Rock Progressivo - Headbangers News https://www.headbangersnews.com.br/palavras-chave/rock-progressivo/ Site brasileiro sobre heavy metal editado totalmente em português. Fri, 27 Mar 2026 16:36:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.2.9 https://www.headbangersnews.com.br/wp-content/uploads/2023/04/cropped-Logo-HBN-32x32.png Rock Progressivo - Headbangers News https://www.headbangersnews.com.br/palavras-chave/rock-progressivo/ 32 32 Memory Remains: Pink Floyd – 32 anos de “The Division Bell” e a negativa de Roger Waters em tocar com a banda https://www.headbangersnews.com.br/noticias/memory-remains-pink-floyd-32-anos-de-the-division-bell-e-a-negativa-de-roger-waters-em-tocar-com-a-banda/ Sat, 28 Mar 2026 11:00:36 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=98237 Há 32 anos, em 28 de março de 1994, o Pink Floyd lançava “The Division Bell”, o décimo quarto e penúltimo álbum desta que é uma das principais bandas de Rock Progressivo de todos os tempos e claro, tema do nosso Memory Remains deste sábado. O álbum possui duas datas de lançamento distintas: a que […]

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Há 32 anos, em 28 de março de 1994, o Pink Floyd lançava “The Division Bell”, o décimo quarto e penúltimo álbum desta que é uma das principais bandas de Rock Progressivo de todos os tempos e claro, tema do nosso Memory Remains deste sábado.

O álbum possui duas datas de lançamento distintas: a que estamos celebrando hoje, refere-se ao lançamento no Reino Unido. Entretanto, nos Estados Unidos, o álbum foi lançado no dia 5 de abril. O álbum também foi lançado por diferentes selos. No Reino Unido saiu pela EMI e nos Estados Unidos saiu pela Columbia. Foi o primeiro álbum lançado pelo Pink Floyd em sete anos e o sucessor deste só seria lançado vinte anos depois.

The Division Bell” é marcado pela contribuição do tecladista Richard Wright, que escreveu várias das letras por aqui. Ele também voltou a gravar uma canção como vocalista principal, o que não acontecia desde “The Dark Side of the Moon“, álbum lançado em 1973. A esposa de David Gilmour, Polly Samson, também ajudou, escrevendo várias das canções presentes aqui.

O conceito do álbum gira em torno da comunicação, tendo como norte, o diálogo para que se chegue a uma determinada conclusão. O título do álbum é uma referência aos sinos da divisão, do parlamento britânico, que, quando tocado, indica que é a hora de realizar uma votação. Algumas pessoas interpretaram que a mensagem do álbum pode ser algum tipo de recado de Gilmour para ex-integrantes do Pink Floyd, em especial, Roger Waters, o que foi desmentido pelo vocalista/ guitarrista. Aspas para ele:

“Eu não acho que ele é. Há um par de menções que deram a entender que poderia ou não ter algo a ver com ele. Mas tudo que vi das pessoas resulta que o que elas pensam trata-se de algo extremamente impreciso. Eu gosto disso. Estou muito feliz por as pessoas interpretarem-o da maneira que quiserem. Mas talvez um pouco de cautela deve ser tomada…”

Mas Polly Samson, afirmou que, na música “Poles Apart“, há sim, referências aos ex-integrantes da banda. O primeiro verso é inspirado em Syd Barrett e o segundo faz uma referência à Roger Waters. A briga entre David Gilmour e Roger Waters parece não ter nenhum indício de trégua, tanto pelas recentes trocas de farpas entre eles, bem como a ausência de referência ao ex-colega, na turnê derradeira que Waters tem feito. Ele citou vários de seus ex-companheiros, mas ignorou Gilmour.

Por outro lado, a canção “A Great Day for Freedom” fala sobre os conflitos geopolíticos gerados na época. Resumindo o contexto, poucos anos antes, o muro de Berlim havia sido derrubado, a União Soviética havia entrado em colapso, com as antigas repúblicas que faziam parte do enorme conglomerado, declarando independência e assim terminava um período que durava desde o final da Segunda Guerra Mundial. A música, trata propriamente dos conflitos ocorridos na antiga Iugoslávia, que também colapsou, dando origem à algumas novas nações, como Sérvia, Montenegro, Croácia e até mesmo o Kosovo, este último, até hoje ainda não é reconhecido pela maioria das nações.

O processo de criação começou em janeiro de 1993 e se no início eles estavam receosos quanto ao êxito das composições, ao final, eles tinham 27 canções prontas e fizeram uma votação. No primeiro momento, quinze canções foram escolhidas, mas depois eles limaram quatro até que ficaram as onze que foram eternizadas. Mas o clima não era só maravilhas. Haviam conflitos de egos: Richard Wright, na época não era tido como um membro fixo do Pink Floyd e isso o incomodava. Ele chegou a pensar em sair, mas optou por ficar e por isso recebeu crédito como compositor. Outro problema foi que o produtor Bob Ezrin ficou incomodado com a participação de Polly Samson. Mas seu apoio foi de fundamental importância e Ezrin admitiu depois que ela foi uma inspiração para o marido.

Alguns estúdios foram utilizados para a gravação do play: o Astoria, de propriedade de David Gilmour, o Britannia Row e o Metropolis, todos na Inglaterra. Eles estipularam que até no máximo, em abril de 1994 o álbum estaria pronto, pois queriam sair em turnê, mas em dezembro eles terminaram todo o processo de gravação.

Temos 66 minutos de audição e, ainda que esteja bem longe dos grandes clássicos lançados pelo Pink Floyd, “The Division Bell” não é um álbum ruim. Mostra a tentativa da banda de prosseguir sem Roger Waters, era apenas o segundo álbum sem o baixista/ vocalista. O álbum recebeu críticas variadas, algumas exaltando, outras detonando o play, que ganhou o Grammy Awards com a música “Marooned“, na categoria “Melhor Performance Instrumental de Rock“. Em 1995, foi indicado ao Brit Award na categoria “Melhor Álbum Gravado por um Artista Britânico”, mas perdeu para o… Blur!

Nos charts, sucesso absoluto. O álbum conseguiu chegar ao topo nos seguintes paises: Argentina, Áustria, Austrália, Bélgica, Canadá, Chile, Dinamarca, Países Baixos, Europa, Alemanha, Hong King, Itália, Noruega, Nova Zelândia, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça, Reino Unido, e, claro, na “Billboard 200”. Ficou em 2° na Finlândia, 6° na Hungria e 7° na França. A aparição mais recente do álbum em uma parada de sucesso foi em 2021, quando figurou na 24ª posição em Portugal. Se não apareceu nas paradas aqui em terras brasileiras, ao menos a música “Take It Back” tocou muito nas rádios, mas foi certificado com Disco de Platina em nossas terras. Foi também certificado com Disco de Ouro na Finlândia, Japão, Polônia e Suécia, Triplo Ouro na Alemanha, Platina na Argentina, Áustria, Austrália, Bélgica, Itália, Países Baixos, Polônia e Espanha, Duplo Platina na França, Noruega e Suíça, Triplo Platina no Reino Unido e Estados Unidos, Quádruplo Platina na Nova Zelândia e Quíntuplo Platina na Itália.

