O vocalista finlandês Mathias Lillmåns lançou “In Glorious Black and White”, seu primeiro trabalho solo com material inédito. Conhecido como Vreth, da banda Finntroll, o músico disponibilizou a faixa em todas as plataformas de streaming pela gravadora Stormbound Records.
O lançamento acontece após a divulgação de “Remains”, coletânea com 17 faixas lançada no ano passado e que reúne materiais produzidos ao longo de três décadas em diferentes bandas.
Segundo Lillmåns, o projeto solo surgiu de forma inesperada durante o processo de revisão de arquivos antigos. “Eu nunca tive a intenção de iniciar um projeto solo, mas ao revisitar todo o meu material antigo para ‘Remains’, ficou mais claro que eu poderia fazer algo com trabalhos inacabados que estavam guardados.”
As conversas com a Stormbound Records ajudaram a definir os próximos passos do trabalho. Inicialmente, o músico demonstrou resistência à ideia de trabalhar com um produtor externo. “A proposta de trabalhar com um produtor de fora ia contra a forma como eu costumava trabalhar.”
Depois de receber a garantia de que manteria controle total sobre o processo criativo e poderia trabalhar no próprio ritmo, decidiu seguir com as gravações. “In Glorious Black and White” foi a primeira música produzida nas sessões de estúdio.

Ouça também nas plataformas de streaming: https://ffm.to/in-glorious-black-and-white
De acordo com o artista, a metodologia adotada difere do modelo tradicional de gravação de álbuns de metal. “Em vez de gravar cada instrumento separadamente e em sequência, estamos construindo o projeto uma faixa de cada vez, inclusive utilizando músicos de estúdio diferentes escolhidos de acordo com cada música.”
Na faixa, a bateria é executada por Tommi Tuhkala. A produção ficou a cargo de Daniel Strang e Marco Luponero. A mixagem e a masterização foram realizadas por Henkka Niemistö, vencedor do Grammy.
Lillmåns também comentou o conteúdo da nova composição. “Sou um compositor bastante introspectivo. ‘In Glorious Black and White’ é uma faixa muito existencial. Toda a música foi escrita em um estado de ruptura entre a minha percepção e algo mais que eu não conseguia nomear, momentos que acabaram se tornando verdadeiras fontes de inspiração.”