Memory Remains

Memory Remains: Blind Guardian – 28 anos de “Nightfall in the Middle-Earth” e o ápice criativo

24 de abril de 2026


Há 28 anos, o Blind Guardian lançava “Nightfall in the Middle Earth”, o sexto, e provavelmente o mais icônico álbum dos alemães. O play é tema do nosso Memory Remains desta sexta-feira.

A banda já estava no seu processo de mudança em sua sonoridade, com o excelente Imaginations From the Other Side e aqui os caras chegaram o ápice da carreira, criando um álbum com uma sonoridade que beirava a perfeição, combinando peso e melodia na medida certa. E com direito a uma superprodução.

Para essa superprodução, os caras fizeram uso de diversos estúdios: Twilight Studios, Karo Musik Studios, ambos na Alemanha, além do Sweet Silence Studios, em Copenhagen, Dinamarca, local que também foi utilizado para a a mixagem. O processo durou entre setembro de 1997 e março de 1998. Os pianos foram gravados no Vox Studios, na Alemanha, em janeiro de 1998. Fleeming Rasmussen ficou novamente a cargo da produção, desta vez tendo a própria banda ajudando nesta tarefa.

É notório que a banda quase sempre se espelhou nos livros do icônico escritor sul-africamo J.R.R. Tolkien. Para o aniversariante do dia foi escolhido o livro The Silmarillion, que é uma obra lançada postumamente pelo filho de Tolkien, Christopher, no ano de 1977. A obra é uma continuação da história contada no livro The Hobbit e foi em um primeiro momento rejeitada pela editora. O autor dividiu a história em cinco partes, que foram escritas em momentos distintos e ele gostaria de juntá-las. O filho assumiu tudo após a morte do pai, fazendo as conexões entre cada parte. O livro é tão poderoso que inspirou não só o Blind Guardian: a banda Marillion ganhou este nome por influência do livro; e o Amon Amarth, que em Sindarin, língua falada pelos Elfos, significa Montanha da Perdição.

Dando play na bolacha, o álbum tem 65 minutos e 22 faixas, sendo metade músicas de fato e a outra metade, são interlúdios, que quase sempre estão entre uma música e outra. Os grandes destaques do disco ficam por conta das faixas “Into the Storm”, “Nightfall”, “Blood Tears”, “Mirror Mirror” (esta é lembrada até hoje nas apresentações ao vivo da banda), “The Time Stands Still (At the Iron Hill)”, “Thorn”, “The Eldar”, “When Sorrow Sang” e “A Dark Passage”.

Aqui, os caras apostam em várias vertentes do Heavy Metal, como o Power Metal, o Prog e até boas doses de Symphonic Metal. É um tanto quanto longo, é bem verdade, mas é um álbum viciante. Certamente um dos melhores lançamentos daquele ano de 1998.

Nos charts mundo afora, o álbum teve um desempenho bastante modesto: 7° na Alemanha, 12° no Japão onde eles são reis e por esta razão foi o país escolhido para a gravação do primeiro álbum ao vivo da banda, “Tokyo Tales” (1993). Na Áustria, o álbum alcançou a 39ª posição, enquanto que na Suécia, eles ocuparam o 44° posto.

Após o lançamento, o Blind Guardian saiu em turnê pelo mundo, tendo o Brasil como um dos lugares que recebeu a banda. Felizmente, o Blind Guardian segue em plena atividade, passou pelo Brasil no ano passado quando se apresentou no Bangers Open Air, e em breve a banda estará em estúdio gravando o álbum que vai suceder o excelente “The God Machine” (2022). Hoje é dia de celebrar esse álbum que se aproxima dos 30 anos e envelhece cada vez melhor.

Nightfall in Middle-Earth – Blind Guardian

Data de lançamento – 24/04/1998

Gravadora – Virgin

 

Faixas:

01 – War of Wrath

02 – Into the Storm

03 – Lammoth

04 – Nightfall

05 – The Minstrel

06 – The Curse of Feanor

07 – Captured

08 – Blood Tears

09 – Mirror Mirror

10 – Face the Truth

11 – Noldor (Dead Winter Reigns)

12 – Battle of Sudden Flame

13 – Time Stands Still (at the Iron Hill)

14 – The Dark Elf

15 – Thorn

16 – The Eldar

17 – Nom the Wise

18 – When Sorrow Sang

19 – Out on the Water

20 – The Steadfast

21 – A Dark Passage

22 – Final Chapter (Thus Ends…)

 

Formação:

  • Hansi Kursch – vocal
  • André Olbrich – guitarra
  • Marcus Siepen – guitarra
  • Thomas Stauch – bateria

 

Músico contratado:

  • Oliver Holzwarth – baixo

 

Participações especiais:

  • Mathias Wiesner – teclado
  • Michael Schürner – piano em “The Eldar
  • Max Zelzner – flauta
  • Billy King – vocal
  • Rolf Khöler – vocal
  • Thomas Hackmann – vocal
  • Olaf Senkbeil – vocal
  • Norman Eshley – vocal (narração)
  • Douglas Fielding – vocal (narração)