Entrevistas

Stagewar: “Somos e continuaremos a ser uma banda ao vivo”

Christina Baer

Stagewar é uma incansável banda de Frankfurt, Alemanha, que nunca desistiu de seguir seus sonhos, mesmo nas circunstâncias mais miseráveis. A banda de metal, que foi fundada em 2003 pelos dois guitarristas Kimon Roggenbuck e Dominik Dezius, então com dezesseis anos, já fez mais de 200 shows até agora e fez seu nome no underground em toda a Europa.

Em 24 de setembro, lançaram o novo álbum de estúdio, intitulado ‘Danger To Ourselves’. O álbum foi mixado e masterizado por Aljoscha Sieg no Pitchback Studios. “Danger To Ourselves” é lançado como um DigiPak de alta qualidade e em uma edição de vinil com uma capa gatefold. A arte do álbum foi criada pelo tatuador James Reuter (Remember Tomorrow Tattoos).

Para falar sobre o novo trabalho e os anos de carreira, a Stagewar concedeu uma entrevista ao site Headbangers News.

STAGEWAR é uma banda que já tem alguns bons anos de carreira. Podem se apresentar ao público brasileiro e contar um pouco como tudo começou?

Oi. Somos STAGEWAR e fazemos Thrash n´Roll. Tudo começou quando Kimon e Dezius tocaram juntos na banda da escola local e descobriram sua paixão comum por metal, punk e rock n´ roll.

Muito tempo se passou desde ‘Killing Fast’. Você pode me dar uma pequena atualização sobre o que aconteceu na STAGEWAR nos últimos seis anos?

Fizemos shows depois do lançamento e, enquanto isso, escrevíamos as músicas. Conscientemente, gastamos nosso tempo e tentamos nos concentrar no essencial.

Por que demorou seis anos para o sucessor de ‘Killing Fast’ ver a luz do dia?

Somos e continuaremos a ser uma banda ao vivo. Também atribuímos grande importância à qualidade da composição e não ficamos satisfeitos com ela se as músicas não parecerem concluídas. Nós também gravamos tudo dessa vez. Por causa disso, Kimon, que produziu o álbum, teve que superar alguns obstáculos técnicos. Tudo isso levou tempo. Mas estamos convencidos de que o resultado acabou sendo bom.

Ouvi o novo álbum ‘Danger To Ourselves’, e é definitivamente um som que cativa os fãs no Brasil. Como a banda descreve o som que fazem?

A resposta curta é Thrash n´Roll. Mas somos uma banda de metal com raízes no rock n’roll e no metal. Somos da velha escola, mas não estamos tentando soar assim conscientemente. Achamos que a mistura especial de Thrash com a base do Rock and Roll não é cotidiana.

Podem nos contar sobre o processo de produção e gravação de ‘Danger To Ourselves’? A pandemia interferiu muito ou você aproveitou a quarentena para criar esse novo emprego?

Tínhamos planejado gravar o álbum antes da pandemia. Por assim dizer, a pandemia não atrapalhou. Kimon produziu o álbum e teve que adquirir muito conhecimento. Estamos felizes em poder participar tanto do processo de criação.

Em seis anos, muita coisa pode acontecer. E a banda certamente evoluiu em alguns aspectos. Na sua opinião, quais são as diferenças musicais entre os lançamentos antigos e ‘Danger To Ourselves’?

‘Danger To Ourselves’ certamente soa mais maduro. Tentamos arduamente como sempre, mas desta vez o álbum todo soa melhor. Acho que encontramos nosso estilo sem soar como outra banda.

Você conhece ou é fã de bandas brasileiras? Quais?

Estávamos em uma turnê europeia com a banda Cadela Maldita. A nova banda que surgiu disso se chama B.O.D.E. Somos fãs e amigos e ficaríamos felizes em estar no palco com os caras novamente.

Após o lançamento de ‘Danger To Ourselves’, quais são os próximos passos para STAGEWAR? Você já tem shows agendados?

Estaremos tocando novamente em novembro na Alemanha e na Polônia em uma mini turnê. Esperançosamente haverá mais shows. Além disso, já estamos trabalhando em um novo material. Não vamos ficar entediados.

Deixe um recado para nossos leitores e fãs brasileiros!

Obrigado pela sua atenção. Nós apreciamos isso. Esperamos que um dia possamos tocar no Brasil também!