Entrevistas

Corona Nimbus: A revelação musical de Teresina que você tem que ouvir

Duo aposta em um som visceral e único

Divulgação/Electric Funeral Records


Duo aposta em um som visceral e único

O Corona Nimbus nasceu do desejo de Júlio Baros e Junior Vieira de criar um som diferente, visceral e único, trazendo em suas composições o peso ardente dos flancos áridos da região nordeste e ao mesmo tempo as entorpecentes ondas sonoras das enxurradas que lavam nossos corpos ano após ano. O duo explora o conceito de dualidade expresso pelos integrantes, usando referências como o yin e yang, o velho e o novo, o pesado e o leve, calor do deserto e o frio das profundezas oceânicas, assim, trazendo à tona também através desses elementos, o lado mais íntimo, o desejo mais profundo e verdadeiro do ser humano.

Com dois singles lançados em sua bagagem, “Path To Self” e “Beyond Chaos” com participação de Cris Botarelli (Far From Alaska), a banda promete lançar um intenso full album em 2020 via o selo Electric Funeral Records.
Com excelente aceitação do público e mídia especializada, Corona Nimbus, fez sua estreia em território nacional em grande estilo e já entra no páreo em 2020 como uma das grandes revelações da música nacional, e com um disco que com certeza irá integrar em listas de melhores do ano.

Enquanto esperamos o tão aguardado full álbum, batemos um papo com duo para entender esse caldeirão sonoro que forma o som do Corona Nimbus.

De onde vem nome “Corona Nimbus”? O que levou a banda a esse nome?

Júlio Baros: pesquisei muito (gostaria de ter pesquisado mais, porém estou satisfeito com o resultado) até chegar a este resultado, estive em outra banda por 7 anos e gostei do que produzimos até o fim da linha, porém, aquele projeto não me representava mais em nenhum sentido, então ao lançar essa nova banda (Corona Nimbus) eu tentei ser o mais assertivo possível, o nome foi realmente algo que deu muito trabalho, pronuncia, tipografia, escrita e principalmente CONCEITO e ORIGINALIDADE foram determinantes para decidirmos o nome, tanto que se você buscar por Corona Nimbus em qualquer lugar o primeiro resultado seremos nós! Não estamos aqui para ser só mais uma banda de metal, stoner, hard rock ou afins, quero estar livre para produzir o que eu quiser da forma que quiser, por isso este nome. Corona Nimbus são antônimos, podendo também ser sinônimos, são os dois lados de uma mesma moeda, são dois corpos, dois espíritos, são pensamentos emergentes de uma mesma mente! Em Corona temos as representações de luz, calor, fogo e as sensações imediatas como os reflexos, enquanto em Nimbus temos escuridão, frio, água, temos os ritmos, algo mais denso, carregado e profundo!

Como se deu o surgimento do duo?

Júlio Baros: Eu estive em outro projeto por sete anos e apesar de satisfeito com os resultados eu estava cansado dos processos, da forma que esse projeto passava para alcançar resultados, lidar com pessoas é algo difícil e o projeto não me representava mais como individuo…ao mesmo tempo não consigo me dividir estando à frente de duas bandas então encerrei todas as atividades dessa banda antiga, dei um tempo, revi muitos conceitos e convidei Junior Vieira (guitarrista) para compor a Corona Nimbus no qual somos a frente da banda, apesar de nos apresentarmos no palco com quatro ou cinco integrantes (vai depender do evento) nas mídias somos apenas nós dois, a cozinha da banda é algo rotativo, são músicos contratados, inicialmente não era algo que queríamos (formato duo) mas com o tempo entendemos que foi uma excelente escolha pois como falei anteriormente…pessoas… (risos).

A banda acaba de lançar dois singles via Electric Funeral Records. Como foi o processo de composição e gravação das faixas?

Júlio Baros: Nós gravamos no meu estúdio, Studio 202, em Teresina-PI. Convidamos Nildo Gonzales (João Pessoa-PB) para organizar a casa e fazer a pré-produção e Iago Guimarães/CasinhaLab (Juazeiro-BA), um amigo que conhecemos outrora quando estávamos em tour com outra banda, para assinar a produção musical do disco! Foi algo um tanto quanto “doloroso” pois estávamos sujeitos a novas técnicas, possibilidades, sons que não estávamos acostumados a trabalhar, o tempo não estava a favor, mas sentimos uma necessidade extrema de por tudo pra fora o quanto antes! A Electric Funeral Records juntamente com Collapse tem sido de suma importância para dar vazão a todos esses sentimentos!

Junior Vieira: Quando começamos a compor o disco tínhamos um conceito para ele, porém ainda estávamos confusos quanto ao processo de composição até chegar da forma que gostaríamos de soar, sabíamos que seria algo denso e “pesado”.

Os últimos singles lançados pela banda foram muito bem recebidos. Podemos esperar full álbum em breve?

Junior Vieira: Sim, o disco completo já esta pronto e só esperando o dia de ser lançado! Faremos pela Electric Funeral Records selo o qual assinamos e temos trabalhado juntos. Vamos dar muito trabalho em 2020, vai ser um ano promissor, podem aumentar as expectativas ao máximo!

Suas letras passam uma mensagem muito forte, de onde vêm as ideias para as composições? Existe alguma composição que é mais especial para vocês?

Júlio Baros: Busquei escrever um disco conceitual levando em consideração principalmente as experiencias vividas recentemente, algo que me representasse hoje! Estou por completar meu retorno de saturno, período em que muitas das nossas escolhas sobre o que seremos daqui em diante se concretizam, então falei bastante sobre o interior do ser humano e as mazelas que carregamos nessa jornada sobre a terra. Iago Guimarães produtor do disco também foi peça fundamental nas composições, fluente em inglês e dono de um conhecimento melodioso excepcional! Difícil escolher uma unica musica quando se esta feliz com a obra completa, eu gostaria que para melhor entendimento as pessoas ouvissem o disco completo, a forma como as musicas estão colocadas ali foi estudada minuciosamente.

Quais as bandas e fontes artísticas que inspiram o som do Corona Nimbus?

Júlio Baros: É complicado mas vamos tentar sintetizar, Junior Vieira vem de uma escola do metal e Júlio Baros um som mais alternativo, apesar de ambos estarem sempre pesquisando novas bandas. Então digamos que para o compor Corona Nimbus ouvimos muito…Junior Vieira: Type O Negative, Anathema, Paradise Lost, Black Sabbath, Baroness, Iron Maiden. Júlio Baros: Baroness, Queens Of The Stone Age, Red Fang, Black Drawing Chalks, Biffy Clyro, Metallica, Slipknot, Tweenty one pilots e Novos Baianos?! (risos)

Quais os planos para 2020?

Júlio Baros: Somos uma banda bem nova gravamos em junho, nosso primeiro show foi em setembro, então os planos para 2020 é circular o máximo possível, tocar no maior numero de lugares e conhecer seres de outros planetas.