A turnê começou logo depois que o álbum foi lançado. A banda se apresentou nos Estados Unidos durante os meses de abril, maio e junho, depois eles visitaram o Canadá para mais alguns shows e logo retornaram aos Estados Unidos para mais datas. Em julho, eles chegaram à Europa, e no dia 12 de outubro, a apresentação deles no Reino Unido, uma arquibancada com capacidade para 1200 pessoas desabou, sem causar grandes ferimentos e a apresentação foi remarcada. Roger Waters recebeu um convite para se juntar à banda nesta turnê, que foi negado e gerou indignação por parte de Waters, que discordava de ver as músicas do Pink Floyd sendo tocadas em grandes estádios. Nesta turnê, a banda vendeu cerca de 5,3 milhões de ingressos e a receita bruta gerada com os shows é estimada em cerca de US$ 100 milhões. Em 1995, foi lançado o álbum ao vivo “Pulse“, que traz alguma registros desta turnê, que foi a última realizada pela banda, que em 2005, realizou uma apresentação onde Roger Waters e David Gilmour estavam juntos depois de anos.

Sobre as músicas que ficaram de fora do nosso aniversariante do dia, o Pink Floyd lançou em um último álbum, “The Endless River“, lançado no ano de 2014. Hoje o Pink Floyd não está mais em atividade, mas o legado gigantesco da banda está aí. Muitos fãs não compreenderam as mensagens que eles sempre bradaram, contra o capitalismo e o sistema, defendendo as minorias, contestando, mostrando como o Rock deve ser. É desolador ver tanto headbanger que não entendeu não só o Pink Floyd, mas o Rock de maneira geral, vaiando Roger Waters por suas posições, preferindo apoiar políticos genocidas, e principalmente, um certo ex-presidente condenado por tentativa frustrada de Golpe de Estado. Mas o Pink Floyd é maior do que isso e hoje é dia de celebrarmos esse belo álbum.

The Division Bell – Pink Floyd

Data de lançamento – 28/03/1994

Gravadora – EMI

 

Faixas:

01 – Cluster One

02 – What Do You Want from Me

03 – Poles Apart

04 – Marooned

05 – A Great Day for Freedom

06 – Wearing the Inside Out

07 – Take It Back

08 – Coming Back to Life

09 – Keep Talking

10 – Lost for Words

11 – High Hopes

 

Formação:

  • David Gilmour – baixo/ guitarra/ vocal/ programação
  • Nick Mason – bateria/ percussão
  • Richard Wright – teclados

 

Participações especiais:

  • Jon Carin – teclas adicionais
  • Guy Pratt – baixo
  • Gary Wallis – percussão
  • Tim Renwick – guitarras
  • Dick Parry – saxofone tenor
  • Bob Ezrin – teclas e percussão
  • Sam Brown – backing vocals
  • Durga McBroom – backing vocals
  • Carol Kenyon – backing vocals
  • Jackie Sheridan – backing vocals
  • Rebecca Leigh-White – backing vocals
  • Professor Stephen Hawking – voz digital em “Keep Talking

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Memory Remains: Rush – 49 anos de “2112” e as divergências com a gravadora https://www.headbangersnews.com.br/noticias/memory-remains-rush-49-anos-de-2112-e-as-divergencias-com-a-gravadora/ Tue, 01 Apr 2025 13:02:42 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=80394 Primeiro de abril e não é mentira, temos disco do Rush apagando as velinhas. Hoje nós vamos tratar de “2112“, o quarto álbum do maior power-trio da história da música, que completa hoje 49 anos. Esse álbum, só para variar é um clássico do Rock Progressivo e é tema do nosso Memory Remains desta terça-feira. […]

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Primeiro de abril e não é mentira, temos disco do Rush apagando as velinhas. Hoje nós vamos tratar de “2112“, o quarto álbum do maior power-trio da história da música, que completa hoje 49 anos. Esse álbum, só para variar é um clássico do Rock Progressivo e é tema do nosso Memory Remains desta terça-feira.

O álbum é uma suite de sete partes que tiveram suas partes instrumentais escritas pela dupla Alex Lifeson e Geddy Lee, enquanto que Neil Peart ficou responsável pelas letras, onde ele conta uma história distópica que se passa no ano de 2112. As outras faixas do play não têm qualquer relação com a faixa de abertura, onde está a suite, mas ainda assim, muitos, de maneira errônea, encaram este disco como sendo conceitual.

A banda vinha de um fracasso comercial, que foi o álbum “Caress of Steel” e por conta disso, havia uma pressão gigantesca por parte da gravadora para que eles não fizesse um novo disco com músicas conceituais, mas… os caras fizeram justamente o oposto, e a faixa título, como descrito acima, é uma história conceitual. O trio peitou a gravadora e a decisão mostrou-se a mais correta, porque eles tinham a certeza de que viria um disco simplesmente sensacional.

Então depois de “afrontar” a gravadora, o trio tratou de ir ao “Toronto Sound Studios“, sob a batuta de Terry Brown, que assina a produção em parceria com a própria banda, durante o ano de 1975. E o resultado, foi o nascimento de um clássico.

2112” traz 6 faixas (a primeira é uma epopéia, dividida em oito atos) e em 38 minutos temos uma audição muito agradável, de um disco que nasceu clássico, com passagens que em um primeiro momento podem soar bastante complexas, mas que ao final da audição se mostram muito divertidas e é um prazer imenso dedicar pouco mais de meia hora em uma verdadeira obra prima, que merece ser exaltada todos os dias. Este álbum foi só a autoafirmação que eles precisavam para seguir adiante e conquistar todo o respeito e admiração, os quais seguem intactos até hoje, quase meio século depois do lançamento. Os destaques ficam por conta de “Temples of Syrnix“, “A Passage to Bangkok“, “Tears” e “Something for Nothing“.

2112” entrou no famoso livro “Os 1001 Discos que Você Precisa Ouvir Antes de Morrer” (N. do R: “Moving Pictures” também figura neste mesmo livro), do autor Robert Dimery; nos anos de 2006 e 2016, os ouvintes da “Planet Rock” escolheram o aniversariante de hoje como o álbum definitivo do Rush; leitores da “Rolling Stone” elegeram o aniversariante do dia na 2ª posição da lista “Your Favourite Prog Rock Album of All Time“; e por fim, está presente na lista “200 Álbuns definitivos no Rock And Roll Hall of Fame“.

Nos charts mundo afora, o nosso aniversariante do dia figurou na quinta posição em sua terra natal, o Canadá; na Suécia, conquistaram a posição de número 33, além de ter sido o primeiro disco do Rush a entrar na “Billboard 200“, estreando na 61ª da famosa parada estadunidense. Foi certificado com Disco de Ouro no Triplo Platina nos Estados Unidos. Não é pouco e a gravadora deve ter ficado embasbacada, além de, claro, mais que satisfeita com tamanha performance.

Com tantos reconhecimentos, fica difícil encontrar palavras para descrever o álbum: então só nos resta jogar todos os confetes para “2112“, que envelhece e o faz muito bem, obrigado. O legado destes três canadenses está ai, vivo, presente e influenciando gerações e gerações. E a nossa missão é manter essa chama acesa, para que novos fãs sejam angariados e mantenham viva essa chama do Rock And Roll que estes três gênios praticaram com tanta competência e permaneçam eternizados. Parece que Geddy Lee e Alex Lifeson pretendem voltar a tocar juntos, se será sob o nome Rush, nós não sabemos. Vamos ficar na torcida e celebrar esse quase cinquentão. Eles merecem toda nossa reverência.

