Entrevistas

Dark New Farm: “As bandas e o público devem ser mais razoáveis e sensatos sobre o que é possível, e o que não é mais”

Ananda Silveira

Formada em 2017 em Santa Caratina, Dark New Farm é uma banda de New Metal que está a todo vapor e enquanto compõem novos sons, seguem divulgando o recém lançado EP ‘Farm News’, disponível em todas as plataformas de streaming e em mídia física. Com influências de grandes artistas do New metal, como KoRn, Linkin Park, Sepultura, Drowning Pool, Godsmack, System Of A Down, a banda conta com Harley Caires (vocal) Maykon Kjellin (bateria), Vini Saints (baixio) e Sol Portela (guitarra).

Afastados devido à pandemia, a banda está ansiosa para se encontrar, voltar aos palcos e com planos do álbum de estreia. Para contar mais sobre os planos do futuro e falar sobre o EP, Dark New Farm concedeu uma entrevista ao Headbangers News.

Dark New Farm é uma banda nova no cenário do metal nacional. Podem contar um pouco como tudo começou e a origem do nome da banda?

Harley Caires: A banda surgiu do encontro de músicos que já se conheciam mas, nunca tinham tocados juntos. Eu tinha saído da Evil Returns que era uma banda de Death Metal e reencontrei o Fabiano que foi nosso primeiro baixista. Naquele momento expressei minha vontade de voltar a fazer um som, a partir daí fomos recrutando músicos/amigos para desenvolver a proposta e foi assim que o Maykon e o Sol entraram na banda. Posteriormente após uma pequena troca de outro membro, entrou o Vini e foi ai que criamos uma identidade como banda e também uma amizade muito forte o que faz a gente querer sempre avançar como banda. A origem do nome é aquelas ideias inusitadas nos primórdios a gente ensaiava no bairro de Nova fazenda e sempre a noite, originalmente o nome era Black New Farm mas com a saída do primeiro guitarrista, mudamos para Dark New Farm que soa melhor no fim das contas, o bom que somos a primeira e provavelmente única banda de metal de Nova fazenda, hahaha!

Maykon Kjellin: A banda nasceu de um reencontro de amigos em um terminal rodoviário de ônibus. Um bate-papo formal, onde ambos abriram um para o outro suas ambições em uma retomada, a caminho dos palcos onde já estiveram juntos em algum momento. O começo não foi nada fácil, sofremos com algumas coisas com membros que tivemos que convidar a se retirar, mas no momento que conseguimos montar um time de verdade, as coisas começaram a fluir com maior naturalidade. Hoje a banda é uma família, voltando a ser um quarteto com a saída do Sid, nosso tecladista. Quando surgiu o convite para ingressar na banda, topei pela vontade de ter um convívio maior com o Harley, sabia que além de um excelente vocalista era um amante nato do cenário underground, sabia que seria uma grande chance de aprender muito sobre tudo. Com a entrada do Sol na banda, começamos a ter ensaios de verdade, até conseguirmos criar a química que temos hoje, foram muitas discussões, mas hoje é tudo tão natural que até assusta. O direcionamento mais profissional foi quando o Vini entrou para a banda e assumiu as guitarras base e hoje como baixista. Sobre o nome é como o Harley explicou, foi uma brincadeira que carregamos com seriedade até hoje, por ter nascido no bairro de Nova Fazenda, até hoje colocamos que a banda é de Nova Fazenda/SC e muita gente realmente acredita que essa cidade existe, haha.

A banda surgiu com a ideia de fazer Nu Metal mas virou uma demonstração única de mistura de influências e inspirações. Quais são essas influências e como definem seu som?

Sol Portela: A influência de todos esses sons com certeza veem da forma “democrática” que a gente segue com a banda. Não existe peso maior de ninguém sobre como o som vai sair, gostamos que a personalidade de todos aparecem. Então às vezes o Nu Metal que um está gostando muito na época se mistura com o Death de outro, com o Groove do outro… e daí vem a DNF.

Vini Saints: Realmente a Dark é uma grande mistura sonora. Cada um de nós vem de uma escola diferente, temos influências diferentes, e até hoje divergimos bastante quando colocamos nossas playlists lado a lado. Pra ser honesto, o que temos mais em comum está nas bandas mainstream de Hard Rock, Heavy Metal, e claro, Nu Metal. Acho que é a partir desses nomes em comum, como um Iron Maiden, Sepultura ou Slipknot, que começamos a puxar para caminhos mais próprios, e a partir daí conseguimos chegar nos mais variados estilos musicais, do pop contemporâneo ao folk oriental. O som que vocês ouvem em nosso disco é o resultado de um verdadeiro caldeirão de sons diferentes, e pretendemos continuar assim.

