Memory Remains

Memory Remains: Claustrofobia – 17 anos de “I See Red” e a estreia por um selo gringo

21 de setembro de 2026


Há 17 anos, em 21 de setembro de 2009, o Claustrofobia lançava “I See Red“, o quarto álbum da discografia da banda do interior de São Paulo e hoje radicada nos Estados Unidos, e que é tema do nosso Memory Remains desta segunda-feira.

Após o lançamento de “Fulminant“, o álbum antecessor, o Claustrofobia recebeu um reconhecimento maior no underground brasileiro, e isso deu a banda mais oportunidades, quando tocou nos quatro cantos do país. O álbum marcou a estreia por um selo do exterior, o Candlelight Records, com quem a banda assinou um contrato. No Brasil, o play foi lançado pela Voice Music, que traz uma capa diferente da versão gringa.

O quarteto se reuniu no Mr. Sound Studio, em São Paulo, onde o álbum foi gravado durante o primeiro semestre de 2009. Foram utilizados treze dias para registrar as faixas. Uma mudança foi feita na produção: saiu Ciero e em seu lugar foi recrutado Cristiano Schneider, que também mixou e fez a masterização do disco.

Hora de dar play na bolacha, e aqui o Claustrofobia mostrou uma evolução na sua sonoridade, soando ainda mais pesado e brutal. As influências do Sepultura old-school e do Vader fazem com que “I See Red” seja uma agradável mescla de Thrash com Death Metal. A produção bem afiada, deu um plus no resultado final e certamente é considerado como um dos melhores álbuns da discografia da banda em sua história de mais de 30 anos.

Temos quinze petardos em 52 minutos de duração, com destaques para músicas como “Discharge” , “War Stomp“, “Alarm“, “Raining Shit“, “Tiro de Meta” (a única cantada em português), além das versões para “Beneath the Remains” e “Filha da Puta“, para Sepultura e Ultraje a Rigor, respectivamente. O álbum é implacável do início ao fim.

O guitarrista/ vocalista Marcus D’Angelo relembrou como o nosso homenageado foi importante no amadurecimento da banda, que buscava um poderio ainda maior em sua sonoridade. Vamos abrir aspas para o líder do Claustrofobia:

“(O álbum foi feito com) sangue no zóio. (Foi) Um laboratório para chegar no som que fazemos hoje.”

Com “I See Red“, a banda embarcou para uma turnê pela Europa e muitos sites gringos teceram elogios para o que o Claustrofobia fez no álbum. Infelizmente, nos dias atuais, nosso aniversariante não costuma ser muito lembrado nos shows. De vez em quando, a música “War Stomp” dá as caras. Em 2011, a banda voltaria com “Peste“, álbum 100% cantado em português, e que será assunto aqui em uma data oportuna.

O Claustrofobia está nos Estados Unidos desde o ano de 2020, e somente os irmãos Marcus e Caio D’Angelo seguem na formação. Completa o lineup atual, o baixista estadunidense Garrett Davis. A banda foi anunciada como uma das atrações do Bangers Open Air de 2027, o que irá marcar um retorno aos palcos brazucas depois de muitos anos. Hoje é dia de celebrarmos mais um ano de lançamento deste baita disco, pois é uma aula de Thrash Metal.

I See Red – Claustrofobia 

Data de lançamento – 21/09/2009

Gravadora – Candlelight Records

 

Faixas:

01 – Discharge

02 – War Stomp

03 – Minefield

04 – Evil University

05 – Alarm

06 – Raining Shit

07 – Don’t Kill the Future

08 – Our Blood

09 – Natural Terrorism

10 – I See Red

11 – Tiro de Meta 

12 – Subconscious in Flames

13 – Nóia

14 – Beneath the Remains

15 – Filha da Puta 

 

Formação:

  • Marcus D’Angelo – guitarra/ vocal
  • Caio D’Angelo – bateria
  • Alexandre de Orio – guitarra
  • Daniel Bonfogo – baixo/ backing vocal