2112 – Rush
Data de lançamento –  01/04/1976
Gravadora – Anthem

Faixas:
01 – 2112
I – The Overture
II – Temples of Syrnix
III – Discovery
IV – Presententation
V – Oracle: The Dream
VI – Soliloquy
VII – The Grand Finale
02 – A Passage to Bangkok
03 – The Twilight Zone
04 – Lessons
05 – Tears
06 – Something for Nothing

Formação:
Geddy Lee – vocal/ baixo/teclado
Alex Lifeson – guitarra/violão
Neil Peart – bateria

Participação Especial:
Hugh Syme – efeitos em “2112” e melotron em “Tears”

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The Reign of Kindo realiza três shows no Brasil neste final de semana https://www.headbangersnews.com.br/noticias/the-reign-of-kindo-realiza-tres-shows-no-brasil-neste-final-de-semana/ Tue, 18 Mar 2025 13:07:33 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=79611 A banda americana The Reign of Kindo retorna ao Brasil após nove anos para realizar três apresentações neste próximo final de semana. O grupo fará dois shows em São Paulo e um no Rio de Janeiro. 21 de março (sexta-feira) no La Iglesia, São Paulo 22 de março (sábado) no La Iglesia, São Paulo 23 […]

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A banda americana The Reign of Kindo retorna ao Brasil após nove anos para realizar três apresentações neste próximo final de semana. O grupo fará dois shows em São Paulo e um no Rio de Janeiro.

21 de março (sexta-feira) no La Iglesia, São Paulo
22 de março (sábado) no La Iglesia, São Paulo
23 de março (domingo) no Agyto, Rio de Janeiro

Formada em 2007 em Buffalo, EUA, The Reign of Kindo é conhecida por mesclar jazz, rock progressivo e música experimental. Esta será a quinta turnê da banda no Brasil.

Os ingressos estão à venda pelo site do Clube do Ingresso, com opção de combo para os shows de São Paulo. A produtora Overload é responsável pelo evento.

O último álbum de estúdio da banda, “Happy However After”, foi lançado em 2018.

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Memory Remains: Rush – 40 anos de “Grace Under Pressure” e o mergulho profundo nos sintetizadores https://www.headbangersnews.com.br/noticias/memory-remains-rush-40-anos-de-grace-under-pressure-e-o-mergulho-profundo-nos-sintetizadores/ Fri, 12 Apr 2024 11:00:23 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=61770 Há exatos 40 anos, em 12 de abril de 1984, o Rush lançava “Grace Under Pressure“, o álbum de número dez deste que é o maior power-trio da história da música e que é assunto do nosso Memory Remains desta sexta-feira. Vamos desbravar um pouco das histórias deste play. O disco representa o mergulho da […]

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Há exatos 40 anos, em 12 de abril de 1984, o Rush lançava “Grace Under Pressure“, o álbum de número dez deste que é o maior power-trio da história da música e que é assunto do nosso Memory Remains desta sexta-feira. Vamos desbravar um pouco das histórias deste play.

O disco representa o mergulho da banda na sonoridade mais focada nos sintetizadores, em detrimento as guitarras, como nos primeiros álbuns. No entanto, o resultado aqui é bastante satisfatório. Na década de oitenta, as bandas de uma maneira geral aderiram aos sintetizadores e o Rush também navegou nesses mares. Em “Moving Pictures“, o maior clássico da banda, já haviam flertes com outros estilos, como o Reggae. Em “Signals“, o antecessor, os teclados se tornaram os protagonistas e no aniversariante do dia, deu-se a consolidação.

Era a banda mudando e angariando ainda mais fãs. A turnê terminou no meio de 1983 e depois de algumas semanas de descanso, eles se reuniram entre os meses de novembro do mesmo ano e março de 1984, no “Le Studio”, em Quebéc, e desta vez, sem Terry Brown na produção, que acompanhava a banda desde 1975. Para o seu lugar, eles recrutaram Peter Henderson, depois de uma procura intensa por alguém para assumir tal posto. O Rush quase fechou com o produtor Steve Lillywhite, mas este declinou na última hora. Ele ficou famoso por seus trabalhos com o Simple Mind e o U2. Geddy Lee ficou muito irritado com a recusa de Steve e certa vez falou sobre o ocorrido, aspas para ele:

Steve Lillywhite realmente não é um homem de palavra… Depois de concordar em fazer nosso álbum, ele teve uma oferta do Simple Minds, mudou de ideia, nos deixou decepcionado… E então nos colocou em uma posição horrível.”

A arte da capa foi toda criada por Hugh Syme, que já estava com a banda desde 1975. O título do álbum foi inspirado em uma citação do romancista americano vencedor do Prêmio Nobel, Ernest Hemingway. O baterista e letrista, Neil Peart, era um ávido leitor e admirador de Hemingway, e gostou da citação “coragem é graça sob pressão”, pois ele pensava que a citação refletia o clima ambiental das sessões de gravação deste. Então ele apresentou a ideia desta citação ao resto da banda, e eles gostaram o suficiente para chamar o álbum “Grace Under Pressure“.

Como de costume, a banda trabalhava da seguinte maneira na hora de compôr: Geddy Lee e Alex Lifeson escreviam os arranjos, enquanto que Neil Peart ficava com as letras. Assim, o baterista se inspirou em notícias veiculadas no jornal The Globe and Mail, de Toronto, para escrever especificamente três músicas: “Distant Early Warning“, “Red Lenses” e “Between the Wheels“. Esta última, segundo o próprio Neil Peart admitiu, foi criada na primeira noite em que eles estavam reunidos.

Bolacha rolando, temos um álbum bem curto, são apenas 39 minutos e 8 canções. O Rush mergulhou de cabeça completamente nos sintetizadores. Se não agradou completamente aos fãs mais acostumados com a fase mais Progressiva dos anos 1970, agrada pela qualidade das composições. Algumas delas se destacaram e fizeram parte dos shows até o final, como “Red Sector A“, “Distant Early Warning” e “Between the Wheels“.

Grace Under Pressure” foi bem recebido e teve certo sucesso nas paradas, alcançando o 4º lugar no Canadá; no Reino Unido, o aniversariante do dia chegou em 5° e na “Billboard 200“, ficou em 10°, na Finlândia foi o 14°, na Suécia foi o 18°; foi 24° na Europa, 27° nos Países Baixos e 43° na Alemanha. Foi certificado com Disco de Prata no Reino Unido e Disco de Platina nos Estados Unidos e Canadá.

A revista “Guitar World” incluiu o disco na lista: “Novas Sensações: 50 discos icônicos que definem o ano de 1984“. Obviamente, este álbum não está entre os melhores da carreira da banda, mas todo registro deste maravilhoso e inesquecível trio não pode deixar jamais de ser lembrado. Então, vamos celebrar este play e também todo o legado deixado por estes três deste maravilhoso e inesquecível trio não pode deixar jamais de ser lembrado.

Hoje é dia de celebrar os 40 anos deste álbum, escutando-o no volume máximo enquanto aguardamos os rumores de que Geddy Lee e Alex Lifeson possam voltar a se reunir para fazer música novamente. Se será sob o nome Rush, não sabemos, seria maravilhoso. Mas o legado deixado por estes três gênios canadenses deve ser preservado para sempre.

