A banda mineira Lamparina lança a segunda parte de “Delírio Coletivo”, seu quarto álbum de estúdio, que agora chega às plataformas digitais em sua versão completa. O projeto foi viabilizado por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e conta com patrocínio da plataforma Natura Musical.
O álbum aborda a loucura como uma forma de expressão e questiona padrões sociais, além de dialogar com a luta antimanicomial e a promoção da saúde mental. A proposta é inspirada na trajetória da vocalista Marina Miglio, que se tornou uma voz ativa na defesa dessas pautas.
Musicalmente, “Delírio Coletivo” combina referências da psicodelia dos anos 1970 e 1980 com elementos da MPB, do surrealismo e da música brasileira. O trabalho também dialoga com artistas como Mutantes, Secos & Molhados e o movimento Tropicália, incorporando essas referências a uma sonoridade contemporânea.
A primeira fase do projeto começou com o lançamento de “Apaga a Luz”, parceria com Karol Conká, e contou com outras seis faixas. A segunda parte acrescenta oito músicas ao álbum: “Imã”, com participação de Jota.pê, “Seco no Molhado”, “Pura Magia”, “A Culpa é da Lua”, “Quem Posso Ser”, “Latino Romance”, “Seu Beijo” e “Alma Sexy”.
A identidade visual do álbum também dialoga com a proposta conceitual do projeto, utilizando elementos de colagem, expressionismo e surrealismo. A capa foi criada pelo artista visual Diogo Kuriyama.

Segundo Cotô Delamarque, vocalista e guitarrista da Lamparina, o lançamento completo representa um momento importante para o grupo.
“É muito gratificante ver esse trabalho chegando agora ao público em sua integralidade. Nesse disco a gente conseguiu se aproximar um pouco mais do rock, mas mantivemos a sonoridade híbrida que é uma das marcas essenciais da banda”, afirma.
As músicas também abordam temas como liberdade, subjetividade e diferentes formas de perceber e experimentar o mundo. A referência à luta antimanicomial amplia a discussão ao questionar modelos historicamente associados ao isolamento e à institucionalização de pessoas em sofrimento psíquico.
Para Julia Ceschin, Head da Marca Natura e Marketing Estratégico Brasil, o projeto também representa uma forma de contribuir para a cena musical brasileira.
“Neste ano de comemoração de duas décadas em atividade, Natura Musical reafirma seu compromisso com a música com a visão de ser uma plataforma de valorização do nosso patrimônio de humanidades, que conecta e amplia a cultura de indivíduos e povos. Acreditamos que projetos como este, que traz um universo de sonoridades, estéticas, narrativas e processos criativos, auxiliam na construção e renovação da cena musical brasileira”, pontua.
Formada em 2018, a Lamparina é composta por Marina Miglio (vocal), Cotô Delamarque (vocal e guitarra), Calvin Delamarque (baixo), Stênio Galgani (guitarra solo) e Bino (percussão). A banda acumula mais de 50 milhões de reproduções nas plataformas digitais.
Antes de “Delírio Coletivo”, o grupo lançou o álbum “Original Brasil”, em 2023, além dos singles “Besteira Minha” e “Conversa Fiada”, este último em parceria com Mariana Aydar, ambos de 2024.