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Válvera lança o clipe ‘The Damn Colony’

Os paulistanos do Válvera lançaram seu novo videoclipe para a faixa “The Damn Colony” no canal oficial da banda no Youtube (www.youtube.com/valveraoficial).

“The Damn Colony”, faixa extraída do álbum “Cycle Of Disaster”, que teve seu vídeo pré-lançado dois dias antes em parceria com a Metal Hammer Portugal, é uma faixa baseada na horrenda história do Hospital Colônia de Barbacena, em Minas Gerais. Fundado em 1903 e com capacidade para 200 leitos, o hospital contava com uma média de 5.000 mil pacientes em 1961 e ficou conhecido pelo genocídio em massa ocorrido especialmente entre as décadas de 60 e 80. Trens com vagões lotados (chamados de “trens de doido”), semelhantes aos dos campos de concentração alemães, despejavam diariamente os “dejetos humanos” para “tratamento” no hospital.

Ficha Técnica:

Direção e Fotografia: Plínio Scambora (@plinioscambora)
Direção de Arte/Produção Geral: Raquel Tejada (@quel_tejada)
Assistentes de Produção: Aline Lopes (@a_linelopes) e Rennan Carlos (@rcarlos.arch)
Produtoção de Set: Matheus Sabino (@sabinofilmes)
Making Of Still: Fabrício Silva (@fabricioluizs)
Maquiagem: Fabrícia Rodrigues

Atores: Carla Costa (@carla.csta), Pedro Pellegrino (@pellegrinopedro) e Jaque Rofer (@jaquerofer)

Figuração: Eluizio Felix (@eluiziofelix), Raquel Ferreira, Maria Luciene Oliveira, Rose Pereira, Sergio Machado (@_sergio.machado_), Bárbaro Xavier (@barbaroxavier), Karla Camioli (@karlacamioli), Carla Gobato (@cacagobato), Sebastião Vieira e Matheus Aiello (@aiello.mclion)

“É um assunto realmente horrendo, sinistro e até inacreditável de se acreditar. Nesse hospital, as roupas das pessoas eram arrancadas, seus cabelos raspados e seus nomes apagados. Nus no corpo e na identidade, a humanidade sequestrada, homens, mulheres e até mesmo crianças comiam ratos e fezes, bebiam esgoto ou urina, dormiam sobre capim, eram espancados e violentados até a morte”, comentou Gabriel Prado.

Estima-se que cerca de 70% dos internados não tinham qualquer diagnóstico de doença mental. O hospital era destinado para a contenção dos indesejáveis, com função de higienização e sanitarismo da localidade, ou seja, “pessoas não agradáveis e incômodas” para alguém com mais poder, como opositores políticos, prostitutas, homossexuais, mendigos, pessoas sem documentos, epiléticos, alcoolistas, meninas grávidas e violentadas por seus patrões, esposas confinadas para que o marido pudesse morar com a amante, filhas de fazendeiros que perderam a virgindade antes do casamento, entre outros grupos marginalizados na sociedade.

“Os pacientes do Colônia morriam de frio, de fome, de doença. Morriam também de choque. Em alguns dias os eletrochoques eram tantos e tão fortes que a sobrecarga derrubava a rede do município. Nos períodos de maior lotação, 16 pessoas morriam a cada dia e ao morrer, davam lucro. Entre 1969 e 1980, mais de 1.800 corpos de pacientes do manicômio foram vendidos para 17 faculdades de medicina do país, sem que ninguém questionasse. Quando houve excesso de cadáveres e o mercado encolheu, os corpos passaram a ser decompostos em ácido, no pátio da Colônia, na frente dos pacientes ainda vivos, para que as ossadas pudessem ser comercializadas”, comentou Rodrigo Torres.

O psiquiatra italiano Franco Basaglia, pioneiro na luta antimanicomial na Itália, esteve no Brasil e conheceu o Colônia em 1979. Na ocasião, chamou uma coletiva de imprensa e desabafou: “Estive hoje num campo de concentração nazista. Em lugar nenhum do mundo, presenciei uma tragédia como essa.”

“Os números exorbitantes e silenciados (por mais de 50 anos) das execuções sumárias, frias e violentas que ocorreram no hospital Colônia de Barbacena superam, e muito, as mortes registradas e ocultadas na ditadura militar brasileira (dentre índios, camponeses, perseguidos políticos etc.). Superam inclusive os números das mais sangrentas ditaduras da América Latina, Chile com mais de 40 mil e Argentina com mais de 30 mil mortos”, comentou Glauber Barreto.

“Como artistas que somos, temos a obrigação de falar, de ser a voz do povo, de trazer perguntas e respostas para que as coisas assim nunca mais aconteçam”, finalizou Leandro Peixoto.

Mais Informações:

“Cycle Of Disaster”, terceiro álbum de estúdio dos paulistanos do Válvera, foi lançado em agosto de 2020 via Brutal Records (EUA e Canadá), Plastic Head (Europa) e Voice Music (Brasil), e vem recebendo excelentes críticas pelos fãs e imprensa especializada brasileira e mundial, inclusive sendo listado como um dos melhores lançamentos de 2020 em muitos sites, revistas e veículos respeitados dentro e fora do país.

Gravado no Dual Noise Studio, em São Paulo/SP, produzido pela banda em conjunto com o Rogério Wecko (masterização, mixagem e engenharia de som) e com arte de capa pelo experiente Marcelo Vasco (Slayer, Machine Head, Metal Allegiance, Kreator), esse trabalho vem recebendo excelentes críticas não só no Brasil, como também no exterior, e está sendo considerado por muitos como um dos grandes lançamentos do ano. “Cycle Of Disaster” já se encontra à venda em CD físico nas melhores lojas especializadas e também disponível nas tradicionais plataformas mundiais de streaming.

Formação:

Glauber Barreto – Vocal/Guitarra
Rodrigo Torres – Guitarra
Gabriel Prado – Baixo
Leandro Peixoto – Bateria

Discografia:

“Cidade em Caos” (Álbum/2015)
“Demons Of War” (Single/2017)
“Back To Hell” (Álbum/2017)
“Bringer Of Evil” (Single/2019)
“Glow Of Death” (Single/2020)
“Born In A Dead Planet” (Single/2020)
“Cycle Of Disaster” (Álbum/2020)

Ouça VÁLVERA em:

YouTube: www.youtube.com/valveraoficial
Apple Music: https://music.apple.com/br/artist/valvera/1043332035
Bandcamp: https://valvera.bandcamp.com
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Spotify: https://open.spotify.com/artist/3S87lwfQs6K1O1WsQrpPhz
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