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Machine Gun Kelly faz show para fãs em São Paulo após o Rock in Rio

Machine Gun Kelly faz show para fãs em São Paulo após o Rock in Rio

7 de setembro de 2026


Crédito das fotos: Rafael Strabelli / Live Nation

Um dia após tocar no Rock in Rio, o músico texano Colson Baker – sob seu codinome Machine Gun Kelly – se apresentou em São Paulo, na Audio Club, num domingo (06) de véspera do feriado da Independência do Brasil. O show em questão foi o último de sua grande turnê para promover o álbum “Lost Americana”, lançado em 2025, e mostou o artista num clima mais descontraído, e bem à vontade com o público presente que, diferentemente do festival no Rio de Janeiro, estava ali de fato para ver os hits do MGK e tudo mais, num ambiente bem mais aconchegante, longe da noite fria e chuvosa que fazia na rua.

O show teve início poucos minutos depois das nove da noite, quando toda a banda subiu ao palco e iniciou uma performance enérgica de “Fix UR Face” com a plateia respondendo de acordo, pulando e abrindo um mosh para sedimentar o começo da festa que ali aconteceria. O Machine Gun Kelly não economiza nos instrumentos ao vivo, com a banda utilizando três guitarristas – Sophie Llyod, Justin Lyons e Andrew Migliore -, e às vezes até quatro quando Colson também decidia tocar. O baixo de Steve Basil, a bateria de JP Cappelletty e o teclado de Brandon Allen completavam o lineup. Além dos sete músicos também haviam duas dançarinas acompanhando a banda, que entravam e saíam do palco conforme a música e o momento pediam.

O show teve muita alternância entre o hip hop e o pop punk, as duas principais influências do cantor e os dois pilares que compõem a sonoridade do Machine Gun Kelly, uma mistura que garante bastante dinamicidade ao seu show – enquanto com a mais veloz “Maybe” o músico pedia para o público abrir uma rodinha punk, com “El Diablo” ele puxava um rap pesado para fazer a casa agitar junto. A plateia também fazia a sua parte: em “Starman” encheram bexigas para balançar e jogar enquanto a banda tocava. Na mais melodiosa “I Think I’m Okay” Colson colocou uma menina no palco e fez um breve “ensaio” com ela ao imitarem o dedilhado de guitarra que dá início à canção. Este particular momento com as crianças voltou a se repetir um pouco mais adiante quando o músico pediu para outra jovem menina, que estava nos ombros do pai, subir no palco para dançar “Bloody Valentine” junto com a banda. Colson até brincou dizendo que não sabia se deveria “agradecer aos pais por apresentarem sua música aos filhos, ou o contrário”.

A banda atravessou o marco de uma hora de show tocando uma sequência de várias músicas do álbum “Tickets to My Downfall”, que tem sido bem predominante nos setlists do artista. Foi com este trabalho que Colson mergulhou fundo no pop punk e fez ecoar o som característico dos já distantes anos 2000 nesta década de 2020, deixando qualquer fã de blink-182 com o coração quentinho. Antes de seguir para a próxima parte do show, Colson apresentou a banda aos presentes, e sentou com seu violão para um momento acústico onde apresentou músicas como “Times of My Life” e “Love Race” em ritmo mais lento e intimista. O público paulista também foi agraciado com um cover de “Free Fallin'” de Tom Petty, e a mais latina e animada “Danza Kuduro” do porto-riquenho Don Omar.

O pop punk retornou com mais algumas músicas de “Ticket to My Downfall” e do seu sucessor “Mainstream Sellout”, com seus refrões cantados por parte considerável do público presente. A mais eletrônica “Daywalker” trouxe o protagonismo novamente ao hip hop, com Colson pedindo mais uma vez um mosh à galera, que também reagia de acordo com a dinamicidade da apresentação. Colson comentou com o público que havia tocado um monte de músicas mais “felizes”, mas que também gostava de suas músicas tristes, que “não importa o país ou idioma, todos podem se enxergar nestas canções”, reforçando o poder da música de unir pessoas de culturas e regiões distintas, e seguinte a este discurso tocou “Lonely”. A música terminou mais enfeitada com um solo da guitarrista Sophie Lloyd.

Chegando no trecho final do show, a banda tocou mais três músicas do álbum “Lost Americana” para finalizar o concerto: “Miss Sunshine”, canção com uma atmosfera mais alegre e vivaz; “cliché”, de ritmo mais dançante; e por último “Vampire Diaries”, ao estilo clássico do pop punk, que foi encerrada com os músicos da banda se alinhando na beira do palco se aproximar e se despedir do público. Não houve bis, porém uma apresentação de duas horas com mais de trinta faixas despejadas ao longo da noite garantiu um belo e diverso jantar dominical, com os ingredientes necessários para entreter aqueles que decidiram enfrentar o frio de São Paulo para ver um show de rock. Em sua terceira passagem pelo Brasil e depois de se apresentar em Lollapalooza, Rock in Rio e GPWeek, o MGK enfim não estava em um festival, e portanto ficou diante de um público que esperava exatamente o que a banda tinha a oferecer. Esta apresentação certamente foi um marco para o MGK, que quando decidir vir novamente à América do Sul encontrará seu público aguardando novamente na capital paulista.

Setlist

Fix UR Face
Outlaw Overture
Maybe
Starman
Wild Boy
El Diablo
F*ck You, Goodbye
I Think I’m Okay
Goddamn
Can’t Stay Here
Title Track
Drunk Face
Bloody Valentine
Kiss Kiss
Concert for Aliens
Nothing Inside
Times of My Life
Love Race
Sid & Nancy
Free Fallin’
Danza Kuduro
Glass House
Make Up Sex
My Ex’s Best Friend
Forget Me Too
Emo Girl
5150
Jawbreaker
Daywalker
Papercuts
Lonely
Miss Sunshine
Cliché
Vampire Diaries

Galeria do show