‘Apologia’ de We Are Space Horses é um turbilhão sonoro que transcende rótulos e expectativas. Cada faixa é uma explosão de criatividade que desafia as normas, levando os ouvintes a um território inexplorado da música. Se Pink Floyd e Tool decidiram se aventurar por caminhos nunca trilhados, este álbum seria a trilha sonora desse experimento sonoro.
Diretamente do epicentro musical de Somerville, MA, “Apologia” de We Are Space Horses emerge. Este registro sonoro possui sete faixas que transportam o ouvinte para uma jornada sonora envolvente e inovadora.
Antes de mergulharmos nas nuances do álbum, é crucial apresentar a mente criativa por trás desse projeto. Forjado em um estúdio caseiro durante dois anos de confinamento, We Are Space Horses é composto pelo vocalista e guitarrista Kevin Vanderhoof, a baixista Gabbi Vanderhoof e o baterista Eric Hochwald, um verdadeiro artífice musical. Inspirando-se na nostalgia dos anos 70, e bebericando da fonte de ícones da música stoner, psicodélico e progressivo, We Are Space Horses cria uma vibe majestosa para amantes do estilo.
“We Are Space Horses” abre com “To Let Go…Absolutely”, uma introdução repleta de momentos belos e ancestrais, a entrada das vozes no final da música prepara a linha da narrativa que imediatamente envolve os ouvintes em uma espiral de emoção. A transição para “Absolutely Haunted” é imediata, no ecoar das vozes anteriores a canção se emenda e mistura eco e uma percussão tribal onde os instrumentos parecem dançar em um ritual, criando uma tapeçaria sonora rica em camadas.
“Haunt” é a emenda da faixa anterior, revela um contrabaixo presente e misterioso, com elementos de Groovy Rock Psicodélico que te jogam direto ao trabalho de rock psicodélico tradicional como o executado por Pink Floyd. A faixa seguinte ‘God is a Ghost” mantém a linha psicodélica, mas aqui muito mais lisérgica e cadenciada com acordes de guitarra clean que abrem um rasgo na seda estelar, de forma suave e inspiradora.
“Ketoacidosis” volta a energia um pouco mais enérgica de We Are Space Horses apresentando uma fusão envolvente de sons que desafia categorizações convencionais. A faixa tem uma dinâmica interessante de passagens, ela te joga para vários lugares e te traz de volta com a mesma força. Um legítimo rock progressivo. Em “Stale Skis” temos uma paleta sonora mais sombria, misteriosa que desdobra em escalas rítmicas que descem e sobem em nossa mente, em uma espiral sonora enquanto a derradeira “Justification to Build a Monument” encerra o álbum com uma faixa de 9min repleta de nuances rítmicas, sensibilidade e energia, esta última faixa cresce exponencialmente e quebra barreira do som, culminando em um final magnífico que deixa qualquer ouvinte com a sensação de querer mais!
Em um cenário pouco explorado, We Are Space Horses destila uma sonoridade crua e imprevisível, perfeita para as noites mais frias e misteriosas. “Apologia” não é um simples álbum; é uma manifestação musical que quebra barreiras, desafiando as regras preestabelecidas com convites audaciosos para uma exploração auditiva que redefine os limites do que entendemos como música. Então, abandone as expectativas convencionais e permita-se ser arrebatado por este redemoinho sonoro que vai além de qualquer definição fácil.