Entrevistas

Alerta Vermelho: confira o bate-papo com Cauê “Xopô” sobre o EP “Mortalha” e outros assuntos

3 de julho de 2026


Alerta Vermelho, Alerta Vermelho, Alerta Vermelho!

Da nova safra de boas bandas surgidas em Belo Horizonte nos últimos anos, um dos melhores nomes é o do Alerta Vermelho, trio com influências assumidas de Replicantes, Plebe Rude, Fellini, Misfits e Hüsker Dü.

Toda essa influência punk, post-punk e garage resulta em músicas ora melódicas, ora mais intensas, com letras pessoais e sobre um cotidiano muitas vezes angustiante.

Para conhecer um pouco mais do grupo fui bater um papo com o vocalista e guitarrista Cauê “Xopô”, que junto do LF (baixo) e Lucas Chavo (bateria) lançaram em maio o ótimo EP “Mortalha” (2026).

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Cauê “Xopô” (vocais, guitarra). Foto: Gabi Nerys @noxacore

Oi Cauê, como vai? O Alerta Vermelho é um trio formado por músicos com passagens por Evil Idols, Futuro, Deadtrack, La Revancha e Noites Terríveis (se esqueci algum, cite por favor!). Como que foram as primeiras conversas entre vocês para formar o grupo e como é que foi para três bateristas de formação assumirem outros instrumentos?

Fala Mário, tudo bem e com você? A gente se encontrou aqui em Belo Horizonte no finalzinho ali de 2023. Nenhum de nós é de Belo Horizonte, não nascemos aqui. Eu sou de São Paulo, o LF é de Uberlândia, já estava morando aqui em BH há alguns anos, e o Lucas Chavo é de Uberlândia também, mas morou em Curitiba durante muitos anos, então a gente pertenceu a outras cenas independentes do underground em outras cidades, com outras bandas. Falando da minha experiência, eu cheguei a tocar junto com eles em outros shows no passado, eu cobri em 2009 a turnê de uma banda que existia na época chamada Homem Elefante e quando tocamos em Curitiba, eu toquei com uma outra banda do Chavo, que era o Sad E Os Guris. E alguns anos depois, toquei no mesmo show que o LF. Ele tocou com o Dead Track, uma banda que ele tinha em Uberlândia na época e eu toquei com o Astma, banda de São Paulo de pós-punk, que eu também tive na época. Foi a minha primeira banda tocando guitarra, não foi a minha primeira banda fora da bateria, mas foi minha primeira banda tocando guitarra. Eu queria fazer uma coisa mais direta do que eu tinha feito na época com o Astma, estava imerso nas guitarras, numa construção mais complexa, digamos, e eu estava querendo fazer algo mais simples, já estava a fim de cantar. Eu tenho outras bandas tocando bateria. Uma delas é o Futuro e outra é o Cätärro, mas são projetos, a gente não mora mais na mesma cidade, então eles acontecem pontualmente ali quando a gente combina de fazer turnê ou quando tem alguns shows específicos, né? Mas eu confesso que eu já não estava muito, assim, tinha tocado bateria durante muitos anos e queria fazer uma coisa diferente. Já tinha tocado baixo no Noites Terríveis, foi a primeira banda que eu toquei fora da bateria, estava fora da bateria oficialmente, e eu curti a experiência. Aqui em BH, depois que eu me reconectei com o LF e com o Chavo, a gente lembrou dessas histórias, de quando tocamos juntos e tudo mais, eu acabei lembrando também que o LF tinha essa mesma versatilidade do que eu, já tocava guitarra, tocava baixo, já tinha tocado outros instrumentos, inclusive no Dead Track, uma época ele tocou bateria, outra tocou guitarra, então isso também facilitou o nosso caminho para a gente se desdobrar, fazer outras coisas, né? E aí eu fiz esse convite para ele, dele tocar baixo e ele topou, mesmo não sendo um instrumento que ele não estava muito familiarizado, mas que ele sabia tocar e é nessa formação que a gente está até hoje. basicamente isso assim.