Grace Under Pressure – Rush

Data de lançamamento – 12/04/1984

Gravadora – Mercury

 

Faixas:

01 – Distant Early Warning

02 – Afterimage

03 – Red Sector A

04 – The Enemy Within (Part I of Fear)

05 – The Body Electric

06 – Kid Gloves

07 – Red Lenses

08 – Between the Wheels

 

Formação:

Geddy Lee – baixo/ vocal/ teclados/ sintetizadores

Alex Lifeson – guitarra

Neil Peart – bateria

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Lobão inicia turnê que celebra meio século de carreira com shows históricos no Sul https://www.headbangersnews.com.br/noticias/lobao-inicia-turne-que-celebra-meio-seculo-de-carreira-com-shows-historicos-no-sul/ Wed, 10 Apr 2024 10:00:43 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=61731 O consagrado Lobão iniciou, no último final de semana, a turnê 50 Anos de Vida Bandida, que revisita toda sua carreira com shows extensos, contando com mais de trinta músicas. A primeira data foi realizada em Florianópolis, no John Bull Pub, com casa completamente lotada e público empolgado, cenário repetido na noite seguinte, em Curitiba. No palco […]

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O consagrado Lobão iniciou, no último final de semana, a turnê 50 Anos de Vida Bandida, que revisita toda sua carreira com shows extensos, contando com mais de trinta músicas. A primeira data foi realizada em Florianópolis, no John Bull Pub, com casa completamente lotada e público empolgado, cenário repetido na noite seguinte, em Curitiba.

No palco da Ópera de Arame, Lobão e sua banda, formada por Guto Passos (baixo e vocal) e Armando Cardoso (bateria) apresentaram dezenas de clássicos e sucessos, espalhados por uma prolífica e sólida discografia. Na plateia, jovens e adultos das mais variadas faixas etárias mostravam que o Rock não tem idade. Não a toa, uma jovem menina subiu ao palco para cantar “Vida Bandida” com a banda, em um momento icônico dessa união de gerações que vem celebrando um legado valioso da música Brasileira, forjada a ferro e fogo nessas últimas cinco décadas.

Confira um vídeo publicado nas redes sociais do artista, com cenas do show em Curitiba: https://www.instagram.com/reel/C5gThwwCl4O/

O cenário traçado aqui é apenas o começo de uma turnê histórica, que ainda tem datas marcadas em Goiânia, Brasília, São Paulo, Londrina, Belo Horizonte, Juiz de Fora/MG, Porto Alegre/RS e Campinas/SP. Novas datas serão anunciadas em breve pelo artista e pela produtora Top Link Music.

Confira todas as datas anunciadas até o momento:

12/04 – Goiânia/GO @ Bolshoi Pub – https://www.sympla.com.br/lobao__2316034
13/04 – Brasília/DF @ Toinha Brasil Show – https://www.clubedoingresso.com/evento/lobao-brasilia
26/04 – São Paulo/SP @ Audio – https://www.ticket360.com.br/evento/28433/ingressos-para-lobao-50-anos
27/04 – Londrina/PR @ CK Eventos – https://eventou.com.br/event/Lobao—50-Anos-de-Vida-Bandida—Luiz-Carlini-e-Banda__1954
03/05 – Belo Horizonte/MG @ Mister Rock – https://ingressosfansociety.com.br/comprar/5/lobao-50-anos-de-vida-bandida
04/05 – Juiz de Fora/MG @ Cultural – https://www.uniticket.com.br/
11/05 – Rio de Janeiro/RJ @ Circo Voador – https://www.eventim.com.br/artist/lobao/
18/05 – Porto Alegre/RS @ Prime Rock Brasil – https://www.blueticket.com.br/evento/34609
25/05 – Campinas/SP @ Brasuca – https://multiingressos.com.br/evento/760/Lobo
23/11 – Porto Alegre/RS @ Opinião – https://bileto.sympla.com.br/event/90523/d/237396

Nome essencial para música brasileira, Lobão chega ao meio século de carreira – que resultou em inúmeros clássicos da música brasileira – com a “50 Anos de Vida Bandida“. Sobre o foco na turnê, Lobão comenta: “Além da excelência, buscamos uma assinatura muito característica da nossa banda, com um som contemporâneo. Então, o show terá muita potência e muita versatilidade de som, com um repertório muito grande, extenso, que vai abranger todas as facetas da minha carreira“.

Lobão iniciou a carreira musical nos anos 1970, com Marília Pera, e, aos 17 anos, entrou no Vímana, ao lado de outros gigantes: o astro pop Lulu Santos, o cantor Ritchie e o tecladista Patrick Moraz, que havia integrado o Yes, a maior banda de rock progressivo de todos os tempos. Esteve nos primórdios da Blitz e tocou com a cantora Marina antes de começar uma grandiosa carreira solo, com álbuns de sucesso como Cena de Cinema (1982), Ronaldo Foi pra Guerra (1984) e O Rock Errou (1985), com shows imensos por todo Brasil.

Em 1990, fez show no Hollywood Rock, considerado a melhor apresentação de todo o festival. No decorrer da década, lançou Nostalgia da Modernidade, Noite e A Vida é Doce (1999), que inovou ao ser distribuído por meio de bancas de jornais, enfrentando as grandes gravadoras. Ganhou um Grammy Latino com o ao vivo Acústico MTV. Nessa vida bandida, ousou, confrontou e inovou em diversas maneiras o cenário musical e a indústria que o cerca. Um artista multifacetado e único, que celebra meia década de carreira e não dá quaisquer sinais de que vai parar tão cedo.

Foto ao vivo: Clovis Roman

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Memory Remains: Rush – 50 anos do álbum de estreia e a ajuda de uma DJ para a banda estourar https://www.headbangersnews.com.br/noticias/memory-remains-rush-50-anos-do-album-de-estreia-e-a-ajuda-de-uma-dj-para-a-banda-estourar/ Fri, 01 Mar 2024 12:36:36 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=59664 Há meio século atrás, também conhecido como cinquenta anos, no primeiro dia de março de 1974, coincidentemente, aniversário também da cidade do Rio de Janeiro, o Rush lançava seu primeiro álbum, que é tema do nosso Memory Remains desta sexta-feira. É o único disco da banda que não conta o maior baterista de todos os […]

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Há meio século atrás, também conhecido como cinquenta anos, no primeiro dia de março de 1974, coincidentemente, aniversário também da cidade do Rio de Janeiro, o Rush lançava seu primeiro álbum, que é tema do nosso Memory Remains desta sexta-feira.

É o único disco da banda que não conta o maior baterista de todos os tempos, o saudoso Neil Peart. Ele entraria logo depois do lançamento deste primeiro play, uma vez que o baterista original, John Rutsey se viu obrigado a sair da banda em virtude de sofrer de diabetes e suas condições físicas não suportariam o ritmo das turnês, e faltando uma semana para a banda passar a excursionar, ele saiu. O Rush foi formado em 1968 e apenas o guitarrista Alex Lifeson esteve presente em todas as fases da banda. Seis anos depois, ele estaria acompanhado do já citado John Rutsey e de um certo Geddy Lee.

Assim, o trio adentrou em dois estúdios para a gravação do debut: o Assim, o trio passou por dois estúdios para a gravação do debut: o “Toronto Sound Studios” e “Eastern Sound Studios”, com a própria banda na produção. Eles passaram o verão de 1973 no hemisfério norte (inverno aqui em nossas terras), registrando o álbum de estreia. Eles agendaram as sessões para o período da noite, uma vez que era o horário menos concorrido e os preços eram mais acessíveis. Lembremos que o Rush na época era uma banda iniciante e dinheiro era algo que eles não tinham disponível.

A explicação para a utilização de dois estúdios é de que a banda não havia ficado satisfeita com os resultados obtidos no Eastern Sound Studios e por isso eles migraram para o Toronto Sound Studios, em novembro de 1973. A melhora na qualidade sonora foi bastante significativa e eles contaram com a ajuda do engenheiro de som Terry Brown, que depois viraria o produtor dos álbuns posteriores da banda. Das primeiras sessões, no Eastern Sound Studios, apenas “In The Mood” e “Take a Friend” entraram no álbum.

