A banda norueguesa de metal progressivo Green Carnation lança nesta sexta-feira, 4 de setembro, A Dark Poem, Part III: The Messiah Complex, álbum que encerra a trilogia iniciada com A Dark Poem, Part I: The Shores of Melancholia, de 2025, e seguida por A Dark Poem, Part II: Sanguis, lançado em abril de 2026. O trabalho chega pela gravadora Season of Mist.
O álbum reúne quatro faixas e tem duração total de 38 minutos e 31 segundos. A última delas, “A Dark Poem: Orchestral Suite”, tem 16 minutos e 47 segundos e conta com a participação da Kristiansand Symphony Orchestra e do Kristiansand Opera Choir.
Segundo o vocalista Kjetil Nordhus, A Dark Poem representa o maior feito do Green Carnation desde Light of Day, Day of Darkness, lançado em 2001.
“A Dark Poem é de longe nossa maior conquista desde Light of Day, Day of Darkness. Nossa nova trilogia de álbuns retorna à narrativa épica que nos colocou no mapa em 2001. Embora a recepção às Partes I e II tenha sido extremamente positiva para nós, acreditamos que a Parte III guarda o melhor para o final. The Messiah Complex reúne toda a história em nossa declaração mais ambiciosa até agora.”
O baixista e principal letrista Stein Roger Sordal explica que a intenção desde o início era criar um novo universo musical.
“A intenção por trás de A Dark Poem era construir um universo musical completamente novo. Embora a direção tenha se revelado à medida que a jornada criativa avançava, The Messiah Complex foi cuidadosamente planejado, com uma visão clara de onde queríamos que a história terminasse. Nosso objetivo era que as três partes pudessem existir por conta própria, mas a Parte III reúne todas elas em um todo unificado.”
O conceito da trilogia parte da interpretação de Arthur Rimbaud para Ofélia, personagem trágica de Shakespeare. De acordo com Sordal, a ideia de transformar os poemas de Rimbaud em música remonta aos primeiros anos do Green Carnation.
“Há bastante tempo venho explorando a ideia de colocar os poemas de Arthur Rimbaud em música. Para A Dark Poem, escolhi usar a interpretação de Rimbaud para Ofélia, personagem trágica de Shakespeare, como fonte de inspiração, em vez de adaptá-los diretamente, até a faixa-título. Os ouvintes reconhecerão Ofélia, seja por meio de si mesmos ou de nossa sociedade.”
Em The Messiah Complex, a banda aborda temas como o avanço da tecnologia, líderes interessados em poder e a divisão social. Nordhus relaciona essas questões à velocidade das transformações atuais.
“O mundo está se movendo com uma velocidade assustadora. Você tem a sensação de que não estamos mais no controle. Como indivíduos, não conseguimos realmente lidar com tudo o que está dando terrivelmente errado.”
A faixa-título também questiona a necessidade humana de acreditar e os mecanismos utilizados para justificar determinados comportamentos.
“O impulso de acreditar / Deve ser humano. Seja religião, dinheiro ou mídia, usamos coisas para justificar nossos maus hábitos e conseguir o que queremos.”
Musicalmente, The Messiah Complex mantém elementos de metal, rock e folk presentes nos dois primeiros capítulos e amplia a presença do rock progressivo. O álbum inclui “Unconditional Artificial Chemistry”, escolhida como primeiro single, “The Messiah Complex”, “Broken Souls, Common Enemies” e a suíte orquestral que encerra o trabalho.
“Broken Souls, Common Enemies” conta com um solo de guitarra que, segundo Nordhus, passou por mudanças durante a produção.
“Originalmente, aquele solo era bem diferente. Você pode ouvir nossa ideia original no LP bônus que acompanha o box set de A Dark Poem. Felizmente, encontramos o lugar perfeito para ele simplesmente crescer e crescer.”
A conclusão da trilogia foi construída com a participação da Kristiansand Symphony Orchestra e do Kristiansand Opera Choir. A suíte orquestral reúne temas presentes nos três álbuns e também conta com o retorno da flautista Ingrid Ose.
Para Nordhus, a decisão de finalizar a obra com uma orquestra estava alinhada à proposta da banda desde o começo do projeto.
“Todos com quem conversamos ficam surpresos com o que escolhemos fazer com a orquestra. É uma declaração ousada. Mas, desde o momento em que começamos nossa jornada nesta trilogia, todos na banda concordaram que não aceitaríamos compromissos. Encerrar A Dark Poem com uma orquestra e todas as suas possibilidades é algo muito progressivo, como as grandes bandas faziam no final dos anos 1960.”
Formado no início dos anos 1990 pelo baixista original do Emperor, Tchort, o Green Carnation ganhou reconhecimento principalmente com Light of Day, Day of Darkness, álbum composto por uma única faixa de aproximadamente uma hora. A banda entrou em hiato em 2007 e retornou em 2020 com Leaves of Yesteryear, que contou com o baterista Jonathan Pérez.
A trilogia A Dark Poem começou em 2025 com The Shores of Melancholia, seguido por Sanguis em abril de 2026. A conclusão chega agora com The Messiah Complex, trabalho que, segundo a banda, conecta os elementos apresentados nos dois capítulos anteriores.
O Green Carnation também fará uma apresentação especial em 12 de setembro, no Kilden Performing Arts Centre, em Kristiansand, na Noruega. O grupo executará A Dark Poem na íntegra pela primeira e última vez. Segundo a banda, fãs de 18 países já compraram ingressos para o evento.

Tracklist:
Unconditional Artificial Chemistry (6:09)
The Messiah Complex (6:48)
Broken Souls, Common Enemies (8:45)
A Dark Poem: Orchestral Suite (16:47)
Pré-venda: https://orcd.co/greencarnationadarkpoempart3
Pré-save no Spotify: https://open.spotify.com/prerelease/7eKL7wH7rftsR5g3FXSVBy
Formação:
Kjetil Nordhus: vocais
Stein Roger Sordal: baixo, guitarras rítmicas, guitarras solo e teclados
Bjørn Harstad: guitarras solo e efeitos
Endre Kirkesola: teclados, sintetizadores, órgãos e efeitos
Jonathan Alejandro Perez: bateria
Participações:
Ingrid Ose: flauta em “Broken Souls, Common Enemies”
Kristiansand Symphony Orchestra e Kristiansand Opera Choir: “A Dark Poem: Orchestral Suite”
A Dark Poem, Part III: The Messiah Complex está disponível em CD, diferentes versões de vinil e em uma caixa limitada com as três partes da trilogia, incluindo demos e gravações não utilizadas.
Mais informações:
Bandcamp: https://greencarnationsom.bandcamp.com/
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