Harley Caires: A média de idade da banda faz com que os guris tenham pego aquele ‘Boom!’ do New Metal dos anos 00’s e por isso esse som tá na essência da banda. Nosso primeiro baixista (e fundador, Fabiano) ė o maior fã de KoRn que eu conheço até por isso no começo a gente fazia covers de diversas bandas nessa pegada, assim como também Drowning Pool e Sepultura clássico. Eu particularmente não gosto muito de New, pois minha influência vem do Death Metal e tento passar um pouco disso nos vocais. Mas aí está um grande diferencial da DNF, onde cada um tem um gosto diferente e amplo e como a gente sempre compõe juntos o som sai com essa identidade. Se fosse definir nosso som, diria que hoje seria um Groove Metal mas quando vocês ouvirem as novas músicas irão ter uma noção diferente, então acima de tudo somos uma banda de Metal.

Maykon Kjellin: A ideia era realmente o New Metal, ressurgir bandas como KoRn, por exemplo. Este tipo de sonoridade não era muito vista aqui pela nossa região e nem pelos eventos que frequentamos. Mas a coisa foi tomando outro caminho, chegou um ponto que literalmente enjoamos de tocar música dos outros e quanto mais composições novas fazíamos, mais combustível parecia que a banda obtinha. Quando fizemos nosso primeiro show 100% autoral, foi uma mistura de sentimentos que é difícil expressar e foi ai que notamos de fato que deveríamos gastar mais tempo com trampo nosso, do que tirando música dos outros. Quanto mais músicas criávamos, mais a identidade musical ia se formando e quanto mais ia se formando, menos conseguiamos definir e rotular o que estávamos fazendo, por isso hoje apenas nos intitulamos de Metal.

A banda lançou em 2019 o EP de estreia, ‘Farm News’, que traz um tema bem forte em sua temática. Como surgiu a ideia destes temas?

Sol Portela: Apesar de que algumas faixas tem temáticas bem pessoais, coisas pelas quais algum membro tenha passado e queira falar sobre, todos os temas constados no disco nascem justamente da empatia de todos da banda em concordarem que estes são assuntos que devem ser discutidos. Na maioria das vezes, são em conversas nossas sobre o que achamos absurdos que a decisão de decorrer sobre o assunto em uma música nasce.

Vini Saints: Cada faixa de Farm News tem uma história especial, tem um motivo. São temas cotidianos, que nascem de nossas conversas, nossas vivências. São traduções de nossas perspectivas sobre o que ocorre não só ao nosso redor, mas conosco. Madre e Hushaby são muito pessoais para os compositores delas, por exemplo. La Patria, In Justice e LOVE são nossos gritos de protesto também. Já Collision nasceu de um sonho, mas que poderia ter sido um pesadelo muito real. O mais importante é que elas possuem cargas puras de verdades para nós, por mais que coloquemos floreios fictícios nas narrativas delas, criamos personagens para interpretarmos em alguns momentos, elas não deixam de ser mensagens reais sobre pensamentos reais. Podemos orgulhosamente dizer que, se você quiser saber nosso posicionamento sobre o mundo atual, ouça Farm News, nossa resposta está lá.

Harley Caires: As letras do EP foram quase uma sessão de terapia. A primeira composição nossa, foi “La Patria! La Fábula!” e ela expressa nossa indignação com todo o meio que nos cerca e se encontra em “In Justice” também. Outras letras pegam temas pessoais e aproveita para nos posicionar “L.O.V.E” ao tratar da homofobia “Madre” da violência contra a mulher, “Collision” acerca dos riscos de beber e dirigir, ou seja, são eventos que estão no nosso dia a dia e nos afetam, então usamos a arte para se expressar, e sem falar que a “Hushaby” que fecha o EP tem um forte apelo para mim, pois ela e uma catarse. Enfim, acredito que a música tem que expressar algo se não, ela não tem sentido para existir e me orgulho muito das visões de cada indivíduo da DNF.

Maykon Kjellin: Conversas formais entre nós e coisas que presenciavamos. “L.O.V.E” foi por causa de duas amigas nossas que namoravam e iam em shows nossos sempre sob olhares tortos. “Madre” foi mais pessoal do que queriamos, mas teve um episódio de um boçal do cenário catarinense que bateu na esposa e por isso fizemos ela. Na real, as temáticas foram surgindo ao decorrer da nossa ‘carreira’ (como se fosse grande KKK) e isso foi nos dando vontade de escrever e compor sobre esses temas, assim como as músicas novas ainda não gravadas, cada um tem sua inspiração e sua temática individual. Somos uma banda que conversa bastante, seja online ou presencial, ocupamos muito do nosso tempo conhecendo-nos cada vez mais e jogando papo fora e do nada, sai o tema de uma música sobre várias coisas que conversamos.

