua base no livro de David Lynch, “Blue Velvet“. A banda ainda incluiu um cover para a música “Antisocial“, da banda francesa Trust, que em um momento de sua história, teve em seu lineup, figuras como Clive Burr e Nicko McBrain, antes de integrarem o Iron Maiden.

O Anthrax apresentou dez músicas em 52 minutos, com destaque para “Be All, End All“, que certamente é o maior hit do álbum. Mas outras músicas também merecem relevância, como “Out of Sight, Out of Mind“, além das já citadas “Makes me Laugh” e “Antisocial“, esta última, sempre presente nas apresentações da banda até os dias atuais. O sucesso não foi o mesmo de “Among the Living“, mas nosso aniversariante do dia não deixa de ser um belo de um álbum. Charlie Benante certa vez afirmou que gostaria de ter mais tempo para concluir o álbum. Em sua visão, o play precisava ser melhor lapidado.

Mesmo com a recepção menor em comparação ao anterior, “State of Euphoria” esteve presente em alguns charts mundo afora: 4° lugar na Finlândia, 12° no Reino Unido, 15° na Alemanha, 17° na Noruega, 20° na Suíça, 21° na Suécia, 30° na “Billboard 200“, 57° nos Países Baixos, 82° na Austrália e 87° no Canadá. Foi ainda certificado com Disco de Prata no Reino Unido e Disco de ouro nos Estados Unidos e Canadá. São bons números.

O Anthrax caiu na estrada e a turnê durou quase dois anos. A banda fez shows pela Europa abrindo para o Iron Maiden, que na ocasião divulgava seu também recém-lançado “Seventh Son of a Seventh Son“. Nos Estados Unidos, a banda abriu para Ozzy, que divulgava o álbum “No Rest for the Wicked“. Abriu ainda shows para o Metallica, fez shows com o Living Colour, foi o headliner do Headbangers Balls Tour, que contou ainda com Exodus e Helloween, e depois retornou à Europa, quando tocou com o Suicidal Tendencies.

Para nossa felicidade, o Anthrax está em plena atividade, tendo passado pelo Brasil em 2024, quando foi uma das atrações da segunda edição do Summer Breeze Brasil. A formação tem se mantido praticamente intacta, a exceção é o guitarrista Dan Spitz que já não faz mais parte e hoje o dono do posto é Jonathan Donais. Vamos escutar esse play no dia de hoje no volume máximo e celebrar essa obra de arte do Thrash Metal.

State of Euphoria – Anthrax

Data de lançamento – 19/09/1988

Gravadora – Island/ Megaforce

 

Faixas:

01 – Be All, End All

02 – Out of Sight, Out of Mind

03 – Make me Laugh

04 – Antisocial

05 – Who Cares Wins

06 – Now It’s Dark

07 – Schism

08 – Misery Loves Company

09 – 13

10 – Finale

 

Formação:

Joey Belladonna – vocal

Scott Ian – guitarra

Dan Spitz – guitarra

Frank Bello – baixo

Charlie Benante – bateria

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Memory Remains: Anthrax – 34 anos de “Persistence of Time” e o fim de um ciclo vitorioso https://www.headbangersnews.com.br/noticias/memory-remains-anthrax-34-anos-de-persistence-of-time-e-o-fim-de-um-ciclo-vitorioso/ Wed, 21 Aug 2024 11:38:23 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=68827 Há 34 anos, em 21 de agosto de 1990, o Anthrax lançava o quinto disco de sua gloriosa carreira. E “Persistence of Time” é o último disco do que podemos chamar de santíssima trindade da banda, que começou com “Among the Living” (1987) e continuou com “State of Euphoria” (1988). O play é tema do […]

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Há 34 anos, em 21 de agosto de 1990, o Anthrax lançava o quinto disco de sua gloriosa carreira. E “Persistence of Time” é o último disco do que podemos chamar de santíssima trindade da banda, que começou com “Among the Living” (1987) e continuou com “State of Euphoria” (1988). O play é tema do nosso Memory Remains desta quarta-feira.

Este seria marcado também como o último disco gravado pelo vocalista Joey Belladonna. Ele voltaria em 2010 ao lugar onde ele jamais deveria ter saído, com todo respeito ao competente John Bush, que realizou um trabalho pra lá de honesto durante os anos que esteve à serviço do Anthrax. Ele inclusive, fez um brilhante trabalho no álbum “The Greater of the Two Evils“, lançado em 2004, quando o Anthrax regravou alguns dos grandes clássicos de sua história.

