Resenhas

Killing for Revenge

Six Feet Under

Avaliação

9.0

Após quase quatro anos, o Six Feet Under está de volta com “Killing for Revenge“, o 18° álbum da banda que Chris Barnes montou após sua saída do Cannibal Corpse.

Lançado no último dia 10 de maio, pela Metal Blade, “Killing for Revenge” mantém o mesmo lineup do seu antecessor e apresenta até uma sensível melhora. Conhecido por fazer um Death Metal mais carregado, neste novo álbum, o SFU apostou em aumentar um pouco o compasso de suas músicas, o que garante uma audição ainda mais prazerosa.

A produção desta vez ficou a cargo do guitarrista Jack Owen, que está na banda desde 2017, quando resolveu reviver a parceria que teve com Chris Barnes nos primórdios do Cannibal Corpse, época preferida por alguns dos fãs. Owen não comprometeu na produção, ainda que a sonoridade tenha ficado suja, mas nada que atrapalhe a audição. A capa também é outro fator a se destacar, muito bem feita e é assinada por Vincent Locke, que já desenhou capas do Cannibal Corpse também.

O play tem 13 faixas e duração de 46 minutos. O Six Feet Under tem uma certa resistência por parte de muitas pessoas, talvez pelas influências de outras vertentes que Chris Barnes coloca na sua banda, o que a deixa única. Mas aqui, a gente pode perceber que os solos, feitos por Ray Suhy, estão muito bons. Como dissemos acima, a banda acelerou o ritmo em algumas faixas e temos até blast-beats, como na insana “Ascension” e na veloz “Judgment Day“. Também temos outros bons momentos, como em “Know-Nothing Ingrate“, “Bestial Savagery” e “Mass Casually Murdercide“. Para quem gosta das músicas bem arrastadas, eles trazem “Neanderthal“, quase um Doom Metal. E só para não perder o costume, sim, temos cover: “Hair of the Dog“, do Nazareth, foi a homenageada da vez, que fica impagável, no bom sentido, como todas as outras versões que Chris Barnes se mete a cantar em seu vocal gutural.

O Six Feet Under mais uma vez entrega um grande álbum: pesado, rápido, bruto, como uma banda de Death Metal deve ser. A dupla Chris Barnes e Jack Owen entendem do riscado. Afinal de contas, estavam nesse negócio desde o começo… Quando chegaram lá, só tinha mato. Ajudaram a construir esse tal de Metal da morte e hoje só precisam cuidar do legado que eles ajudaram a criar. E eles mostram que têm cuidado e muito bem.