BH está passando por uma renovação de bandas bem interessante: tem vocês, Napalm Cobras, The Harppia, Tantum, Hellway Train, Cadaveric Remains. Como você vê essa nova leva de bandas e também de público?

Cara, a gente fica muito feliz que tenham outras bandas não só pela questão da novidade, da cena continuar se reinventando, mas também porque todas essas (bandas) que você citou, são todas bandas incríveis. A gente tem sentido que BH está abrindo caminhos com relação a essa versatilidade de som, né? Respondemos semana passada uma entrevista para um zine que foi lançado lá em São Paulo, para o Garage Land, que é uma festa de lá e eles chegaram a fazer essa pergunta, da identificação sonora, como que enxergamos o Alerta Vermelho no meio disso. BH é uma cidade bem voltada para a música extrema e metal, né? Já estamos mais acostumados e é também o nosso ciclo de convivência de amigas e amigos e tudo o mais, mas tem pouquíssimas bandas de punk rock mesmo. A gente se identifica muito com essa parte da cena belorizontina, até mais dos anos 1990, do final dos anos 1980, começo dos anos 2000 ali, tipo bandas como Ida E Os Voltas, Sexo Explícito, até o próprio Atack Epiléptico. Acho que temos uma ligação maior com essa galera, mas não por afinidade sonora ou nada disso assim, mas dadas as referências que eles tinham, essa coisa mais dadaísta, “punk dadá”, e mais voltada para o punk rock, para essa coisa mais voltada até mais para o pós-punk, um pouco mais experimental. Então a gente gosta que obviamente a cidade continue renovando a cena, tendo essa renovação de público também, principalmente porque amplia essa questão da versatilidade das bandas, da diversidade das bandas, né? E nisso nos encaixamos bem. É bom também que a gente curta fazer essa linha de som que o Alerta Vermelho está fazendo, com essas referências que não necessariamente estão encaixadas aqui na capital, mas que consigam também somar essa questão dessa versatilidade ali de som também e gostar de punk rock, por que não?

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Alerta Vermelho ao vivo (da esquerda para a direita): LF (baixo), Lucas Chavo (bateria) e Cauê “Xopô” (vocais, guitarra). Foto: Régis Bezerra @regisbzrra

Curiosidade: sabia que havia na cidade, só que na década de 1980, um também trio chamado Alerta Vermelho (só esse tocava thrash metal)?

Estava apurando aqui com a banda, porque em algum momento falamos dessa banda sim, num passado não muito distante quando a gente (banda) já existia. Se não me falhe a memória, existiu uma banda em São Paulo da cena punk também, nos anos 1990, com esse mesmo nome e essa de thrash metal, até conversei aqui com eles, o LF que é a cota headbanger do grupo, ele veio do metal e tudo, mas ele também não conhecia. Manda para a gente depois se tiver algum material, ficamos bem curiosos para ouvir (nota: segundo o site The Metal Archives, o Alerta Vermelho de thrash metal lançou apenas uma demo, “Indústria Da Ruína”, em 1990). Mais do que isso, tem o Red Alert também, né? Que é uma banda inglesa ali de punk/oi! que é do começo dos anos 1980, final dos 1970, então tem uma série de referências aí de bandas e projetos que estão envolvidos com esse nome.

Em setembro de 2024 vocês lançam o EP “Zero” e em maio desse ano saiu outro EP, “Mortalha”. O que há de diferente entre eles e o que trouxeram de aprendizado do primeiro EP para esse?

