Resenhas

Hollinshead

Travis Ehrenstrom

Avaliação

9.0

Para os adeptos a psicodelia, experimentalismo e lisergia musical, o EP ‘Hollinshead’ da Travis Ehrenstrom Band é um prato cheio. Com suas influências que vão desde o Pink Floyd até o The Meters, a banda consegue fazer uma mistura única de rock clássico e música progressiva, trazendo em seu som elementos desde jazz, fusion, blues e até samba. Definitivamente, um álbum que merece ser ouvido e apreciado com calma. Com tanta qualidade musical, a Travis Ehrenstrom Band com certeza é uma banda que merece ser acompanhada de perto.

Para os adeptos a psicodelia, experimentalismo e lisergia musical, o EP “Hollinshead” da Travis Ehrenstrom Band é um prato cheio. Com suas influências que vão desde o Pink Floyd até o The Meters, a banda consegue fazer uma mistura única de rock clássico e música progressiva, trazendo em seu som elementos desde jazz, fusion, blues e até samba. Definitivamente, um álbum que merece ser ouvido e apreciado com calma. Com tanta qualidade musical, a Travis Ehrenstrom Band com certeza é uma banda que merece ser acompanhada de perto.

A Travis Ehrenstrom Band, também conhecida como TEB, é uma banda que se define como uma mistura única de rock clássico e música progressiva, com influências que vão desde o Pink Floyd até o The Meters. Recentemente, a banda divulgou seu novo EP intitulado “Hollinshead”, que conta com uma variedade exótica de ritmos, que lembram desde jazz e fusion até blues e progressivo.

A primeira faixa do EP, “Fortunes Found”, já mostra toda a essência da banda, com seu ritmo e instrumental que lembram obras de Baden Powell e Airto Moreira, em uma mistura experimental e cheia de lisergia musical que me pegou de cara pela semelhança com essas obscuridades da música brasileira já que o grupo que não possui raiz brasileira alguma, mas emana brasilidade em seu som.

Em “Sauce” –  faixa inteiramente instrumental. a presença do blues e jazz fusion de New Orleans é o que se destaca, quebrado, dançante e muito envolvente, o trabalho das teclas aqui é magistral e envolvente fazendo qualquer um sair da inércia com facilidade.

A terceira faixa intitulada “Sprite” continua as mesmas influências e se aproxima esteticamente da canção anterior, seu blues e jazz, juntamente com a voz que contextualiza e motiva a canção são engolidos pelo maravilhoso e virtuoso órgão de Patrick Ondrozeck. É definitivamente uma experiência que eu gostaria de ver ao vivo, com tanto feeling, é impossível não gostar do trabalho de Travis Ehrenstrom.

A faixa seguinte, “Where Was I Today”, abaixa o clima intenso e energético das canções anteriores e dá lugar ao jazz experimentalista de ritmo inconstante, um pouco mais “lento” e devagaroso, mas ainda sim dinâmico.”Where Was I Today” serve como um respiro estratégico para a audição do álbum, junto com a última faixa “Stills Turning”, que tem uma levada mais emotiva e ressonante. Talvez esta última seja a faixa mais “Pink Floyd” de TEB em Hollinshead, cheia de variações rítmicas e passagens, a faixa de 14 minutos é um ode ao psicodelismo, ela carrega a fórmula de Rick Wakeman, Alan Parson, Pink Floyd e Savoy Brown em sua essência.

Se você é daqueles que amam música boa e virtuosa, aqui está um álbum pra você.