O Behemoth está com um novo lançamento na praça. Neste dia 04 de setembro chega digitalmente pela Nuclear Blast, “I, Scvlptor,” mas há uma particularidade importante: esse não é exatamente um novo álbum de estúdio tradicional. A própria banda o apresenta como um lançamento autônomo que funciona como uma ponte entre o passado e sua fase atual. São 8 faixas, sendo 7 registros de estúdio e 1 gravação ao vivo. A Massacre Records fica responsável pelo lançamento limitado das mídias físicas.
Vamos ao que interessa! A faixa-título apresenta o Behemoth em sua essência mais moderna, grandiosa e com várias camadas na produção, contando com vocais extremos, guitarras muito densas e aquela abordagem ritualística que a banda consolidou a partir de “The Satanist“ (2014). Essa é uma das composições inéditas presentes no lançamento, assim como “Lord ov the Horizons“, esta mais cadenciada, com vocais limpos em seu início que podem até lembrar o Ghost. Interessante como a faixa cresce aos poucos e, ao seu final, ganha aquela essência, já citada acima, da banda.
As regravações estão mais poderosas do que nunca, pois ganharam uma nova roupagem com uma mixagem e produção mais polidas, deixando aquela sujeira das produções dos anos 90 de lado e apostando em uma sonoridade mais próxima ao que a banda tem produzido nos últimos álbuns. “Rise of the Blackstorm of Evil“ vem lá de 1992, da demo “The Return of the Northern Moon”. É praticamente outra música, muito mais polida e que ganhou uma vida nova. Em seguida, temos “In Thy Pandemaeternum“, que vem de “Pandemonic Incantations“ (1998). A faixa original já tinha uma gravação melhor em comparação à anterior, mas aqui também ganha uma sobrevida, ficando mais agressiva, com mais camadas harmônicas que dão aquele tom épico já característico da banda.
“Begotten“ é uma sobra de estúdio das sessões de “The Shit Ov God“ (2025), e é nítida a semelhança na composição, seguindo a linha das faixas que entraram no corte final. Isso faz pensar por que a deixaram de fora, pois é uma faixa muito boa que caberia no álbum sem problema algum. Que bom que, de alguma forma, ela não ficou engavetada e viu a luz do dia.
Ainda temos dois covers de bandas clássicas: “In League With Satan“, do Venom, que ainda conta com a participação de Shagrath, do Dimmu Borgir, nos vocais; além de uma versão ao vivo de “The Return of Darkness and Evil“, do Bathory, que conta com o guitarrista e vocalista do Rotting Christ, Sakis Tolis. Ambas apresentam uma ótima adaptação ao som do Behemoth, sem perder a identidade das originais.
Por fim, temos um Rough Mix de “Lord ov the Horizons“, que não muda tanta coisa em relação à versão final, mas fica aqui o registro.
Já há algum tempo, tem sido comum as bandas revisitarem álbuns anteriores e regravarem suas músicas com uma qualidade moderna. Acredito que o Behemoth escolheu bem as faixas e pode abrir o leque para mais trabalhos assim. O som da banda se tornou muito grandioso nos últimos anos e eles também alcançaram um status nunca antes visto no Black Metal. Sendo assim, aquelas gravações mais sujas e precárias dos anos 90 merecem uma nova roupagem. Agora é torcer para que isso ocorra nos próximos anos.
Tracklist:
1. I, Scvlptor
2. Lord ov the Horizons
3. Rise of the Blackstorm of Evil (2026 Version)
4. In Thy Pandemaeternum (2026 Version)
5. Begotten
6. In League with Satan (feat. Shagrath & Dimmu Borgir)
7. The Return of Darkness and Evil (Live In Athens, 2026) (feat. Sakis Tolis)
8. Lord ov the Horizons (Rough Studio Mix)
Formação:
Nergal (Adam Darski) — vocais, guitarras
Seth (Tomasz Krajewski) — guitarras
Orion (Tomasz Wróblewski) — baixo, sintetizadores
Inferno (Zbigniew Promiński) — bateria