Em 1995, o Fear Factory lançava Demanufacture, um álbum que não apenas definia o “Cyber Metal”, mas previa um futuro onde a linha entre homem e máquina se tornaria perigosamente tênue. Hoje, em 2026, não estamos mais lendo ficção científica; estamos vivendo o documentário que Dino Cazares musicou décadas atrás.
O mentor e guitarrista da banda, mestre do staccato e pioneiro das sete e oito cordas, continua sendo o arquiteto de um som que se recusa a envelhecer. Mas o Fear Factory de hoje não vive apenas de glórias passadas. Com a chegada do vocalista Milo Silvestro — que trouxe uma renovação técnica e visceral aos palcos — e a cozinha devastadora formada por Tony Campos (baixo) e Pete Webber (bateria), a “máquina” encontrou sua forma mais letal.
Prestes a desembarcar no Brasil para o Bangers Open Air 2026, Dino Cazares nos revela como é manter a relevância em uma era dominada pela IA e o que os fãs brasileiros, conhecidos mundialmente pela sua intensidade, podem esperar desse novo capítulo. Prepare-se: a obsolescência não é uma opção.