Bolacha rolando, temos um bom álbum de Hard Rock, cuja sonoridade lembra demais o Led Zeppelin. A música “Working Man” foi a que chamou a atenção logo de cara. Uma estação de rádio em Cleveland, a WMMS, recebeu uma cópia do álbum e Donna Halpern, uma DJ da estação, passou a tocar a música com certa regularidade. Cópias do álbum foram importadas para a cidade de Cleveland e se esgotaram na velocidade da luz. O curioso é que os ouvintes da rádio ligavam para perguntar da “nova música do Led Zeppelin”.

Outras músicas também merecem destaque, como “Finding my Way” e a já citada “In the Mood“, estas duas, juntamente com o primeiro hit “Working Man“, estavam sempre presentes nos shows da banda, até bem perto do final. O play tem no total 8 músicas e 40 minutos de duração. De tão agradável, que a gente só quer apertar o botão “repeat” e ouvir novamente.

As músicas “Finding my Way” e “Working Man” estiveram na trilha sonora do filme “I Think We’re Alone Now“, de 2018 e que no Brasil ganhou o título “Agora Estamos Sozinhos”. O filme foi dirigido e escrito por Reed Morano e Mike Makowsky e estrelado pelos atores Peter Dinklage e Elle Fanning.

O álbum foi relançado em julho de 1974 pela Mercury e ganhou uma remasterização mais caprichada, que é essa versão que temos acessível nas plataformas de streaming. A partir desta prensagem pela nova gravadora, a banda passou a deixar um recado para a DJ Donna Halper, que foi quem deu o empurrãozinho para que o Rush se tornasse o maior Power-trio da história da música: “Um agradecimento especial a Donna Halper por dar o pontapé inicial”.

Se na época do lançamento, o álbum foi muito bem recebido, anos mais tarde, ele recebeu críticas não muito favoráveis, muito porque, segundo alguns críticos, a banda lançou discos ainda melhores. E sob essa ótica, eles não estão errados, pois vejamos o que o Rush lançou nos anos posteriores: “Fly by Night“, “Hemispheres“, “Permanent Waves“, “Moving Pictures“, “Presto“, “Test for Echo“, entre tantos outros. Talvez o período menos inspirado do Rush tenha sido nos anos 1980, quando eles abusaram dos sintetizadores, mas mesmo assim, jamais lançaram um disco ruim.

Nos charts, participação bem discreta, afinal, a banda ainda era uma completa desconhecida para o resto do mundo, portanto, eles se limitaram a 86ª posição no Canadá, mas entraram na “Billboard 200“, na posição de número 105. O álbum ainda foi certificado com Disco de Ouro em ambos os países: no Canadá, vendeu 50 mil cópias, enquanto que nos Estados Unidos, vendeu 500 mil.

Enfim, era só o começo e a banda iria crescer mais e mais. Infelizmente não temos mais a lenda Neil Peart entre nós, mas temos alguma chance de ter Geddy Lee e Alex Lifeson tocando juntos mais uma vez. Se será sob o nome Rush, não sabemos, seria lindo se isso acontecesse. Hoje é dia de celebrar a pedra fundamental desta banda maravilhosa. Vamos escutar o mais novo cinquentão do Rock no volume máximo porque o Rush merece. Para nossa sorte, vivemos na mesma época que estes três monstros do Rock.

Rush – Rush

Data de lançamento – 01/03/1974

Gravadora – Moon Records

 

Faixas:

01 – Finding My Way

02 – Need Some Love

03 – Take a Friend

04 – Here Again

05 – What You’re Doing

06 – In the Mood

07 – Before and After

08 – Working Man

 

Formação:

Geddy Lee – vocal/ baixo

Alex Lifeson -guitarra

John Rutsey – bateria

 

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Memory Remains: Rush – 45 anos de “Hemispheres” uma viagem no Rock Progressivo https://www.headbangersnews.com.br/noticias/memory-remains-rush-45-anos-de-hemispheres-uma-viagem-no-rock-progressivo/ Sun, 29 Oct 2023 13:00:14 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=53742 Há 45 anos, em 29 de outubro de 1978, o Rush lançava “Hemispheres“, o 6° disco da carreira do maior Power-Trio da história da música. E o Memory Remains deste domingo vai dar atenção especial a essa clássico do Rock Progressivo dos anos 1970. Vamos te contar um pouco da história deste play, venha conosco. […]

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Há 45 anos, em 29 de outubro de 1978, o Rush lançava “Hemispheres“, o 6° disco da carreira do maior Power-Trio da história da música. E o Memory Remains deste domingo vai dar atenção especial a essa clássico do Rock Progressivo dos anos 1970. Vamos te contar um pouco da história deste play, venha conosco.

Em maio de 1978, o trio encerrou sua turnê de 9 meses que passou por Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, para a divulgação do álbum anterior, que tinha em “Closer to the Heart” o seu grande hit, que alcançou a 36ª posição na categoria de singles do chart britânico. Após um breve período de pausa, eles se reuniram para o processo de composição e gravação do novo play. Eles se reuniram no “Rockfield Studios”, no País de Gales, com o companheiro de longa data, Terry Brown assinando a produção. A escolha por um estúdio no Reino Unido, segundo Geddy Lee, foi uma opção natural, uma vez que ele afirmou também que a banda foi influenciada por bandas britânicas. Banda e produtor ficaram trancafiados no estúdio entre junho e julho de 1978, até então, o maior período que a banda ficou gravando.O estúdio é o mesmo onde uma banda brasileira iria gravar o disco que mudaria seu destino. Claro que estamos falando do Sepultura e mais óbvio ainda que o álbum em questão é o “Chaos A.D.”, que completou 30 anos recentemente. Após o término do gravação, os músicos tiraram seis semanas de férias. Neil Peart certa vez lembrou que todos estavam exaustos ao final do processo. Geddy Lee, por sua vez, afirmou que toda a banda subestimou o nível de superação que almejavam. Bom, vamos dissertar sobre o aniversariante do dia.

Botando a bolacha para rolar… São apenas 4 canções, que fazem com que o disco mais se pareça com um EP do que propriamente um full- lenght. A faixa número 1, “Cygnus X-1 (Book II: Hemispheres)” tem 18 minutos e é subdividida em seis partes. A sonoridade é bastante crua, porém, com a técnica que conhecemos do Rush. No vinil, ela ocupa toda a extensão do lado A, portanto se você está ouvindo a velha bolacha grande, é hora de virar o lado para prosseguir com a audição.

Circumstances“, a faixa número dois é bem menor que a anterior e também a mais curta do play, com menos de 4 minutos e traz a mesma vibe que a banda usou no álbum “Fly by Night“. Ou seja, é uma música que por si só já nos dá a garantia de que ela é boa o suficiente, pois estamos falando de Rush. “The Trees” é uma das músicas mais versáteis de toda a carreira dos canadenses e também pertence ao rol das clássicas do grupo, vez por outra estava presente nas apresentações ao vivo. Ela começa com o dedilhado de violão de Lifeson e a voz de Lee, até que Peart entre em cena e as guitarras elétricas tomam o protagonismo e o nosso baterista insere viradas espetaculares, dando à música o seu clima único. Perfeita.

O play já está chegando ao final, mas não sem antes mais um clássico para nos dar ainda mais prazer em escutar o disco: “La Villa Strangiato (An Exercise in Self-Indulgence)“. Com seus nove minutos de extensão e dividida em doze partes, ela é inteiramente instrumental e nos leva a uma viagem fantástica, seja nas partes mais pesadas ou nas mais psicodélicas. São 36 minutos, duração de disco de Punk Rock, mas é a nata do Rock Progressivo nos brindando com o melhor do que uma banda extremamente técnica pode nos apresentar. “Hemispheres” foi super aclamado pela crítica e é reconhecido como um dos melhores discos de Rock Progressivo dos anos 1970.

