Resenhas

Remember… You Must Die

Suicide Silence

Avaliação

9.0

A maior banda da cena do Deathcore, Suicide Silence, está de volta com o seu 7º álbum de estúdio. “Remember… You Must Die” está sendo lançado em 10 de março de 2023 pela Century Media Records. A sonoridade promete o que os fãs amam, muito groove, blast beats e vocais insanos, somados a riffs de afinação baixa com muita técnica. Vamos para a audição do álbum que promete ser um dos melhores da banda até aqui.

Uma dobradinha, com duas faixas que formam o título do álbum iniciam o Play, “Remember” é uma pequena intro que puxa “You Must Die” que já entra com os dois pés no peito. Com muita energia ecoa um refrão pegajoso, que puxará o coro dos próximos shows. “Capable of Violence (N.F.W.)” segue a pegada agressiva, com os guturais imprevisíveis dominando a faixa, que conta também com ótima performance de Ernie Iniguez na bateria. Esse que é o primeiro álbum do mesmo atrás na baquetas. Essa performance mestra se estende em “Fucked for Life”, onde os pedais duplos são destruidores. Você sente uma energia incrível durante a execução da faixa. Ao final tem até um dedilhado sem distorção bem rápido que te dá um susto.

Kill Forever” tem mais variações de velocidade, hora com blast beats, hora com passagens mais cadenciadas. As guitarras têm performance impecável também, com riffs variados que dão um dinamismo para a faixa. “God Be Damned” mantém essa variação de tempo, um pouco menor, mas ainda presente. Os riffs mais rápidos casam com o groove da bateria criando uma atmosfera que lembra os primeiros álbuns da banda, ainda com o falecido vocalista Mitch Lucker. Ainda tem uma ponte ponderada ao melódico, mas tudo ainda muito agressivo. A já conhecida “Alter of Self” tem um andamento mais cadenciado em seu início, que não acelera tanto assim nas partes adiante. Tem uma vibe do álbum “You Can’t Stop Me” (2014), o primeiro com o vocalista Eddie Hermida.

Continuando, temos “Endless Dark”, com riffs cheios de vibratos e uma velocidade insana. Faixa rápida que deixa um gostinho de quero mais. “The Third Death” joga a energia pra cima novamente, com breakdowns perfeitos e bem encaixados. Ainda tem a bateria mais uma vez dando aula. “Be Deceived” já abre a reta final. Conta com mais destaque para os riffs bem construídos que mudam bastante o andamento da faixa.

A penúltima faixa também já foi single antecipado, “Dying Life”, inclusive o último antes de o álbum ser lançado. Essa é uma faixa com nuances do Death Metal, com riffs andamento mais cadenciado, que lembra vagamente algo que o o Cannibal Corpse já fez. Fechando o álbum temos uma tempestade de riffs em “Full Void”, onde podemos perceber influências melódicas em solos de guitarra muito bem conduzidos. Um fechamento digno para um álbum muito bom.

Sim, o álbum é muito bom, é o primeiro onde consegui sentir uma nostalgia da sensação de ouvir os primeiros álbuns do Suicide Silence, ainda com o Mitch. O caos dos guturais ácidos, o clima tenso dos riffs das guitarras e a bateria atacando seus ouvidos. É isso que o fã da banda busca, não que a banda não posso mudar a sonoridade, mas é bom ainda ter suas raízes como base. Na questão técnica, a produção está ótima, tudo muito bem claro e uma mixagem que preza a agressão, algo indispensável em um álbum de Deathcore.

Tracklist:

01. Remember… (00:52)
02. You Must Die (02:43)
03. Capable of Violence (N.F.W.) (03:44)
04. Fucked for Life (03:53)
05. Kill Forever (03:13)
06. God Be Damned (03:59)
07. Alter of Self (03:10)
08. Endless Dark (02:20)
09. The Third Death (03:31)
10. Be Deceived (03:01)
11. Dying Life (03:21)
12. Full Void (05:45)

Formação:

Chris Garza – Guitarra base
Mark Heylmun – Guitarra solo
Dan Kenny – Baixo
HernanEddie” Hermida – Vocal
Ernie Iniguez – Bateria