Synthpunk francês, mes amis!
O Cuir surgiu como um projeto solo de Doug Zilla, músico com passagens por bandas hardcore/punk como Sordid Ship, Coupe Gorge e Radical Failure, mas a cada lançamento vai ganhando mais a cara de banda fixa.
Seu novo trabalho, o EP “Monoface” (2026), com sua chamativa capa, já é um forte convite para o ouvinte mais curioso parar e dar uma conferida no seu som, afinal, quem diabos usa uma máscara bondage rosa-choque numa capa de disco? Uma pessoa com muita personalidade, no mínimo.
As letras do Cuir são diretas e bem pessoais: elas falam de tatuagens malfeitas que mais parecem rabiscos até a nostalgia de um passado que não volta mais. É nessa pegada entre o escrachado e o sério que as agitadas, e muitas vezes dançantes faixas do EP “Monoface” (2026), se desenrolam em apenas quinze minutos de um punk/hardcore incrementado pelo uso massivo de sintetizadores e a presença de solos de guitarra.
Intenso, divertido, rebelde, ora preocupado com o futuro, ora pouco se lixando, “Monoface” (2026) é um bom disco repleto de melodias grudentas e dançantes.
Formação:
Cuir: todos instrumentos
Faixas:
01 Majeur En L’air
02 Dernière Minute
03 Road Trip
04 Blastover
05 Spleen
06 Brûler Les Barrières
07 Rock’n’Roll, Interim, Chômage
08 À La Vie, À La Mort