Olha, acho que a primeira mudança que eu diria que é notável e até mesmo evidente, é que a gente tem mais tempo tocando, do começo de 2024, final de 2023 para a demo e agora para o “Mortalha”, já são quase dois anos de diferença ali entre ensaios, composição das músicas, shows, então temos um entrosamento muito melhor hoje, com mais músicas e percebendo realmente que o som está dando uma diversificada. A gente começou a fazer essa banda pensando muito no Radioactivity, uma banda americana punk que tem uma levada até próxima do power pop. E eu acho que hoje com o “Mortalha” já deu para percebemos que aquilo era uma base, mas para construir uma outra coisa. Então passamos por Hüsker Dü, Mission Of Burma, por uma série de referências que até trouxeram um pouco mais essa cara do pós-punk para nós. Por exemplo, em “Mundo Vermelho”, segunda faixa do disco, ela já tem um reverb na voz, uma intenção um pouco diferente do que a gente estava produzindo para o “Zero”, a primeira fita. Acho que isso também reflete nas outras músicas, na raiva da voz. Acho que tem muito mais ali de, sei lá, talvez até de uma “intenção Jello Biafra” da vida, do Dead Kennedys, mas tem muito do The Dicks também, um envolvimento maior ali com blues, com grandes nomes do blues que acabaram incentivando, o Big Boys, The Dixies e outras bandas também ali, até uma pegada um pouco mais raivosa na voz, mas muita em decorrência do que era produzido no blues americano, né? Acho que é isso, estou sintetizando aqui, mas acho que temos um acúmulo de referências que vão desde o garage até pós-punk, o hardcore em si, e conforme formos produzindo, provavelmente essa diversificação entre as faixas e essa dinâmica que utilizamos para compor, ela também vai se ampliando cada vez mais.

Eu gosto muito das letras do Alerta Vermelho: são pessoais, falam direto com o ouvinte e abordam cotidiano, relacionamentos, etc. Como funciona o processo de composição seus: as letras surgem primeiro e depois as músicas se encaixam ou as músicas vão sendo construídas juntas com o som?

As bases e as letras surgem primeiro, então ou eu recebo alguma base do LF e aí a gente desenvolve a música juntos e tal, eu acabo já fazendo uma linha de voz em cima, até porque voz é meio que uma novidade para mim né, é a primeira banda que eu canto oficialmente (risos), então eu sinto que é um instrumento bem particular, eu diria, então dá para fazer uns testes depois do ensaio já com o desenvolvimento prévio. Eu faço umas gravações bem caseiras aqui só para ter uma noção de como que ficaria, se soa bem e tal. E aí com isso feito, sendo a base minha ou do LF,  a gente leva para ensaio e passa essa música junto com o Chavo. Aí claro, passa um pente fino e tal e isso fica com a nossa identidade. Então é isso, tem uma construção prévia, porque ao invés de deixar as letras para depois, com o soar da música, isso já vem meio encaixado e daí a produção completa com banda, o corpo mesmo da banda, fazemos no ensaio.

A banda dá uma atenção bem legal com a parte gráfica, seja nas estampas das camisas, nas capas dos EPs, nos flyers, etc. Quem que cuida disso no grupo?

Então, tanto eu quanto o LF, somos designers de formação e somos ilustradores também. Então no caso do “Mortalha”, ele fez as ilustrações e eu fiz o projeto gráfico. Na verdade, conversamos bastante os três a respeito desse material porque, apesar de a banda se chamar Alerta Vermelho, a gente não queria ficar propriamente preso nessa cor. Acho que o álbum como um todo, ele é mais terroso, digamos assim, ele fala das catástrofes ali de Mariana, Brumadinho (nota: municípios mineiros atingidos violentamente por desastres ambientais causados pela mineradora Vale). Ele é propositalmente mais bege, preto e quando tem algum detalhe vermelho, geralmente está associado a sangue, enfim, tem um propósito que ele foi pensado dessa forma ali porque ele casa também com essa questão das músicas, das temáticas e tudo mais, inclusive pelo lugar onde a gente se encontra hoje, que a gente se reconheceu aqui também e quais são as consequências disso. É basicamente essa resposta, eu cuido do que envolve o projeto gráfico e as ilustrações é o LF quem cuida.

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O “Zero” (2024) saiu em um estiloso K7 laranja e o “Mortalha” (2026) em um EP 7” vermelho através da união de diversos selos (Amara, Bacural Discos, Belo Records, Bombeta Thrash, Brado Records, Cospefogo, Estopim, MetalpunkOverkill Recs, Napa Discos, No Future, No Gods No Masters, O Tempo Destrói, Oxenti Records, Poeira Maldita, Revelia Discos, TwoBeers Records, TuPank Records, Undershows e Zoom Discos). Deu trabalho organizar tanta gente em torno do EP? O lançamento em material físico é algo fundamental para vocês?

