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Sangue de Bode decreta “O Funeral de Tudo” em novo álbum

Sangue de Bode decreta “O Funeral de Tudo” em novo álbum

16 de abril de 2026


“O Funeral de Tudo” é o quarto álbum de inéditas do Sangue de Bode e chega como o trabalho mais denso, visceral e maduro da banda até aqui. Lançado de forma independente em 15 de abril de 2026, o disco apresenta oito faixas que atravessam camadas de desconforto, melancolia e fúria a serviço de uma narrativa profundamente introspectiva.

Ouça O Funeral de Tudo: https://onerpm.link/162151182108

Gravado em meio a perdas pessoais significativas, o álbum carrega um peso emocional que transborda em cada detalhe. A sonoridade amplia o uso de duas guitarras, criando texturas mais densas e atmosferas sufocantes.

‘Máxima Miséria’ foi o single de apresentação do trabalho com clipe inteiramente realizado pela banda e disponível no YouTube via Scena Lab.

Assista ‘Máxima Miséria’:

 

O som praticado pelo Sangue de Bode pode muitas vezes ser inominável ainda que transite com naturalidade entre influências de black/death, thrash, hardcore e groove. O resultado é uma obra coesa e impactante, que transforma a dor em linguagem e fala o idioma de quem sofre.

Temáticas e narrativa

Liricamente, “O Funeral de Tudo” aprofunda a proposta existencial da banda ao abordar temas como depressão, ansiedade e desamparo social. Em paralelo, também reflete sobre o ritmo cada vez mais acelerado e predatório da vida contemporânea. Entre explosões de velocidade e passagens mais contemplativas, o disco constrói uma experiência que alterna entre o caos e a introspecção, sempre com uma entrega áspera e honesta.

Um luto generalizado e sem lágrimas

“O Funeral de Tudo” propõe uma reflexão radical sobre o fim. Ao imaginar um cenário onde tudo se encerra simultaneamente, o álbum elimina a própria noção de perda individual: não há quem sofra, lembre ou sinta falta. A ideia transforma o colapso em um estado quase reconfortante, onde a ausência de continuidade também significa a ausência de dor. Se nada mais resta, não há nada mais para ser perdido e lamentado. Um grande alívio.

A obra aponta tanto para o esgotamento interno quanto para o colapso coletivo, sugerindo que o fim já se encontra à espreita, conduzindo silenciosamente cada passo até esse “funeral” inevitável que não mais coloca medo. Um estado de aceitação, desapego e indiferença que confortam.

Sangue de Bode: uma biografia viva 

Sangue de Bode é uma banda de metal extremo do Rio de Janeiro formada em 2018 por Verme (vocal/guitarra) e Sinuê (bateria). Pouco tempo depois, Nekrose se junta ao grupo nas guitarras, consolidando a identidade sonora do projeto. Em 2020, lançam seu primeiro trabalho completo, que marca também a entrada de Zé, no baixo, estabelecendo a formação atual.

Conhecida pelo som irrotulável e pela energia caótica de suas apresentações ao vivo, a banda construiu sua trajetória com base em intensidade, autenticidade e uma abordagem artística sem concessões.

A discografia destaca-se por uma trilogia de álbuns de estúdio intensos: A Sombra Que Me Acompanhava Era a Mesma do Diabo (2020), Seja Bem Vindo De Volta Pra Cruz (2021) e Eu Sou a Derrota (2024), além do EP Comendo Lixo (2019/2020).

Conexão com o público

Desde o início, o Sangue de Bode desenvolve suas composições a partir de vivências reais e experiências traumáticas. As letras, escritas por Verme, funcionam como um canal direto de expressão sobre perdas, abusos, doenças e conflitos internos.

Essa exposição sem filtros cria uma identificação imediata com o público, que encontra na música da banda um espaço de reconhecimento e catarse. Ao transformar dor em arte, o grupo estabelece uma conexão profunda com ouvintes que compartilham sentimentos semelhantes em suas próprias trajetórias.

Lançamento, próximos passos e turnê 

Com “O Funeral de Tudo”, o Sangue de Bode reafirma sua identidade e dá mais um passo sólido em sua evolução artística. O lançamento também marca o início de uma nova turnê pelo país, a Funeral Tour, com datas já reservadas até o início do segundo semestre com passagens por cidades do Sul, Sudeste e Centro Oeste do Brasil.

Confira datas e ingressos na página @sanguedebode no instagram.

Ficha técnica O Funeral de Tudo:

Sangue de Bode – O Funeral de Tudo (2026)
Lançamento: 15/04/2026
Gravado e captado nos estúdios:Espaço Sobrado / Botafogo – RJ & Estúdios Papi
Aplicações / Tijuca – RJ

Gravação e captação: Lucas “Alien” Campello
Produzido por: Verme, Alien e Carol Lippi
Co-produzido por: Sinuê, Sangue de Bode

Mixado e masterizado por: Carol Lippi
Capa por: Desenhos Malditos
Layout por: Verme e Sinuê

A banda Sangue de Bode (Crédito: Gabriel Sinuê/Divulgação)

Sangue de Bode é:
Verme — vocal/guitarra
Sinuê — bateria
Nekrose — guitarra
Zé — baixo

Todas as músicas por Sangue de Bode
Todas as letras por Verme

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