Savagegroup moldou o cenário do metal extremo com seu trabalho, entregando singles em um curto espaço de tempo, sendo bem sucedido e elogiado pela mídia especializada. Agora, o grupo leva o metal melódico dos anos 1990 a um terreno sombrio e teatral em “An Angel Had to Go Home”.
O novo single combina passagens de alta exigência técnica com arranjos orquestrais grandiosos, coros operísticos e uma voz infantil que reaparece ao longo da composição, criando um contraste inquietante com o peso da música. A proposta vai além de tocar pesado: cada elemento contribui para uma narrativa dramática, conduzida por um conceito lírico marcado pela perda e pela carga emocional. Em vez de apostar apenas na velocidade ou na agressividade, o trio bávaro trabalha com escala e contraste, aproximando o heavy metal de uma trilha cinematográfica sem abandonar as características que definem o gênero.
A canção está recheada de referências, dando uma atmosfera super nostálgica perfeita do power metal principalmente os maiores hits da época. Definitivamente, Savagegroup se mostra cada vez mais surpreendente, com certeza tem a inspiração e a pegada destes ícones que estamos acostumados a ouvir, e isso é excelentemente bom! É uma banda para se manter atenção. Essa banda é para aqueles fãs nostálgicos de Gamma Ray, Stratovarius, Blind Guardian e os mais modernos, então não há chances de errar ao adicionar Savagegroup na playlist.
Gravado inteiramente pelos três integrantes, o trabalho segue a filosofia do Savagegroup de priorizar a experiência de audição acima das exigências de uma carreira ao vivo. A abordagem permite que o grupo construa composições minuciosas, nas quais os coros e as camadas orquestrais têm papel tão importante quanto a base metálica. Em “An Angel Had to Go Home”, essa ambição funciona melhor quando a grandiosidade encontra o elemento mais perturbador da faixa: a voz infantil, que atravessa o arranjo e impede que a música se torne apenas um exercício de virtuosismo. O resultado é uma composição feita para quem aprecia o lado mais dramático do metal melódico, com peso, elaboração e uma narrativa que pede atenção do início ao fim.
Aqui a experiência é consistente e muito agradável, a banda emula perfeitamente o som dos anos 80 e 90 com o moderno, criando um hit atemporal, em um hit pesado e melódico e nos faz facilmente viajar nessa experiência sonora, talvez esse seja o maior mérito de Savagegroup – nos fazer sentir em um lugar que jamais estivemos em uma época que talvez nem ele tenha vivido, tudo isso com um som atual.
O Savagegroup foi fundado em 2018 pelo multi-instrumentista Tom Kupfer, que começou sua jornada musical na bateria com apenas 3 anos de idade. Mais tarde, dominando guitarra, baixo e teclados por pura necessidade de dar vida aos inúmeros riffs e melodias pesadas que tinha em mente, exatamente como os imaginava, Tom grava tudo em seu próprio estúdio. Após uma busca desesperada pelo vocalista certo, Tom assumiu o microfone ele mesmo — jurando nunca lançar um álbum “apenas instrumental”, mesmo que as primeiras sessões vocais tenham feito a banda rolar de rir.
O nome da banda, Savagegroup, reflete perfeitamente seu espírito único: mesmo enquanto crescem. Apesar de mais velhos, os membros mantêm viva a criança interior selvagem, caótica e maravilhosamente insana que existe dentro deles. Hoje, Tom é acompanhado pelo guitarrista rítmico Daniel (carinhosamente apelidado de “escravo do ritmo”) e pelo baixista Thomas. Ambos não são apenas músicos excepcionalmente talentosos, mas também irmãos de armas e verdadeiros metaleiros de coração enorme.
Mais informações no site oficial: www.savagegroup.de/