Entrevistas

Kadavar: Simon Bouteloup e Jascha Kreft falam sobre nova formação, dois discos e show em SP

17 de março de 2026


O hiato de sete anos sem o Kadavar em solo brasileiro chega ao fim em março de 2026, mas a banda que desembarca no país no dia 21, no Carioca Club (SP), está longe de ser a mesma que vimos na década passada. Em um movimento de introspecção e produtividade febril em seu próprio estúdio em Berlim, os alemães não apenas sobreviveram ao silêncio fonográfico desde The Isolation Tapes (2020), como emergiram com uma nova formação e uma dualidade sonora fascinante.

Em nossa conversa exclusiva com o baixista Simon “Dragon” Bouteloup e o guitarrista/tecladista Jascha Kreft, mergulhamos no turbilhão criativo que resultou em dois álbuns distintos lançados em um intervalo de apenas seis meses em 2025.

O ano de 2025 foi o divisor de águas para o agora quarteto. Em maio, o grupo lançou I Just Want To Be A Sound, uma obra que flertou com experimentações grandiosas e influências do rock dos anos 90 e 2000, revelando um lado mais melódico e “arejado” da banda. Entretanto, a inquietação artística de Lupus, Tiger, Simon e Jascha não parou por ali.

Em novembro do mesmo ano, surgiu K.A.D.A.V.A.R. (Kids Abandoning Destiny Among Vanity and Ruin). Com produção de Max Rieger, o disco é um manifesto de força: um registro direto, compacto e visceral. Descrito internamente como um “segundo debut”, o álbum resgata a estética analógica e os riffs de stoner rock que tornaram a banda um ícone mundial, mas agora com a densidade proporcionada pela nova dinâmica de quatro integrantes.

A vinda do Kadavar, sob a realização da Agência Sobcontrole, é um evento de reafirmação. Faixas como “Lies” — que abre o novo trabalho fundindo o doom metálico à psicodelia explosiva — e “Total Annihilation” prometem ser pontos altos de um setlist que equilibra a nostalgia dos primórdios de Berlim com a maturidade adquirida nas transformações recentes.

Na entrevista em vídeo abaixo, Simon e Jascha detalham o processo de gravação “back to basics”, a química da nova formação e o que os fãs brasileiros podem esperar desta apresentação única.