Crédito das fotos: Giovanna Toledo (cedidas por Metal no Papel)
Ainda em 2025, o Nazareth anunciava para o ano seguinte a “Brazil Hits Tour 2026”, sequência de shows que passaria por oito cidades brasileiras. Pois bem, o tempo passou, julho chegou e enfim era hora de conferir o veterano grupo escocês durante a sua passagem por Belo Horizonte.
Somente no dia do show é que foi avisado que a banda subiria ao palco às 22 horas, sem banda de abertura. Porém, na parte da tarde, o comunicado mudou: o Phornax faria a abertura da noite às 21 horas, o que pegou muita gente – inclusive eu – de surpresa. O jeito foi sair de casa mais cedo e conferir o som dos gaúchos.
Entrando no Mister Rock o que logo me chamou a atenção foi a presença da pista VIP ali. Entendo a produção querer faturar um a mais com isso, assim como as pessoas que comprar buscarem um suposto benefício nisso, mas pista VIP no Mister Rock, para mim, não faz sentido nenhum. Dá para ter uma boa visão praticamente de todos os lugares, já que lá não é tão grande assim. Enfim…
Passava um pouco das 21 horas e a chuva já começava a engrossar quando o Phornax subiu ao palco. Um público majoritariamente acima dos 40 – eu de novo – já preenchia o Mister Rock e acabou assistindo uma apresentação deslocada da proposta da noite, isso porque o Phornax é um grupo de heavy metal com uma boa dose de peso, o que acabou causando um estranhamento em boa parte do público ali que não estava acostumado com esse tipo de som. Tiveram problemas com o volume do som, exageradamente alto, e microfonias aqui e ali, mas seus bons músicos conseguiram contornar os problemas e apresentar ao público mineiro as faixas do seu debut, “Hellforge” (2026).
Como o Phornax terminou sua apresentação uns quinze minutos antes do horário divulgado para o começo do show do Nazareth, parecia que os escoceses seriam pontuais, mas acabou que o grupo, que conta hoje com o único membro remanescente original Pete Agnew (baixo, backing vocals), Jimmy Murrison (guitarra), Lee Agnew (bateria) e Gianni Pontillo (vocais) começaria sua sessão de hits pouco depois do previsto, às 22:20 horas.
O retorno do grupo a BH trazia um atrativo especial: como se sairia Gianni Pontillo (Victory, Herman Frank Legacy), novo vocalista do grupo que entrou no lugar de Carl Sentance, que ficou no grupo por dez anos e que lançou dois discos? Resposta: se saiu muito bem. Pontillo foi mesmo um achado de Pete Agnew: simpático sem soar forçado, com seu vocal áspero, muito similar ao que fazia o grande Dan McCafferty (RIP, 2022), ele ganhou o público logo na primeira música, “Telegram”.
Aí era seguir em frente: baixista calejado, guitarrista que parece estar brincando, não tocando, um baterista batendo forte e com um vocalista novato aceito logo pelo público, era certeza de bom show.
A banda escolheu um set muito concentrado nos anos 1970, especialmente nos discos “Loud ‘N’ Proud” (1973), que inclusive estampava as camisas a venda, e sobretudo, do excelente “Hair Of The Dog” (1975), quase que tocado na íntegra.
Mesmo com um hit embalando outro, sempre tem aquelas que se destacam mais: “Miss Misery”, “Dream On” e “When The Lights Come Down” mostraram bem do que a voz de Pontillo é capaz de fazer; “Shanghai’d in Shanghai” e “Beggars Day” são rocks atemporais, assim como a swingada “Hair Of The Dog” e também, não podiam ficar de fora, as mega baladas “Love Hurts”, que fez muitos casais ficarem agarradinhos e “Where Are You Now?”, música que tocou nas rádios brasileiras incessantemente.
O show foi direto, não houve uma pausa para então voltarem para o bis. Talvez por conta do atraso em relação ao horário previsto, tenham preferido seguir assim, por isso, pouco antes da meia-noite, o Nazareth encerrava seu ótimo show na capital mineira com “Go Down Fighting”.
Já com as luzes acessas e ao som de “I’m Gonna Be (500 Miles)”, música que o Down By Law regravou magistralmente, Pontillo foi se encontrar com o público, primeiro da pista VIP, depois do lado de fora da casa mesmo, onde ficou conversando, tirando fotos e fumando um cigarro (seu “segredo” da voz rouca?) enquanto esperava Jimmy para partirem juntos. Pete e seu filho Lee foram mais despachados, atenderam poucos fãs dentro da van mesmo e partiram primeiro.
A passagem do Nazareth foi mesmo uma sequência de hits, mostrando que a banda está muito entrosada e renovada com a entrada de Pontillo. Voltando em 2025, prometeram que 2026 seria um dos anos mais movimentados da sua história. Os fãs aguardam por novidades!
Setlist Belo Horizonte (24/07/26)
Caoineadh Cu Chulainn (intro)
Telegram
Miss Misery
Razamanaz
Shanghai’d in Shanghai
Love Leads To Madness
Dream On
Holiday
This Flight Tonight (Joni Mitchell cover)
When The Lights Come Down
Whiskey Drinkin’ Woman
Beggars Day (Crazy Horse cover)
Changin’ Times
Hair Of The Dog
Love Hurts (The Everly Brothers)
Turn On Your Receiver
Where Are You Now?
Go Down Fighting
Galeria do show
- A banda Nazareth se apresenta no Mister Rock em Belo Horizonte em 24 de Julho de 2026. Crédito da foto: Giovanna Toledo @giovannatld
- A banda Nazareth se apresenta no Mister Rock em Belo Horizonte em 24 de Julho de 2026. Crédito da foto: Giovanna Toledo @giovannatld
- A banda Nazareth se apresenta no Mister Rock em Belo Horizonte em 24 de Julho de 2026. Crédito da foto: Giovanna Toledo @giovannatld
- A banda Nazareth se apresenta no Mister Rock em Belo Horizonte em 24 de Julho de 2026. Crédito da foto: Giovanna Toledo @giovannatld
- A banda Nazareth se apresenta no Mister Rock em Belo Horizonte em 24 de Julho de 2026. Crédito da foto: Giovanna Toledo @giovannatld
- A banda Nazareth se apresenta no Mister Rock em Belo Horizonte em 24 de Julho de 2026. Crédito da foto: Giovanna Toledo @giovannatld
- A banda Nazareth se apresenta no Mister Rock em Belo Horizonte em 24 de Julho de 2026. Crédito da foto: Giovanna Toledo @giovannatld
- A banda Nazareth se apresenta no Mister Rock em Belo Horizonte em 24 de Julho de 2026. Crédito da foto: Giovanna Toledo @giovannatld