A banda mais técnica e talentosa do chamado The Big 4 entrou em dois estúdios para a gravação do homenageado de hoje: “A&M Studios“, e no “Conway Studios“, ambos em Hollywood, na companhia de Mark Dodson, responsável pela produção. Eles ficaram no estúdio entre os meses de dezembro de 1989 e fevereiro de 1990.

O período em estúdio foi um tanto quanto complicado para a banda, pois Scott Ian havia acabado de se separar de sua primeira esposa. Além disso, as gravações precisaram ser interrompidas quando estavam no meio, pois um incêndio fez com que a banda perdesse mais de US$ 100 mil em equipamentos, além do estúdio que eles utilizaram para ensaio.

Foi nesta época que a banda começou também a pensar em um tentar um vocalista diferente. Joey Belladona não tinha conhecimento dos planos dos integrantes na época. O vocalista acabou ainda ficando por mais dois anos no Anthrax e foi demitido logo depois da aparição da banda no seriado “Married… With Children”. As razões alegadas na época foram “diferenças criativas e estilísticas”.

É considerado o álbum com canções mais complexas já produzidas pela banda, considerado por alguns como um álbum de Thrash Metal com influências de Prog, mas sem perder a agressividade e o punch Thrash Metal que o Anthrax sempre trouxe consigo. Algumas faixas chegam a durar até 7 minutos. As letras traziam temas pacíficos e inteligentes, sendo esta a maior diferença em relação aos álbuns anteriores.

Temos onze faixas em uma hora cravada de audição, que fazem o ouvinte se sentir em um pelotão de fuzilamento. O que dizer de músicas como “Time“, “Blood“, “Keep in the Family“, “Gridlock“, “Intro to Reality“, “Belly of The Beast“, o fantástico cover para “Got the Time“, de Joe Jackson, ou mesmo “Discharge“. A dupla de guitarristas Scott Ian e Dan Spitz estava inspirada com suas palhetadas rápidas e precisas; a cozinha, com Frank Bello e Charlie Benante, trazendo uma sincronia quase perfeita e Joey Belladonna se despedindo em alto estilo.

Persistence of Time” alcançou a 24ª posição na “Billboard 200”, além disso, foi indicado ao Grammy em 1991 na categoria “Melhor Performance de Heavy Metal”. Além disso, obteve boas colocações nos charts mundo afora, como 13º no Reino Unido, 15º na Noruega, 24º na Nova Zelândia, 30º na Austrália e 35º na Alemanha. Foi também certificado com Disco de Ouro nos Estados Unidos, além de indicado ao Grammy Awards de 1991, na categoria Melhor Performance Metal. Um feito e tanto para um clássico do Thrash Metal.

O Anthrax embarcou para divulgar seu novo play e em um primeiro momento eles fizeram a abertura dos shows do Iron Maiden, que à época divulgava seu álbum “”No Prayer for The Dying“. O Anthrax acompanhou a banda de Bruce Dickinson e Steve Harris em shows pela Europa e América do Norte. Depois, eles fizeram parte do cast do “Clash of the Titans“, ao lado do Megadeth, Slayer e do Alice in Chains, que na data de hoje também comemora o lançamento do clássico álbum “Facelift“.

Antes da saída de Belladona, a banda ainda engatou uma parceria com o Public Enemy, quando juntos, gravaram uma versão para a faixa “Bring The Noise“, que foi lançada originalmente pelo Public Enemy no ano de 1987 e foi trilha sonora do filme “Less Than Zero“, que no Brasil, ganhou o título de “Abaixo de Zero“. Antes disso, ambas as bandas trocaram gentilezas entre si, com Scott Ian vestindo uma camisa da banda que se tornou parceira, que devolveu citando o nome do Anthrax na letra da referida canção. A parceria deu tão certo que em 1991, as bandas fizeram uma turnê em conjunto.

A banda segue na ativa, para nossa felicidade, inclusive, com uma apresentação por nosso país, na segunda edição do Summer Breeze Brasil, realizada em maio deste ano. Só está nos devendo um novo álbum de inéditas, o que não acontece desde “For All Kings“, de 2016. Scott Ian acabou de divulgar que o próximo álbum da banda será “isentão”. É o medo de se posicionar e perder público, uma pena que alguns artistas ainda pensem dessa forma nos dias atuais. Hoje é dia de celebrar esse clássico inestimável do Thrash Metal. Longa vida ao Anthrax.