Como foi a repercussão deste trabalho de estreia?

Sol Portela: Eu não esperava pouco do lançamento, já sabia do quanto tínhamos colocado nesse EP. Porém, eu realmente fiquei surpreso com o quão bem recebido foi o EP. Tínhamos pessoas reconhecendo as músicas direto, pedindo por repetições e etc. Humildemente, me deixa com muito orgulho.

Vini Saints: Foi magnífico. Tirando o Maykon, jamais havíamos gravado algo em estúdio antes. Então, foi uma grande experiência e trouxe feedbacks fantásticos. É claro, não foram apenas flores, mas mesmo das críticas nós soubemos olhar com maturidade e enxergar o que realmente podíamos ter feito melhor. Foi tudo muito bem absorvido, e todos que ouviram foram muito honestos conosco. Falavam o que gostavam, o que amavam, o que não curtiram tanto, e isso tudo é ainda mais gratificante. É melhor do que alguém só dar um tapinha das costas e dizer que ficou muito legal. O saldo de Farm News foi muito positivo para nós e nos motivou a entregar ainda mais no próximo trabalho.

Harley Caires: Para uma banda independente que gravou tudo na raça, a recepção foi a melhor possível. Tivemos bastante elogios e críticas. Apontaram coisas que realmente vamos melhorar. Conseguimos ter o feedback do público e de mídias underground, o que respeitamos por demais e nos inspira em superar esse debut.

Maykon Kjellin: Foi ótimo. Acho que foi até mais do que imaginavamos e trabalhamos em cima muito mais do que pensavamos que iriamos. Era tudo o que eu sonhava em ter em uma banda, disco físico, merch e viagens com histórias, pude desfrutar de como ter uma banda underground de verdade com a Dark e a cada crítica, elogio ou feedback do EP, fomos garimpando e trazendo como combustão para o próximo trabalho. Sabemos que o segundo lançamento de qualquer banda, é definitivamente a mais importante sempre, pois é a que vai fazer você cair nos braços da galera ou ser enxotado pra longe, por isso estavamos trabalhando com muito carinho desde já!

Ouvindo o EP é impossível não lembrar de bandas como Coal Chamber e Korn – aliás, adorei o EP. Apesar da semelhança, o que vocês podem dizer que torna o som da banda único?

Sol Portela: Com certeza, se temos um maior forte, é a nossa orientação para a criatividade. A cada faixa, existe um foco grande para a variedade e experimentação – vindo de várias direções, com o que cada músico consegue trazer. Tentamos deixar tudo conciso para que encaixe e a faixa “flua” bem, mas todos os integrantes mostram a flexibilidade e domínio para não tentar ser apenas mais um clone do que deu certo.

Vini Saints: Como mencionei, somos uma grande mistura de influências. Pra ser honesto, não sou grande fã de Korn, mas os caras na banda adoram, então foi um de nossos nortes na hora de compor, pra não virar uma bagunça, também. Mas ao lado de Korn, cada um trouxe suas próprias influências. Eu e Maykon somos muito do Hard Rock, Heavy Metal, então isso dá uma pegada diferente pra cozinha da banda, quando comparado a outras bandas de Nu Metal. Já Harley é um cara que abraça muito os estilos extremos, então esqueça a ideia de um cara cantando melódico ou fazendo rap, isso é mais provável vindo do Sol, que é sem dúvidas o músico mais versátil que já conheci. Ele conhece muita coisa diferente, e sempre apresenta isso em nossos encontros e em nossos processos de gravação. Cada um adiciona muito nas composições, então nossas músicas são feitas à oito mãos, talvez isso ajude a caracterizar tanto nosso som.

Harley Caires: Muito legal saber que vocês gostaram. Realmente tem influências dessas bandas, eu não conheço muito Coal Chamber mas vou ouvir agora que mencionasse. Posso afirmar que o som da Dark se torna único primeiro na forma que a gente compõem, respeitando as ideias de todos e tambem tanto Sol como Maykon e o Vinícius são excelentes músicos, o que deixa tudo mais fácil. Pouca gente sabe mas, eu comecei a tocar baixo por ver o Vinícius e o Sol tocando, além do Maykon ser meu ídolo, então essa e a chave para nosso som músicos extremamente críativos e uma bagagem musical ampla.