Para divulgar o play, a banda saiu em turnê que contemplou Canadá, Estados Unidos e Europa, que tiveram início em outubro de 1978 e se findaram em junho de 1979. Uma das apresentações, no festival Pinkpop, foi gravada e lançada na edição de 40 anos de “Hemispheres“, em 2018, como CD bônus, sendo essa um dos vários relançamentos do álbum ao longo da história. “Hemispheres” foi certificado com Disco de Prata no Reino Unido e Platina nos Estados Unidos e Canadá. Nos charts, 14° no Canadá e no Reino Unido, 47° na “Billboard 200” e 178° na Holanda. São bons números tendo em conta que se trata de um álbum de Rock Progressivo e com músicas mais longas do que o normal. Mais do que isso, o álbum é um março dessa banda que não lançou nenhum disco ruim durante seus quase cinquenta anos de duração.

A capa é assinada pelo artista Hugh Syme e a figura, que consiste em um homem do lado esquerdo de um cérebro humano, olhando para um outro homem nu em posição de balé, é inspirada na pintura “The Son of Man“, de René Magritte. A ideia foi de Neil Peart, que refletia sobre os lados direito e esquerdo, além das partes apolínea e dionisíaca do cérebro. Syme pegou o cérebro emprestado da faculdade de Medicina de Toronto para fotografar e depois construir a imagem final da capa.

Enfim, um ótimo álbum lançado por esta que certamente foi a maior banda de Progressivo que já passou pelo mundo e hoje é dia de celebrar não só o disco, mas tudo que estes três gênios, Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart fizeram. O Rush deveria ser ensinado mas escolas. E a gente faz o que pode para manter vivo esse rico legado.

Hemispheres – Rush

Data de lançamento – 29/10/1978

Gravadora – Anthem

 

Faixas:

01 – Cygnus X-1 (Book II: Hemispheres)

02 – Circumstances

03 – The Trees

04 – La Vila Strangiato (An Exercise in Self- Indulgence)

 

Formação:

Geddy Lee – vocal/ baixo/ sintetizadores

Alex Lifeson – guitarra

Neil Peart – bateria/ percussão

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Memory Remains: Pink Floyd – 48 anos de “Wish You Were Here” e o (re)encontro com Syd Barrett https://www.headbangersnews.com.br/noticias/memory-remains-pink-floyd-48-anos-de-wish-you-were-here-e-o-reencontro-com-syd-barrett/ Tue, 12 Sep 2023 15:00:07 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=50861 Há 48 anos, em 12 de setembro de 1975, o Pink Floyd lançava “Wish You Were Here“, o álbum de número nove desta que é considerada por muitos como a maior banda de Rock Progressivo da história e que é tema do nosso Memory Remains desta terça-feira. Venha conosco desbravar um pouco das histórias deste […]

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Há 48 anos, em 12 de setembro de 1975, o Pink Floyd lançava “Wish You Were Here“, o álbum de número nove desta que é considerada por muitos como a maior banda de Rock Progressivo da história e que é tema do nosso Memory Remains desta terça-feira. Venha conosco desbravar um pouco das histórias deste precioso álbum.

Dois anos após o lançamento do cultuado “The Dark Side of the Moon“, que completou 50 anos em 2023 e falamos dele também, você pode ler nossa ode a este play, clicando AQUI. O Pink Floyd não mantinha uma boa relação com a imprensa, tudo por conta de algumas resenhas não muito favoráveis que a banda havia recebido. E enquanto fazia shows pela Europa, a banda ia compondo os temas contidos aqui. “Shine on You Crazy Diamond“, inclusive, chegou a ser executada em alguns shows antes de eles começarem a gravar.

Wish You Were Here” foi o segundo álbum conceitual produzido pela banda. Escrita totalmente por Roger Waters, a obra começou a ganhar corpo a partir do momento que ele dividiu a música “Shine on You Crazy Diamond” em duas partes, unindo-as por mais três canções. Aliás, a peça principal do álbum é uma ode ao ex-integrante Syd Barrett, que resolveu fazer uma visita ao estúdio no exato momento em que eles gravavam essa música. O fato tornou se ainda mais curioso pelo fato de que Syd não foi reconhecido em um primeiro momento, tudo por conta de sua aparência física, com um ganho de peso considerável, bastante diferente de seus tempos de Pink Floyd. Certa vez, Roger Waters falou sobre a visita de Syd ao estúdio e de tudo que ele significa para a existência do Pink Floyd. Aspas para Waters:

Eu estou muito triste pelo Syd. É claro que ele foi importante e a banda não teria nem existido sem ele, porque era ele quem escrevia todo o material. Não teria acontecido sem ele, mas, por outro lado, não tinha como continuar com ele. “Shine On You Crazy Diamond” não é realmente sobre Syd — ele é só um símbolo para todos os extremos de ausência que algumas pessoas têm de passar porque é o único jeito com que elas podem lidar com o quão triste isso é […] Eu achei terrivelmente triste.”

O quarteto esteve reunido entre os meses de janeiro e julho de 1975, no icônico Abbey Road, em Londres. A própria banda produziu a bolacha, que na época foi lançada em LP. São 5 faixas em 44 minutos, e embora seja um álbum conceitual, as letras não giram em torno de um único tema. Aqui, Waters trafegou pelos problemas da indústria musical, além da falta que ele sentia de Syd Barrett, que talvez seja mais explícita na própria faixa título, um clássico não só da banda, mas também do próprio Rock setentista. Não foi fácil a banda se encontrar durante a gravação do aniversariante do dia, tudo porque os membros estavam exaustos devido ao sucesso e à exposição que a banda ficou, se apresentando por inúmeras vezes, fruto do sucesso de “The Dark Side of the Moon“. Mas eles conseguiram. As sessões de gravações foram interrompidas duas vezes, ambas para a realização de shows nos Estados Unidos, em abril e junho daquele ano de 1975.

O álbum foi um grande sucesso de crítica e de vendas. O boom foi tanto que a EMI não conseguiu dar conta de atender a demanda dos fãs em busca do álbum. A insatisfação da banda com a distribuição da bolacha nos Estados Unidos foi tanta que eles optaram por escolher a Columbia como distribuidora das cópias. O álbum alcançou o topo das paradas na Austrália, Finlândia, Países Baixos, Itália, Nova Zelândia, Espanha, Reino Unido e na “Billboard 200”, ficou em 2° na Noruega e na Áustria, 6° na Alemanha, além do 14° lugar no Canadá e Suécia. “Wish You Were Here” foi certificado com Disco de Ouro na Argentina e Grécia; Platina na Polônia, Espanha e Alemanha; Duplo Platina no Reino Unido e, veja só, caro leitor, no Brasil! Triplo Platina na Itália e Canadá; Quatro vezes Platina, Seis vezes Platina nos Estados Unidos, sete na Austrália e Disco de Diamante na França.

A revista Rolling Stone, em sua lista dos 500 Melhores Álbuns de Sempre, colocou o nosso aniversariante do dia na posição de número 209. No ano de 2000, os leitores da revista Q colocaram o álbum na 43ª posição entre os melhores álbuns de todos os tempos. Em 2007, os ouvintes da rádio alemã WDR, elegeram o álbum como o melhor de todos os tempos. A Pitchfork Media também compilou os cem melhores álbuns da década de 1970 e colocou o álbum na 38ª posição. Por fim, a IGN, colocou o álbum na 8ª posição em sua lista dos melhores álbuns de Rock Clássico.