Olha, par ser bem honesto, falando dessa gama de coletivos aí dos selos independentes que lançaram o “Mortalha”, na realidade foi muito fácil para nós, acho que nunca foi tão fácil. Quem produziu foi o Bruno Foca, a produção geral, e ele também é responsável pela Undershows, um dos selos que lançou o material, mas que também encabeçou, entrou em contato com vários outros selos independentes, fez proposta, mostrou umas prévias, então assim, todo o mérito no final das contas é dele porque ele encabeça essa parte de produção executiva mesmo do disco, já nesse formato de abarcar muita gente. Nós tínhamos um grupo específico com ele para poder falar sobre toda a parte de arte, os desenvolvimentos, o que precisaria para arte final, as questões mais burocráticas também, mas a gente tinha também um grupo direcionado para os selos que tinham topado fazer a participação no material. Então foi tudo muito bem-organizado, a parte gráfica ficou bem pronta um mês antes do disco, mais ou menos, porque tem o tempo de produção do material também né, que leve de dois a três meses, então assim, foi muito tranquilo mesmo. Eu acho que o lançamento em material físico ele não é fundamental. Para nós, que viemos do formato físico, do CD, do vinil desde sempre, desde antes de internet, de streaming, de qualquer coisa nesse sentido, a gente acaba tendo um registro, uma memória fiel ali que as pessoas também podem acessar tendo o disco na sua própria casa, mostrando para outras pessoas, então para nós é importante. Agora a questão de ser fundamental é um pouco mais delicada, porque os materiais hoje em dia, esse custo de produção de vinil, de fita K7, mesmo que seja, é um custo alto para materiais, para poucas fábricas ou até mesmo resquícios, são escassos, como é o caso da fita K7 que hoje em dia é muito mais caro. Então realmente a gente conta muito com esse selos para podermos fazer esses lançamentos, a gente sabe que isso hoje em dia é bem mais difícil. Claro que teria como fazer o lançamento em CD, o CD ainda é uma coisa que ainda é acessível de certa forma, mas realmente optamos por esse outro formato de vinil e de fitas K7 porque temos uma memória e talvez o encaixe de som mais direcionado para esses materiais, no final das contas, algo mais próximo dessa coisa do analógico, igual foi feito na gravação mesmo do material, do “Mortalha”. Acho que vale citar também que a fita K7 foi produzida pela Metalpunk Overkill Recs que também está nessa lista que você mandou e também pegou uma cota ali do “Mortalha”, então é um selo de BH bem importante para nós que também entrou na parte de produção executiva da demo, né? Fazer as gravações, achar uma tape deck ali para poder fazer as cópias, produzir o material, então a gente também agradece muito eles porque eles estão presentes nesses dois lançamentos, mais especificamente pelo lançamento da demo em fita K7, que hoje em dia é super difícil (de fazer). Acho que vale citar também que tivemos uma tiragem de 50 fitas K7, esse material da demo já está esgotado, não sabemos se vai ter mais produção dele, por enquanto, não. E o EP 7”, o “Mortalha”, são 300 cópias que foram distribuídas ali entre a banda e entre os selos independentes que estão envolvidos.

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Já são dois EPs lançados. No futuro (espero que próximo!), teremos um terceiro disquinho ou um disco cheio já está nos planos do Alerta Vermelho?

Então, antes de lançarmos qualquer outro material de EP, LP, enfim, vamos fazer um vídeo clipe da segunda música do “Mortalha” que se chama “Mundo Vermelho”. Já tá em projeto, pretendemos gravá-lo agora ainda no começo do segundo semestre e a gente tem uma agenda de shows aí até agosto para poder divulgar o “Mortalha”. Fomos para São Paulo na semana passada, temos alguns shows em BH, mais especificamente três shows em BH até agosto, e estamos num corre para fazer Curitiba, Blumenau e Jaraguá do Sul, são essas cidades que temos em vista e que estamos conseguindo nos programar para ir agora nesse período. Quanto a planos futuros, se será um outro EP ou se será um lançamento full assim, um LP, infelizmente ainda não tenho essa confirmação. A gente vai voltar a conversar depois dessa agenda de shows, enfim, depois que a gente se comprometer com esse lançamento para ver o que que conseguimos de fato fazer e o que vale a pena. Tendo mais novidade, você vai saber, com certeza (risos).

