A alucinante banda Milk St. apresenta o tão esperado novo álbum, inititulado ‘V3emont’. Ricas em versatilidade sonora, as dez canções são uma odisseia emocionante e transcendental. A música de Milk St. é um lembrete do grande rock alternativo que surgiu durante os anos 2000. Aqui, Milk St. cria uma abordagem melancólica mas também alegre, atmosférica e emocional em canções aconchegantes e curiosas.
‘V3emont’ é o terceiro álbum completo e representa a marca única da alma da banda. Há simplicidade e perfeição juntas que tornam o som mais progressivo e grandioso. O som bruto da banda combina elementos de rock alternativo dos anos 90, indie rock de várias épocas, com um toque de modernidade, em um caldeirão rodopiante de guitarras densas e energia sônica impulsionada pelo groove. Com esse disco provam que seguem com a ideologia artística, ousada e cativante, junto com o som penetrante e peculiar, que traz uma atmosfera sonora nostálgica ao mesmo tempo que exala um frescor sincero graças a energia jovial e mente visionária dos integrantes.
Na segunda faixa, “Peyote”, percebemos aonde a banda quer chegar, entregando um choque elétrico de paixão mesclado com uma atitude destemida, onde provam que são uma banda em constante avanço com uma sonoridade que remete as bandas Foo Fighters e Arctic Monkeys, mas ainda assim com o toque único. A música seguinte, a faixa título, já mostra o lado multifacetado remetendo também a tons de Weezer – na forma da atmosfera despojada. Criando uma vibe majestosa para amantes deste estilo, este disco mostra o quanto a banda adora dobrar e moldar gêneros musicais com sua atmosfera multifacetada e animada.
Subindo impecavelmente na ordem musical com seus riffs em camadas com seções de metais e arranjos inebriantes, seu som está amadurecendo em algo único. Em “Pixie Cuts and Angel Dust”, a banda mantém o espírito do rock alternativo 90’s mas também incorpora o indie rock e pop com um tom mais dançante e exala técnica e talento – por isso adorei essa banda, ela mistura diversas referências inusitadas para criar seu som, bem ao estilo que eu gosto pessoalmente. “Jesus Fish Taco” é uma fusão fervorosa e expressiva, uma satisfação conceitual de uma mistura eclética de ideias. Começa com um lick de guitarra que é compacto e suave, mesclado com um banjo nostálgico e remete ao folk, mas também tem tons de rock com um refrão que entra facilmente em nossa mente e um swing que nos faz viajar, sendo uma canção com mais balanço.
“I Collect Records (To Cope With My Mental Illness)” destila a melancolia penetrante e intimista com um ar sombrio e difícil de digerir – um tom que ora remete a musicalidade profunda do folk, ora do post punk, mantendo o ambiente denso e reflexivo. “Long Ride” é uma viagem que soa como estar nas estradas curtindo a brisa com genialidade por trás dessa criação absurda e ousada, que tem lirismo cativante.
Uma melodia cativante e atraente com um arranjo musical genuíno é sentida na faixa “Free Aced”, sendo a música comercial do álbum que ganhou videoclipe e que leva o ouvinte aos limites do desconhecido de uma forma prazerosa e impossível de descrever – é preciso ouvir e sentir por si só esse momento, pois os vocais cantam de forma teatral e penetra no ouvinte de uma forma única. “Cycles” injeta em nossa mente a mensagem, fazendo o ouvinte entrar nessa imersão, mostrando as mentes brilhantes dos garotos do Milk St. Fechando o disco, “China Town” coloca fim a essa viagem maravilhosa, mas despertando a vontade de apertar o play novamente e embarcar nesse mundo criativo do Milk St. Essa última faixa traz o lado mais teatral e ousado, destilando a nostalgia e o momento despojado. Com uma técnica e estilo perfeito que remete aos clássicos geniais de bandas grandes.
‘V3emont’ mantem a frequência, conduzindo o ouvinte em uma viagem sonora inesquecível, com destaque na forma como a banda misturou referências dentro do rock e de uma maneira peculiar criou um trabalho atemporal perfeito para os fãs do estilo, conversando diretamente com seu instrumental e com o ouvinte, transmitindo diversos sentimentos de forma satisfatória. Milk St. chegou para ficar e já ganhou destaque repleto de ideias vibrantes, exclusivas e de pura nostalgia, sendo uma banda potente, de imersão com um domínio tão forte e confiante sobre seu som, que consegue encantar desde o público mais exigente até quem busca bandas novas. A banda prova que está no caminho certo para estar entre os grandes nomes da música atual, e já tem tudo para abrir shows de bandas grandes.