Persistence of Time – Anthrax

Data de lançamento – 21/08/1990

Gravadora – Megaforce

 

Faixas:

01 – Time

02 – Blood

03 – Keep it in the Family

04 – In my World

05 – Gridlock

06 – Intro to Reality

07 – Belly of the Beast

08 – Got the Time

09 – H8 Red

10 – One Man Stands

11 – Discharge

 

Formação:

Joey Belladonna – vocal

Scott Ian – guitarra

Dan Spitz – guitarra

Frank Bello – baixo

Charlie Benante – bateria

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Anthrax: Já disponível relançamento de “For All Kings” pela parceria entre a Shinigami Records e a Nuclear Blast Records https://www.headbangersnews.com.br/noticias/anthrax-ja-disponivel-relancamento-de-for-all-kings-pela-parceria-entre-a-shinigami-records-e-a-nuclear-blast-records/ Sun, 12 May 2024 14:29:52 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=63911 Crédito da foto: Carlos Pupo/Headbangers News É bem raro que uma carreira tenha uma segunda chance, muito menos uma segunda era completa, mas o Anthrax – formado em Nova York em 1981 –, como estamos cansados de saber, não é uma banda comum. Como qualquer banda, o Anthrax tem seus altos e baixos criativos, mas […]

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Crédito da foto: Carlos Pupo/Headbangers News

É bem raro que uma carreira tenha uma segunda chance, muito menos uma segunda era completa, mas o Anthrax – formado em Nova York em 1981 –, como estamos cansados de saber, não é uma banda comum.

Como qualquer banda, o Anthrax tem seus altos e baixos criativos, mas eles são apenas um complemento da sua química única. Embora todos os cinco membros contribuam com ideias e façam sugestões para praticamente todas as músicas, o baterista Charlie Benante faz as primeiras incursões na composição com riffs base e outras ideias, o guitarrista Scott Ian tem uma maneira muito particular de incorporar suas intensas ideias líricas à música da banda, Bello provou ser um compositor de melodias muito talentoso, algo que ajudou a diferenciar a música da banda de outras do mesmo gênero, Belladonna cria seus vocais para melhor utilizar sua voz aguda e o guitarrista Jon Donais traz inúmeros leads esmagadores. No final, os cinco juntam tudo para criar o que é simplesmente a música do Anthrax.

Scott foi o primeiro a admitir que a história de “For All Kings” não foi exatamente convencional ou sem contratempos. No verão americano de 2012, Charlie percebeu que, devido à sua síndrome do túnel do carpo, ele não poderia se juntar à banda em todas as datas da turnê. Mas Charlie não queria ficar parado em casa e começou a compor riffs para o novo álbum.

Crucialmente, Charlie usaria uma arma secreta que se tornaria a peça fundamental para o processo de criação de um álbum que se destacaria em um catálogo repleto de alguns dos lançamentos mais importantes e influentes de todos os tempos: uma guitarra mutante chamada The Shark.

O resultado é um disco tão diversificado quanto satisfatório: um banquete para os ouvidos e uma espécie de volta da vitória para uma banda que tem a distinção única de inventar o que faz e, ao mesmo tempo, ser sempre a melhor no que faz. Desde a fúria direta e sem rodeios de ‘You Gotta Believe’ e ‘Evil Twin’ até a obra-prima de riffs pesados e extensos ‘Blood Eagle Wings’ e sua majestosa faixa-título, “For All Kings” foi, segundo Joey, tão divertido de gravar quanto de ouvir. Isso se deve ao trabalho magistral do coprodutor Jay Ruston que já tinha trabalhado com a banda em “Worship Music”.

Houve outras mudanças também.  Em 2013, foi anunciado que Rob Caggiano, o guitarrista de longa data que se tornou conhecido por seus surpreendentes solos e por suas palhaçadas nos bastidores, deixou a banda para retomar ao seu papel de produtor, mas não antes de apresentar à banda o altamente respeitado destruidor Jonathan Donais do Shadows Fall. Seria uma experiência emocionante para Jon, pelo fato de agora ser membro em tempo integral da banda da qual ele sempre foi muito fã.

“For All Kings”, lançado originalmente em 2016, é muito mais do que apenas a música e fiel à forma do Anthrax, não está apenas repleto de referências à cultura pop, mas também de subtextos mais profundos que revelam a cuidadosa arte que sustenta tudo o que eles fazem. Como Charlie explicou, embora o 11º álbum de estúdio do Anthrax não tenha um tema recorrente, há um significado em tudo que vem direto do coração.

Observe atentamente a arte do álbum e você perceberá as impressões digitais de um desses heróis na vida da banda: o trabalho inimitável do artista de quadrinhos e apoiador de longa data do Anthrax, o talentoso Alex Ross, cujas representações imortais de personagens clássicos da DC e da Marvel estão em destaque em seu portfólio.

