A banda colombiana Primal Sinner apresenta seu mais recente lançamento buscando ilustrar o processo de produção de um projeto com apelo grandioso e cinematográfico. Nesta sexta-feira, 24 de abril, estreia no YouTube o vídeo “SCLAVUS I — Recording Sessions” mostrando o processo de produção que deu vida à faixa e ao novo álbum ‘DRAMA’, que será lançado no próximo semestre.
Com participação de coro, orquestra, banda completa e até atuação, o lançamento traduz a proposta de levar o espírito do cinema para dentro do rock, destacando cada detalhe da construção sonora e visual. “SCLAVUS I — Recording Sessions” promete apresentar uma experiência imersiva que vai além da música.
“SCLAVUS” é o segundo single de seu próximo álbum, mixado pelo renomado produtor de metal Jens Bogren (Sepultura, Opeth, Angra), e masterizado por Bob Katz (vencedor de vários prêmios Grammy). O projeto marca a continuidade da trajetória iniciada com “Oedipus” e representa o passo mais ousado da banda na construção de seu próprio universo sônico e conceitual, batizado pelos próprios artistas como Dramatic Metal Rock.
A faixa é uma obra conceitual construída como um poema sinfônico em 2 movimentos, duas faixas que exploram o conceito de escravidão e liberdade como experiências inseparáveis da condição humana. Apresenta instrumentação única, mesclando sons acústicos, elétricos e eletrônicos, juntamente com arranjos sinfônicos e corais executados e gravados pela Budapest Scoring na Hungria. A inclusão do renomado dublador Brian Stivale (Marvel, DC, Angel Studios) é outra peça do puzzle para um projeto que busca drama e qualidade cinematográfica.
Em vez de contar uma história linear, SCLAVUS leva o ouvinte a um mundo kafkiano e circular, onde a escravidão se expande a uma escala cósmica e universal.
Aqui, a humanidade aparece historicamente subjugada por anéis de opressão que se replicam infinitamente, desdobrando-se como uma geometria fractal sem escapatória.

Inspirando-se na linguagem cinematográfica, na orquestração clássica e na música extrema, DRÂMA dissolve as fronteiras entre canção, partitura e narrativa
“Em vez de recorrer à orquestração digital —a escolha mais comum e prática— decidimos que os momentos orquestrais-chave em SCLAVUS precisavam ser executados por músicos reais. Essa decisão nos levou através do Atlântico até a Budapest Scoring Orchestra, onde nossa música foi gravada por uma orquestra completa em uma sessão assistida remotamente. Ouvir nossas composições ganharem vida através de músicos clássicos em uma das capitais históricas da música na Europa foi uma experiência única —e um sonho antigo finalmente realizado.”
O guitarrista e compositor também cita experiências em relação a complexidade do projeto:
“O coro em SCLAVUS foi originalmente concebido como um conjunto de 32 vozes. Quando o tempo e a logística tornaram isso impossível, recorremos a uma técnica clássica de estúdio chamada overdubbing. Um octeto misto gravou as mesmas partes corais quatro vezes, criando a ilusão sonora de um coro completo de 32 vozes —prova de que, às vezes, a criatividade em estúdio transforma limitações em força”, comenta Fabian Tejada.
Além do contexto lírico, o grupo também assina referências cinematográficas, sobre as quais a banda comenta:
“As influências por trás de SCLAVUS estão claramente divididas em seus dois movimentos. Para a primeira parte, fomos profundamente inspirados pela visão dramática e narrativa encontrada na obra de Hans Zimmer, particularmente através da linguagem cinematográfica presente nos filmes de Christopher Nolan. Esta abordagem nos ajudou a enquadrar a peça de uma forma mais narrativa e atmosférica, misturando storytelling cinematográfico com elementos de doom metal para transmitir peso, tensão e força sombria.”
Fabian completa: “Cenas da temporada final de Game of Thrones, juntamente com filmes e séries como Gladiador, Spartacus e O Senhor dos Anéis, ajudaram a moldar o tom dramático, a escala e o caráter audiovisual da obra —para citar apenas alguns fundamental para o segundo movimento do díptico.”
OUÇA “SCLAVUS” AQUI: https://too.fm/opw9j8r
Primal Sinner é uma banda colombiana de metal fundada pelos irmãos Fabian e Jhon Tejada, que, a partir dos princípios e técnicas criativas da música clássica, se esforçam para encontrar uma forma artístico-dramática de fazer música pesada que a indústria do entretenimento possa elevar à categoria de arte.
O nome “Primal Sinner” é um símbolo do ser humano em seu estado primordial: aquele que, ao se separar da Unidade Original, passa a existir em um estado irreversível de divisão, conflito e incompletude. Incapaz de compreender totalmente como viver ou morrer, ele busca reconciliar sua dissonância existencial tentando reintegrar-se ao Absoluto – algo apenas momentaneamente alcançado em experiências de unidade, como a arte.
Com uma forte base humanista e conceitual, o grupo estreou em 2019 com o álbum ‘Dying Like the Sun in the West’. Esta produção buscou padrões internacionais e contou com a colaboração do produtor sueco Jens Bogren e do engenheiro de masterização americano Bob Katz.
Desde a sua formação, a banda acumulou uma experiência significativa, realizando duas tours na Colômbia (2022 e 2024) e dividindo o palco com ícones da cena local (como Kraken, Nepenthes, Gaias Pendulum e Masacre), bem como artistas internacionais de peso, como Stratovarius, Therion e Fabio Lione.
Após o lançamento de um EP audiovisual acústico, o Primal Sinner inicia 2026 com o lançamento de seu novo álbum, ‘DRÂMA’. A nova obra está construída sobre uma tríade estética de força, beleza e poética, apresentando um desenvolvimento temático inspirado na música clássica no cinema e teatro.
‘DRÂMA’ visa proporcionar ao ouvinte uma experiência cinematográfica profunda e acessível, abordando narrativas densas sem perder o impacto emocional. Para promover o álbum, a banda organizou uma experiência ao vivo inovadora e inédita na cena metal colombiana: uma listening party na Cúpula do Planetário YAWA, na cidade de Cali, em 21 de fevereiro, onde música, espaço e visuais imersivos convergiram. Esta apresentação marcou o início de um lançamento digital progressivo, com as faixas do álbum sendo reveladas mensalmente.

Genero: Metal/Rock (Dramatic Metal / Progressive Rock)
Produção: Fabián & Jhon Tejada
Mixagem: Jens Bogren
Masterização: Bob Katz
Formação:
Fabián Tejada – Guitar
Jhon Tejada – Guitar
Diovanny López – Vocals
Freddie Zambrano – Bass
Freddy Olave – Drums
Artistas Convidados:
Budapest Scoring – Orchestra & Choir
Brian Stivale – Voice Over
Arte da capa:
Alejandro Cardona – ‘The Rings That Never End’
Adria Alvarado – “Shade of Freedom”
PRIMAL SINNER online:
Website: https://primalsinner.com/
Spotify: https://open.spotify.com/artist/6e7tDJ6Ds9FpsPigdwKIsF
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