Vocês se apresentam como uma banda punk, inclusive participaram de eventos nesse sentido, como o “Hardcore Contra o Fascismo”. O que mais tem incomodado o grupo no aspecto político/social atual?

Cara, acho que principalmente a ascensão do fascismo no mundo, né? É mais do que evidente que o Trump e o Netanyahu são grandes ditadores fascistas modernos e não interessa a forma como a gente analisa isso. Se a gente falar que isso tudo está acontecendo é um reflexo do capitalismo tardio, qualquer coisa do gênero, mas a gente não consegue parar de pensar e sentir quantas pessoas são excluídas nesse processo de cada vez menos grupos terem acesso a dinheiro, a dados, a informação e isso tudo é muito preocupante, né? A gente sempre viu no punk essa postura de ser uma força motriz ali de incômodo para essa galera, para direita, para a extrema direita, para as questões morais e na verdade, o que temos visto é que eles quem têm conseguido nos incomodar por conta do aumento da taxa de feminicídio, da tentativa exacerbada de tirar direito das minorias LGBTQIAPN+, pessoas pretas e por aí vai. Grupos religiosos que tem origem pagã ou de matriz africana ou qualquer coisa do gênero, então isso tudo é um grande plano que vemos (que foi) arquitetado e que através da mídia hoje em dia tem um acesso, justamente por conta dessa questão de termos um Elon Musk  da vida que tem um trilhão de dólares na conta, o que quer dizer isso? O que significa esse dinheiro? Esse dinheiro perde o sentido, ele ganha poder, poder para exercer o controle que ele quiser sobre qualquer pessoa, basicamente. Então eu acho que esses aspectos são os que mais nos incomodam, estamos muito mais próximos dessa classe que nunca vai ter direito a nada e sempre vai estar devendo, sempre vai estar ali na corda bamba e sempre correndo o risco de perder emprego, perder direitos, enquanto a gente vê milionários e pessoas que tem esse controle, esse poderio tanto político, quanto bélico, uma série de coisas assim destruindo o mundo. Não sei se consegui me explicar, mas é basicamente isso assim. Precisamos de alguma forma colocar isso para fora. O princípio do Alerta Vermelho é gritar, ainda que façamos isso interpretando as coisas de um ponto de vista buscando uma nova utopia ou buscando uma utopia da nossa parte, é isso que faz com o que a gente consiga distribuir nossa mensagem para o coletivo. Facilitar, sintetizar a informação e tentar trazer isso à tona para que as pessoas consigam ter acesso a essas informações através do que conseguimos alcançar.

Cauê, obrigado pela entrevista e sucesso para o Alerta Vermelho. Deixa uma mensagem aí para o pessoal.

Antes de mais nada, queria agradecer o espaço, muito bom ter pessoas como você que ampliam essa curiosidade acerca das bandas independentes e a gente consegue com isso ir além da música, né? Falar de questões políticas, falar de processos criativos, da produção, de planos futuros, isso tudo para nós é bem valioso, então antes de mais nada, valeu demais pela entrevista. E para todo mundo que estiver lendo, lançamos o “Mortalha” recentemente, nosso vinil 7”, ele está disponível digitalmente ali através do Bandcamp e dos demais streamings. E acompanha a gente, temos planos futuros também, vamos divulgando nossas novidades especialmente no Instagram. Na loja virtual (alertavermelhopunk.lojavirtualnuvem.com.br) vamos ter esse disco e as camisetas também disponíveis para venda e entregue em qualquer lugar do Brasil. E é isso, vamos nessa! Muito obrigado de novo.