“For All Kings” é o álbum quintessencial do Anthrax e a prova definitiva de que não se pode deixar uma boa banda na mão.

Um relançamento da parceria Shinigami Records/Nuclear Blast Records. Adquira sua cópia aqui: https://bit.ly/4cJm2AN

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Dan Lilker se juntará ao Anthrax nas turnês da América do Sul e nos Estados Unidos https://www.headbangersnews.com.br/noticias/dan-lilker-se-juntara-ao-anthrax-nas-turnes-da-america-do-sul-e-nos-estados-unidos/ Thu, 28 Mar 2024 12:25:48 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=61011 Hoje o Anthrax anuncia que por razões pessoais, o baixista Frank Bello não poderá acompanhar a banda na turnê que acontecerá na América do Sul que se iniciará no dia 13 de abril no MXMF the Metal Fest. O músico escolhido para ocupar o seu lugar nestas datas, como também nos dois festivais nos Estados Unidos em Maio, será […]

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Hoje o Anthrax anuncia que por razões pessoais, o baixista Frank Bello não poderá acompanhar a banda na turnê que acontecerá na América do Sul que se iniciará no dia 13 de abril no MXMF the Metal Fest. O músico escolhido para ocupar o seu lugar nestas datas, como também nos dois festivais nos Estados Unidos em Maio, será o membro fundador do Anthrax e baixista original Dan Lilker, marcando sua primeira aparição com a banda num palco em 40 anos. Lilker, que também é coautor e tocou no álbum de estreia da banda Fistful of Metal, também é integrante do S.O.D. (Stormtroopers of Death) junto com Charlie Benante e Scott Ian.

“Eu realmente estou animado para tocar com Anthrax novamente” comentou Lilker. “Quando nos separamos lá em 1984, eles me falaram para continuar por perto pois eles poderiam precisar de mim após 40 anos.”

A banda acrescentou: “Estamos muito empolgados em tocar com o Danny novamente e realmente ficamos muito felizes por ele ter topado tocar no lugar do Frank. Há tempos não tocamos na América do Sul, então não perca estes shows, eles serão uma loucura.”

Lilker não ficou parado nestas quatro décadas que passaram, já que passou por diversas bandas. Ele foi baixista para a banda de thrash metal Nuclear Assault como também da banda de grindcore Brutal Truth. Ele também toca baixo nas bandas Exit-13, Malformed Earthborn, The Ravenous, Overlord Exterminator, Venomous Concept e muitas outras.

Com Lilker no baixo, as datas para a turnê do Anthrax são:

ABRIL
13 MXMF The Metal Fest, Ciudad De México, Mexico
15 Cancha Diamante, San Salvador, El Salvador
17 Pepper’s, San Jose, Costa Rica
18 The Metal Fest, Quito, Ecuador
21 The Metal Fest, Santiago, Chile
23 Sala de Museo, Montevideo, Uruguay
25 El Teatro Flores, Buenos Aires, Argentina
28 Summer Breeze Open Air, São Paulo, Brazil

MAIO
9 Welcome to Rockville, Daytona Beach, FL
17 Sonic Temple Festival, Columbus, OH

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Memory Remains: Anthrax celebra os 35 anos de “State of Euphoria” https://www.headbangersnews.com.br/noticias/memory-remains-anthrax-celebra-os-35-anos-de-state-of-euphoria/ Tue, 19 Sep 2023 15:34:40 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=51568 1988 foi um ano que deu sequência ao bom momento das bandas de Thrash Metal. Recentemente falamos de “… And Justice for All“, do Metallica, lançado neste ano e que comemorou aniversário recentemente, você pode ler sobre ele clicando AQUI. O Memory Remains desta terça-feira vai tratar de outra pérola do estilo: “State of Euphoria”, […]

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1988 foi um ano que deu sequência ao bom momento das bandas de Thrash Metal. Recentemente falamos de “… And Justice for All“, do Metallica, lançado neste ano e que comemorou aniversário recentemente, você pode ler sobre ele clicando AQUI. O Memory Remains desta terça-feira vai tratar de outra pérola do estilo: “State of Euphoria”, o álbum de número quatro da discografia do Anthrax, a banda mais técnica dentre todas do chamado The Big 4.

