Resenhas

The Agony And Ecstasy Of Watain

Watain

8.9

O Watain chega ao seu sétimo álbum de estúdio, lançado no Brasil via a parceria Shinigami Records/Nuclear Blast, com uma agressividade descomunal, assim como peso e poder indescritíveis.

“The Agony And Ecstasy Of Watain” é um álbum tradicional de black metal, com algo a mais. Não há detrimento nenhum nisso, pois é um dos subgêneros que mais gosto no metal.

Temos aqui uma pitada de riffs cortantes como o frio do Norte da Europa, blastbeats e o vocal animalesco Erik Danielsson. Que fala justamente deste álbum numa entrevista coletiva na qual o site Headbangers News participou.

Com exceção das faixas ‘Serimosa’ e ‘We Remain’, onde a cadência das músicas me parecem desaceleradas propositalmente para dar um contraponto às faixas mais ríspidas, funcionando como uma espécie de “respiro” para o ouvinte.
Aliás, quero ressaltar a maravilhosa performance de Farida Lemouchi. A cantora dá um sopro de dramaticidade à faixa ‘We Remain’ em contraponto aos grunhidos de Danielsson. Isso torna a canção muito mais sombria e com uma atmosfera gótica.

Digo ao fã mais “purista”, fique tranquilo, posso afirmar que o resto do álbum trás rajadas de velocidade insanas e uma marca de extrema escuridão sonora.

O que vem à minha cabeça nestas faixas mais agressivas são referências como Darkthrone, Immortal, Emperor e Saytricon. Tudo junto e misturado numa colcha de retalhos de influências bem torneadas e com um polimento mais moderno e bem mixado (fugindo um pouco das armadilhas da baixa fidelidade sonora). Mas este quebra-cabeças musical ainda assim soa coeso e pra ser bem justo, prova o quão habilidosos são os integrantes do Watain.

Este é um álbum denso, mais ao mesmo tempo mostra-se envolvente contrapondo vocais etéreos, melodias sinuosas e a sonoridade estrondosa própria do black metal mais “raiz”.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Headbangers News e é de responsabilidade de seu autor.