Maykon Kjellin: Coal Chamber eu acredito que nada, mas de KoRn bastante. Acredito que cada um trouxe sua pegada para o EP sem nos focarmos em nenhuma banda que gostamos. Eu sempre gostei de bateria mais groovada, sem frescura, sem pedal duplo. Gosto de músicas onde os instrumentos se casem sem nenhum tentar se sobressair aos outros e acho que esse foi nosso diferencial. Quem ouvir a Dark New Farm, vai ouvir um casamento musical onde o foco principal é a música em si. Ouvimos muitas bandas que um tenta sempre transparecer, levando o seu pessoal acima da conquista coletiva. Música é sentimento, é passagem de mensagem e não uma competição. Foi esse espirito de união que pregamos dentor da banda desde sempre, onde todos iriam poder adicionar o que quisessem e ao mesmo tempo, fariamos casar da melhor forma possível, modestia parte acredito que deu certo.

Como a banda passou esse tempo de pandemia? Usaram o tempo para compor e trabalhar no álbum de estreia ou estão com outros planos?

Sol Portela: Esse tempo de pandemia teve bastante espaço para cada um resolver os problemas que naturalmente vieram, mas sempre próximos um do outro. Todos da banda nos gostamos muito, como família – então qualquer coisa que acontecia, mantínhamos contato e tentávamos ficar por perto. Sobre a parte da banda mesmo, usamos o tempo para explorar musicalmente as nossas influências; e após maturar e estudar sobre neste downtime, utilizamos tudo o que tínhamos para começar a discutir composições.

Vini Saints: Para ser bem honesto, foi um período péssimo pra Dark New Farm, mas cada um viveu a pandemia de forma diferente. A gente de certa forma entrou em hiato, pois optamos por vivermos e cuidarmos de nossas vidas com máxima prioridade nesse tempo. Seja por conta de família, trabalho ou estudos, estávamos todos de acordo que precisávamos nos dedicar nessas outras frentes durante esse tempo. Jamais brigamos ou discutimos, inclusive estivemos sempre conversando, nos atualizando sobre nossas vidas, e ansiosos para o momento que está por vir: de voltarmos a ativa. Com todos vacinados, com nossas famílias seguras, nos sentimos enfim confortáveis para recomeçarmos e darmos sequência aos planos do começo de 2020. Resumindo, nós não trabalhamos em nada nesse período, temos planos, mas nada foi criado ou executado.

Harley Caires: Tinhamos muitos planos e metas. Antes da pandemia estávamos na pré-produção do clipe e do nosso segundo trabalho, porém com o cenário que se formou tivemos que arquivar as ideias. Todos na banda tem família, o que priorizamos nesse momento. Eu particularmente escrevi algumas letras e fiz algumas linhas de baixo, mas a gente quer se reunir e passar essas ideias juntos. Acredito que agora com todos vacinados podemos retomar de onde paramos e sem dúvida, o álbum de estreia está entre nossas prioridades assim como voltar aos palcos o mais breve e de maneira segura possível.

Maykon Kjellin: A pandemia foi uma merda para as bandas, principalmente para a nossa, mas foi necessário. Ela adiou o nosso tão sonhado videoclipe, mas nos deu muitos mais anos de vida pela frente. Se tivessemos um governo decente, estariamos ensaiando a muito tempo, mas isso não foi possível. Estamos esperando todos se vacinarem com as duas doses para podermos nos reencontrar. Como moramos de certa forma um pouco afastados e com rotinas diferentes, não nos encontramos desde março de 2020. Estamos com bastante letras prontas, assim como alguns instrumentais. Já tinhamos algumas músicas que nos acompanhavam em shows ao vivo e não gravamos, acredito que será o primeiro passo, após matarmos a saudade um dos outros. Utilizamos da pandemia para nos cuidarmos e fomos bem egoístas com nós mesmos, botando pela primeira vez a nossa saúde em primeiro lugar, cada um da sua maneira, agora é nos reencontrarmos e botarmos as ideias em dia.

Ter uma banda underground no cenário nacional é realmente difícil e cheio de obstáculos. Como vocês enxergam a atuação das bandas e principalmente do público em relação ao suporte para o som independente?

Sol Portela: Tanto sobre o público quanto sobre a atuação das bandas hoje em dia, temos o problema de expectativa fantasiosa. Não estamos mais na época onde a internet não é dominante. Tanto as bandas como o público hoje em dia devem ser mais razoáveis e sensatos sobre o que é possível, e o que não é mais. Não se trata de “esperar muito da banda e ela falhar”, se trata de não existir mais o espaço para que muitas manias do tradicionalismo que temos na música dê certo como deu décadas atrás.