O Anthrax vivia seu melhor momento, e o álbum anterior, “Among the Living“, lançado em 1987, veio fazer frente a outros três belos álbuns lançados um ano antes e que também são referência quando o assunto é Thrash Metal: “Master of Puppets“, “Reign in Blood” e “Peace Sells… But Who’s Buying?“. A turnê foi um sucesso e incluiu além de uma apresentação no lendário festival Monsters of Rock, em Castle Donington, Inglaterra, e também alguns shows como banda de abertura para ninguém menos que o Kiss. Ao final da turnê, era hora de escrever material e gravar o sucessor do clássico álbum.

Então a banda se reuniu no Quadradial Studios, localizado em Miami, por onde eles ficaram entre os meses de abril e junho de 1988. Na produção, Mark Dodson e Alex Perialas trabalhou na engenharia de som. Os irmãos Jon e Marsha Zazula, da Megaforce, atuaram na produção executiva. A escolha por Dodson se deu por conta de seus trabalhos anteriores com o Judas Priest e o Metal Church. A escolha se mostrou bem acertada, pois o trabalho executado pelo produtor deixou a sonoridade simplesmente sensacional.

Scott Ian foi o responsável pelas letras, enquanto que grande parte das músicas são de autoria do baterista Charlie Benante. A música “Who Cares Wins” trata sobre as pessoas sem-teto, o que mostra a pegada social dos caras, algo que se o fã brasileiro conservador descobrir, irá cancelar a banda. “Make me Laugh” é uma crítica ao evangelismo praticado nas rádios e TV. “Misery Loves Company” é inspirada no livro “Misery“, se Stephen King, enquanto que “Now It’s Dark” teve sua base no livro de David Lynch, “Blue Velvet“. A banda ainda incluiu um cover para a música “Antisocial“, da banda francesa Trust, que em um momento de sua história, teve em seu lineup, figuras como Clive Burr e Nicko McBrain.

O Anthrax apresentou dez músicas em 52 minutos, com destaque para “Be All, End All“, que certamente é o maior hit do álbum. Mas outras músicas também merecem relevância, como “Out of Sight, Out of Mind“, além das já citadas “Makes me Laugh” e “Antisocial“, esta última, sempre presente nas apresentações da banda até os dias atuais. O sucesso não foi o mesmo de “Among the Living“, mas nosso aniversariante do dia não deixa de ser um belo de um álbum. Charlie Benante certa vez afirmou que gostaria de ter mais tempo para concluir o álbum. Em sua visão, o play precisava ser melhor lapidado.

Mesmo com a recepção menor em comparação ao anterior, “State of Euphoria” esteve presente em alguns charts mundo afora: 4° lugar na Finlândia, 12° no Reino Unido, 15° na Alemanha, 17° na Noruega, 20° na Suíça, 21° na Suécia, 30° na “Billboard 200”, 57° nos Países Baixos, 82° na Austrália e 87° no Canadá. Foi ainda certificado com Disco de Prata no Reino Unido e Disco de ouro nos Estados Unidos e Canadá. São bons números.

O Anthrax caiu na estrada e a turnê durou quase dois anos. A banda fez shows pela Europa abrindo para o Iron Maiden, que na ocasião divulgava seu também recém-lançado “Seventh Son of a Seventh Son“. Nos Estados Unidos, a banda abriu para Ozzy, que divulgava o álbum “No Rest for the Wicked“. Abriu ainda shows para o Metallica, fez shows com o Living Colour, foi o headliner do Headbangers Balls Tour, que contou ainda com Exodus e Helloween, e depois retornou à Europa, quando tocou com o Suicidal Tendencies.

Para nossa felicidade, o Anthrax está em plena atividade, e o melhor, com o retorno ao Brasil já agendado para o ano de 2024: a banda será uma das atrações da segunda edição do Summer Breeze Brasil. Enquanto aguardamos o retorno da banda, cuja formação tem se mantido praticamente intacta, a exceção é o guitarrista Dan Spitz que já não faz mais parte e hoje o dono do posto é Jonathan Donais, vamos escutar esse play no dia de hoje no volume máximo e celebrar essa obra de arte do Thrash Metal.

State of Euphoria – Anthrax

Data de lançamento – 19/09/1988

Gravadora – Island/ Megaforce 

 

Faixas:

01 – Be All, End All

02 – Out of Sight, Out of Mind

03 – Make me Laugh

04 – Antisocial

05 – Who Cares Wins

06 – Now It’s Dark

07 – Schism

08 – Misery Loves Company

09 – 13

10 – Finale

 

Formação:

Joey Belladonna – vocal

Scott Ian – guitarra

Dan Spitz – guitarra

Frank Bello – baixo

Charlie Benante – bateria

O post Memory Remains: Anthrax celebra os 35 anos de “State of Euphoria” apareceu primeiro em Headbangers News.

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