Entrevistas

Erik Danielsson, do Watain, fala sobre novo álbum em coletiva de imprensa para a América Latina

Evelina Szczesik/Nuclear Blast Records

Com seu sétimo álbum de estúdio “The Agony & Ecstasy Of Watain” lançado no último 29 de abril pela Nuclear Blast Records, o vocalista e baixista Erik Danielsson da icônica banda sueca de black metal Watain realizou uma coletiva de imprensa no dia 11 de maio e respondeu as perguntas de vários veículos de comunicação da América Latina, entre eles o Headbangers News.

Num papo descontraído de quase duas horas e respondendo tudo aberta e tranquilamente, Erik falou sobre algumas memórias de suas primeiras turnês pela América Latina, sobre as gravações do álbum e muito mais.

Confiram como foi o papo com a equipe do Headbangers News:

Olá Erik, olá a todos. Eu estava lendo algumas resenhas do álbum, e “The Agony..” está recebendo apenas críticas positivas, não só aqui no Brasil, mas em todo o mundo, é sempre positivo. E todos estão realmente impressionados com a forma como a banda está sempre alcançando um novo nível em cada álbum. Então, eu quero saber sobre você, Erik. O que esse álbum significa para você e para a banda? Qual é a importância deste álbum para você?

Erik: “Bem, em primeiro lugar, eu também li principalmente boas críticas até agora, e é um pouco… você sabe, sendo um álbum que é conceitualmente baseado na ideia de opostos, agonia em uma mão e êxtase na outra e a turbulência entre os dois. É estranho ver que a resposta não é unificar todos eles, ou qualquer outra coisa. Mas é ótimo, as pessoas parecem ter entendido, as ideias parecem ter ressoado de uma maneira muito forte, como *aaaaargh*

E isso é tudo o que você pode desejar como artista quando coloca sua música lá fora, é claro, é uma sensação fantástica receber esse tipo de resposta! E para mim, este álbum significa… eu sempre penso que em cada álbum, cada vez que entramos em um estúdio, o que aconteceu agora pela sétima vez. será o último álbum que vamos fazer, e tem que ser nesse nível, tem que ser digno de ser o último álbum. Será algo que eu estarei no meu caixão com este álbum sob o meu coração e me sentir contente, orgulhoso e bem com isso, sabe. Eu preciso ter a sensação de que isso era tudo o que eu podia fazer, eu empurrei o máximo que pude desta vez, e é isso. E esse é o sentimento que eu tenho, para ser honesto. E eu quero dizer que eu tive esse sentimento para cada álbum, mas para ser honesto, neste álbum… eu acho que foi quando eu senti esse sentimento mais forte. Para mim, parece um clímax, e é tão irreal que parece um sonho.”

Está perfeito! E eu também queria perguntar sobre a arte da capa do álbum. Vi um post no Instagram onde você explicou um pouco sobre a capa. E é muito interessante como tudo está conectado com ela. Você pode nos explicar de onde veio a ideia, ou algo mais por trás da capa?

Erik: “Sim, claro, deixe-me mostrar a você. Não sei porque a Nuclear Blast insiste em colocar esses adesivos em cada álbum, preciso falar sobre isso depois (risos). Mas, para resumir, as colunas de cada lado da capa, cada coluna representa agonia e extase, e para mim, agonia e êxtase são uma espécie de opostos emocionais, e acredito que entre cada oposto também há uma espécie de ligação, um tipo de energia onde esses opostos se encontram. E quando se trata de Watain eu acho que o êxtase por um lado e a agonia por outro sempre foi nosso ponto emocional separado… se isso faz sentido. Então, o que eu queria mostrar na capa do álbum era basicamente que entre esses dois pilares emocionais diferentes nós temos esse tipo de guerra, esse tipo de coisa demoníaca, como relâmpagos, trovões, apenas para entender o encontro entre esses dois polos. E é isso que você vê ao fundo da capa, e o “Watain” está quase como um emblema… como o resultado de todo esse caos. Esse é o resultado final. Então essa é a minha ideia conceitual da capa do álbum. E também tenho que dizer que de todas as capas que fizemos, essa é a que mais nos baseamos no meu gosto pessoal nos desenhos. Eu adoro e venero as velhas técnicas que os velhos black e death metal faziam feitos à mão, onde as pessoas não estão usando outros artistas, como um designer super qualificado para fazer algo que eles poderiam fazer sozinhos. E isso também foi algo que me inspirou a fazer esse tipo de capa. Porque é muito brutal, é muito cru para estar no ano de 2022, parece algo feito há muitos anos atrás. Também fui tentando mostrar um ponto porque as pessoas precisam ser lembradas desse tipo de atitude, e acho que é bom agora esquecer o Photoshop e focar no básico.”

“The Agony & Ecstasy of Watain” está disponível em formato físico e nas principais plataformas digitais.

Tracklist:

01. Ecstasies in Night Infinite

02. The Howling

03. Serimosa

04. Black Cunt

05. Leper’s Grace

06. Not Sun Nor Man Nor God

07. Before the Cataclysm

08. We Remain

09. Funeral Winter

10. Septentrion

Evelina Szczesik/Nuclear Blast Records