Harley Caires: Nós estamos envolvidos diretamente com o underground seja como banda, mas também como mídia independente. Já que o Maykon e o Vini são fundadores d’O SubSolo e eu o Sol colaboramos com o site, tenho em minha trajetória o Underground Extremo que fundei à seis anos atrás e estamos sempre apoiando a cena independente. Então a gente sabe dos corres e das dificuldades do cenário, isso apenas nos motiva a ajudar. Já entre as bandas vêmos que existe muito esforço coletivo para fazer algo cada vez mais profissional, pois ser underground não quer dizer que tenha que ser mal feito. Em relação ao publico é aquela velha discussão de que muitas vezes as bandas não tem nem dez por cento do público que merece, isso se deve a um leque de fatores que vão desde a situação econômica até o fato de que tem uma galera que simplesmente paga 600 no show gringo e não quer pagar 10 reais na banda da sua cidade. Isso acontece direto e é bem lúgubre. Quem sabe no pós-pandemia valorizem mais os eventos após quase dois anos sem e vendo a falta que esses rolês fizeram em nossas vidas, o público acorde e comece a valorizar mais, porém, quase certeza de que estou sendo meio otimista.

Quais os planos para o futuro?

Sol Portela: Planos para o futuro? Ver esses caras logo. Eu sei que após matar a saudade e voltar a se ver um pouco, toda a parte musical vai vir logo junto. É o tipo de sinergia que temos, como amigos.

Vini Saints: Queremos voltar a ensaiar, e isso com certeza já vai ocorrer ainda em 2021. Para 2022 nossos planos estão em voltarmos aos ouvidos de nossos fãs com uma música nova, que já vínhamos tocando em nossos shows e teve um ótimo retorno da parte deles. Será o início dessa nova fase da Dark New Farm, já com a mente em um novo disco, pensando em encararmos com ainda mais profissionalismo nossa carreira e podermos satisfazer aqueles que nos apoiaram desde sempre.

Harley Caires: Planos para o futuro com certeza é nos reencontrar. Vai ser aquela sensação de alívio, pois estão todos bem e a partir daí voltar aos planos. Posso adiantar que temos sons novos que já rolaram em alguns shows e nossa ideia é gravar e mostrar para o público nossas ideias e evolução como banda. Queremos também tocar ao vivo se reunir com os amigos entrar nos mosh’s, bater cabeça e estar respirando e vivenciando a cena como sempre fizemos, voltar a nos sentir como Headbangers.

Maykon Kjellin: Nos reencontrarmos, voltarmos a tocar, conviver em família e pegar a estrada. Ainda temos algumas coisas para por em prática antes de lançar material novo, mas claro, estamos ansiosos para lançar coisas novas e mostrar a nova face da Dark pós-pandemia.

Podem deixar uma mensagem para nossos leitores e fãs da banda?

Sol Portela: Se cuidem! A DNF volta a ativa daqui a pouco, mas até lá esperem um pouco mais não apenas para seguir os shows da banda mas para não tomar riscos também! Em pouco tempo temos 2022, falta só mais um pouco. Fiquem bem todos, e agradeço muito pelo entusiasmo de todos.

Vini Saints: O principal é agradecermos, pois acompanhamos através de nossos relatórios mensais que a Dark New Farm continuou sendo ouvida independente de estarmos parado. Isso é fantástico. Isso é um forte sinal de esperança para nós, e queremos que vocês continuem mantendo essa chama acessa. Passamos pelos momentos mais difíceis, e queremos fazer valer cada dia que teremos pela frente para curtir cada show, cada encontro, cada ensaio. Queremos que isso valha para nós e para todos. Vamos viver intensamente essa nova chance que estamos recebendo, então que a Força esteja com todos nós para darmos conta disso!

Harley Caires: Quero agradecer pelo espaço. Ter um mídia independente e assim como uma banda ė lutar a cada dia então, esforços como o seu são admiráveis. Aos leitores e fãs da banda meus mais sinceros agradecimentos, espero muito que as nossas mensagens tenham chego a vocês e que de alguma forma, tenham feito refletir com nossa mensagem ou simplesmente bater cabeça e usufruir de nosso som. Esperamos logo logo nos esbarrarmos com todos por aí.

Maykon Kjellin: Agradecemos primeiramente o espaço, com toda certeza é um prazer ter um espaço aqui na Headbangers News e poder falar um pouco da nossa história pra ti, Jessica. A todos que ouvem a D.N.F o nosso muito obrigado, somos felizes pelo o que construimos até aqui e sabemos que não seria nada sem vocês. Obrigado de coração!