Wish You Were Here” é um álbum a frente do seu tempo. E hoje ainda é bastante representativo e capaz de influenciar. O Pink Floyd não está mais em atividades, uma grande pena, mas temos o autor do nosso homenageado do dia, Roger Waters, fazendo turnês. Mês que vem ele estará pelo Brasil e seus últimos shows têm três das cinco músicas deste play incluídas no repertório, às exceções são a primeira parte de “Shine on You Crazy Diamond” e “Welcome to the Machine”. Hoje é dia de celebrar essa obra prima do Rock Progressivo.

Wish You Were Here – Pink Floyd

Data de lançamento – 12/09/1975

Gravadoras – EMI/ Columbia 

 

Faixas:

01 – Shine on You Crazy Diamond (Parts I-V)

02 – Welcome to the Machine

03 – Have a Cigar

04 – Wish You Were Here

05 – Shine on You Crazy Diamond (Parts V-IX)

 

Formação:

Roger Waters – baixo/ vocal/ guitarra

David Gilmour – vocal/ guitarra/ guitarra havaiana/ teclados

Richard Wright – teclados/ clavinete/ backing vocal

Nick Mason – bateria/ percussão

 

Participações especiais:

Dick Parry — saxofone em “Shine On You Crazy Diamond

Roy Harper — vocais em “Have a Cigar

Venetta Fields – backing vocal

Carlena Williams — backing vocal

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Memory Remains: Rush – 46 anos de “A Farewell to Kings” e o rock progressivo se destacando em meio ao punk rock https://www.headbangersnews.com.br/noticias/memory-remains-rush-46-anos-de-a-farewell-to-kings-e-o-rock-progressivo-se-destacando-em-meio-ao-punk-rock/ Fri, 01 Sep 2023 12:00:06 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=50509 Há 46 anos, no primeiro dia de setembro de 1977, o Rush lançava “A Farewell to Kings”, o quinto disco deste que é o maior power-trio da história da música e tema do nosso Memory Remains desta sexta-feira. Venha conosco saber um pouco mais da história deste play. Após o sucesso comercial e da crítica […]

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Há 46 anos, no primeiro dia de setembro de 1977, o Rush lançava “A Farewell to Kings”, o quinto disco deste que é o maior power-trio da história da música e tema do nosso Memory Remains desta sexta-feira. Venha conosco saber um pouco mais da história deste play.

Após o sucesso comercial e da crítica para o álbum antecessor, o clássico “2112“, o trio havia caído na estrada e o resultado foi a gravação do primeiro disco ao vivo, “All the World is a Stage“. Ao concluir a tour, que durou 16 meses, eles decidiram não parar para férias e logo se reuniram para escrever novo material e tomaram duas decisões até então inéditas: a primeira foi a de sair de Toronto para gravar um novo disco e a segunda foi o fato de os membros utilizarem novos instrumentos, como por exemplo Geddy Lee tocou uma viola de doze cordas, Alex Lifeson usou sintetizadores e Neil Peart tocou até mesmo triângulo. O baterista lembrou das inclusões de novos instrumentos na gravação:

Nós tivemos um ano e meio entre discos de estúdio, um hiato criativo muito bem vindo, e uma chance para nós três nos concentrarmos em nossos instrumentos individuais assim como aprender novos para manter o crescimento musical. Alex adotou uma guitarra dupla, e um pedal sintetizador de baixo; Geddy também um instrumento duplo combinando guitarra e baixo, assim como o pedal sintetizador de baixo e um mini Moog; enquanto eu comecei a me arriscar em teclados de percussão como sinos tubulares, glockenspiel e vários dispositivos de percussão aqui e ali.”

Assim sendo, banda e o produtor Terry Brown rumaram para o País de Gales, onde se reuniram no Rockfield, por onde ficaram durante o mês de junho de 1977. Neil Peart escreveu tempos depois que a atmosfera suave no estúdio criou um ambiente produtivo para que eles trabalhassem, fato que proporcionou a gravação ao ar livre. Após três semanas de gravação, a banda rumou para Londres, onde ficaram por mais duas semanas fazendo a mixagem no Advision Studios. Geddy Lee falou certa vez sobre a experiência de gravar no renomado estúdio:

Ficamos muito felizes com o som que conseguimos para ‘Kings’, também tem muito a oferecer… Rockfield é tão bom se você quiser experimentar – você sabe, você pode sair para gravar, usar sua estranha sala de eco … esse é o tipo de ambiente que gostamos…”

Neil Peart afirmou que para o aniversariante do dia, a banda resolveu escrever novas músicas onde eles pudessem apresentar novos instrumentos. Assim sendo, para executar as músicas de “A Farewell to Kings“, Geddy Lee passou a usar no palco um baixo de dois braços, um Rickenbacker 4080, além dos já citados sintetizadores utilizados por Lifeson e os instrumentos de percussão utilizados por Neil Peart. Pouco antes de atravessar o Atlântico para gravar, a banda fez uma pequena turnê, onde eles apresentaram a música “Xanadu”.

Em uma entrevista no ano de 2017, Geddy Lee lembrou como “A Farewell to Kings” o ajudou em seu desenvolvimento musical. Aspas para o multiinstrumentista.

Aprendi muito, estava aprendendo muito. Sempre fui desafiado e muito estimulado e o resultado final foi A Farewell to Kings , então acho que foi um disco fundamental nesse sentido.”

A arte do álbum é assinada pelo artista Hugh Syme, colaborador de longa data do Rush e traz uma fotografia de um local de demolição na cidade de Buffalo, com o Harbour Castle Hotel, de Toronto, ao fundo, tendo ainda uma espécie de “marionete grotesca”, que tem correlação com algumas faixas contidas no álbum.

Vamos passear pelas faixas do álbum, que é bem curtinho e abre com a faixa título, que começa com boas harmonias tocadas no violão e vai crescendo, se tornando um baita Rock Progressivo, tendo destaque para as belas linhas de baixo tocadas por Geddy Lee. A seguir, temos “Xanadu“, uma das músicas mais famosas do Rush. Uma epopéia com 11 minutos de duração, dos quais quase metade deles se resumem a introdução. Com diversas passagens diferentes, essa mostra o quão espetacular são estes três músicos, como eles conseguem essa sonoridade tão assustadora. E em alguns pontos a gente pode perceber como gente do gabarito de um Dream Theater se inspirou com essa música tão fantástica.

Em duas músicas se foi mais da metade do tempo total do álbum e se você está no vinil, é hora de virar o lado da bolacha, que abre com a bela “Closer to the Heart“, a qual podemos chamar de balada. Trazendo ótimas harmonias, ela é particularmente uma das minhas favoritas de sempre do Rush. E uma curiosidade: eles não tinham o costume de tocá-la nos shows, embora ela esteja presente no ao vivo “A Show of Hands” (1989), mas quando eles vieram ao Brasil pela primeira vez, a incluíram no setlist, pois foram informados de que a canção é muito popular entre os fãs tupiniquins. Genial isso.

Cinderella Man” é a faixa que dá sequência ao play e ela é um meio termo entre as faixas anteriores. Não é tão densa quanto as duas primeiras, mas não chega a ser uma balada como a música que a antecede. Tem boas melodias e preza pela simplicidade. E de novo brilha a estrela de Geddy Lee, durante o solo de Alex Lifeson. O cara é um gênio das quatro cordas. “Madrigal” é outra canção bem curtinha, aliás, a mais curta de todo o álbum e aqui eles conseguem traduzir todo o ambiente dos campos de Rockfield. Você escuta e se imagina ali observando o ambiente bucólico de uma fazenda.

As vozes de Terry Brown anunciam a chegada da faixa “Cygnus X-1“, que tem mais de dez minutos, cinco deles dedicados a introdução que tem viradas excelentes de Neil Peart e riffs bluesy por Alex Lifeson e eles vão mudando constantemente o andamento da música durante a extensão. Na parte final, os sintetizadores falam bem alto e proporcionam um épico duelo com bateria, guitarra e baixo, onde fica quase impossível escolher sobre qual instrumento tem maior destaque. Um belo final.

São 37 minutos que passam como um raio e aquele gostinho de quero mais. As músicas são muito agradáveis e nem mesmo as duas músicas que têm mais de dez minutos soam maçantes ou cansativas. Se a banda não superou o que foi apresentado em “2112“, eles seguiram apresentando um belo trabalho, com o selo de qualidade do Rush. Eles não lançaram um disco ruim sequer em mais de seus 40 anos de carreira. “A Farewell to Kings” recebeu boas críticas da imprensa especializada e a gravadora trabalhou bastante no marketing do disco no Reino Unido para que a banda se tornasse mais popular por lá.

Em uma época onde o Punk Rock era uma tendência em alta. A cena londrina brilhava através de bandas como Sex Pistols e The Clash e do outro lado do Atlântico, emergia a cena punk novaiorquina, tendo no Ramones o seu maior expoente. O Rock Progressivo era considerado cafona, mas o trio canadense não se importou com as tendências, a aposta foi alta e o resultado não poderia ter sido melhor.

Ao final de agosto daquele 1977, o trio saiu em turnê para divulgar o álbum que estava para ser lançado. A agenda se estendeu até junho de 1978 e teve uma apresentação com ingressos sold-out no Exhibition Stadium, em Toronto, onde mais de 22 mil pessoas testemunharam tal apresentação. No final de 1977, a banda anunciou apresentações para o ano seguinte, no Reino Unido, cujos ingressos se esgotaram rapidamente também.

A Farewell to Kings” teve bom desempenho nos charts: 11° no Canadá, 22° no Reino Unido, 33° na “Billboard 200“, 41° na Suécia e 150° na Holanda. Foi certificado com Disco de Ouro no Reino Unido e Platina no Canadá e nos Estados Unidos. Foi um dos três álbuns do Rush certificados pela RIAA (Recording Industry Association of America – a entidade que premia as bandas de acordo com as vendas de cada álbum). Os outros dois foram exatamente os antecessores “2112” e “All the World is a Stage“.

O álbum foi relançado em 4 oportunidades: em 1986, quando saiu em CD (uma novidade na época) e em cassete; depois em 1997 em CD; em 2015 foi lançado em vinil e em Blu-ray e por fim em 2017 foi lançada uma versão comemorativa dos 40 anos em CD.

Hoje é dia de celebrarmos essa dádiva que é “A Farewell to Kings“. Não temos mais o Rush na atividade, que se aposentou quando Neil Peart teve sua saúde debilitada. Muitos fãs não entenderam, pois os músicos respeitaram a privacidade de Peart, que era um sujeito muito reservado e a história só veio a tona depois do falecimento deste monstro sagrado, o maior baterista da história da música. Então nossa missão é colaborar para preservar esse lindo legado deixado por estes três rapazes de Toronto. Quem os viu ao vivo colo este que vos escreve, pode se considerar um afortunado.

A Farewell to Kings – Rush

Data de lançamento – 01/09/1977

Gravadora – Mercury

 

Faixas:

01 – A Farewell to Kings

02 – Xanadu

03 – Closer to the Heart

04 – Cinderella Man 

05 – Madrigal

06 – Cygnus X-1

 

Formação:

Geddy Lee – baixo/ vocal/ viola de doze cordas/ sintetizadores

Alex Lifeson – guitarra/ violão/ sintetizadores

Neil Peart – bateria/ percussão/ sinos/ triângulo

 

Participação especial:

Terry Brown – voz na faixa “Cygnus X-1

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23:13 lança Carmela, single da trilha sonora de um filme que ainda não foi feito https://www.headbangersnews.com.br/noticias/2313-lanca-carmela-single-da-trilha-sonora-de-um-filme-que-ainda-nao-foi-feito/ Fri, 23 Jun 2023 21:41:15 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=47203 O projeto 23:13, formado por Fernando Vellozo (piano) e Rodrigo Saldanha (bateria), nomes conhecidos na música independente pelos respectivos trabalhos com o Huey e Bufo Borealis, estreia com o single Carmella, a primeira peça da trilha sonora de um filme que ainda não foi feito, que culminará no disco ‘Contos do Reverso’. Ouça Carmela aqui: https://tratore.ffm.to/23treze. Com uma melodia simples, direta e com […]

O post 23:13 lança Carmela, single da trilha sonora de um filme que ainda não foi feito apareceu primeiro em Headbangers News.

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O projeto 23:13, formado por Fernando Vellozo (piano) e Rodrigo Saldanha (bateria), nomes conhecidos na música independente pelos respectivos trabalhos com o Huey Bufo Borealis, estreia com o single Carmella, a primeira peça da trilha sonora de um filme que ainda não foi feito, que culminará no disco ‘Contos do Reverso’.

Ouça Carmela aqui: https://tratore.ffm.to/23treze.

Com uma melodia simples, direta e com momentos tensos, Carmella propõe uma reflexão sobre a intensidade desnecessária da vida moderna. E funciona também como cartão de visitas do duo instrumental paulista, que em todas as faixas de ‘Contos do Reverso’ transitará entre momentos intimistas, climas tensos, melodias expansivas, peso e suavidade.

Existe um contexto por trás de Carmella: é o nome de uma cadelinha muito simpática, que amava viver cada segundo desta vida, mas que nos deixou muito cedo. É uma homenagem a todos os seres vivos deste planeta, exceto o ser humano. É um agradecimento à simplicidade que eles nos ensinam todos os dias, mas que seguimos não aprendendo.

Sobre a sonoridade, o 23:13, como começa a mostrar em Carmela, transitam pelo rock (e gêneros como progressivo e metal), música latina, jazz e funk.

Contos do Reverso, o álbum de estreia do 23:13, que será lançado em Julho de 2023.

O disco do 23:13 foi gravado de forma independente no estúdio Fuego, em São Paulo. A mixagem e masterização ficaram a cargo de David Menezes, que já trabalhou com bandas importantes como Ratos de Porão, O Inimigo, entre outras.

23:13, a origem

O 23:13, contam Vellozo e Saldanha, tem referência da sonoridade apresentada pela banda japonesa Mouse on The Keys quando tocavam com dois pianos e uma bateria, por volta do ano de 2014.

Mas 23:13 vai, claro, além. Musicalmente, é uma catarse de bandas e artistas que o duo ouviu e ainda ouve. De Black Sabbath a The Clash, passando por The Police, Paul McCartney, Bob Marley, Primus, Nina Simone, Fiona Apple e mais alguns ingredientes.

Nomes como John Carpenter, Ennio Morricone e Philip Glass também temperam essa salada.

O duo também comenta sobre o caráter lúdico do 23:13:

“Somos uma banda instrumental, as letras estão na imaginação das pessoas. Entregamos melodias, climas e camadas que ativam sentimentos individuais”.

Acompanhe o 23:13 no instagram: www.instagram.com/23_treze e também no bandcamp: https://2313.bandcamp.com/track/carmella.

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