Há 17 anos, em 21 de setembro de 2009, o Claustrofobia lançava “I See Red“, o quarto álbum da discografia da banda do interior de São Paulo e hoje radicada nos Estados Unidos, e que é tema do nosso Memory Remains desta segunda-feira.
Após o lançamento de “Fulminant“, o álbum antecessor, o Claustrofobia recebeu um reconhecimento maior no underground brasileiro, e isso deu a banda mais oportunidades, quando tocou nos quatro cantos do país. O álbum marcou a estreia por um selo do exterior, o Candlelight Records, com quem a banda assinou um contrato. No Brasil, o play foi lançado pela Voice Music, que traz uma capa diferente da versão gringa.
O quarteto se reuniu no Mr. Sound Studio, em São Paulo, onde o álbum foi gravado durante o primeiro semestre de 2009. Foram utilizados treze dias para registrar as faixas. Uma mudança foi feita na produção: saiu Ciero e em seu lugar foi recrutado Cristiano Schneider, que também mixou e fez a masterização do disco.
Hora de dar play na bolacha, e aqui o Claustrofobia mostrou uma evolução na sua sonoridade, soando ainda mais pesado e brutal. As influências do Sepultura old-school e do Vader fazem com que “I See Red” seja uma agradável mescla de Thrash com Death Metal. A produção bem afiada, deu um plus no resultado final e certamente é considerado como um dos melhores álbuns da discografia da banda em sua história de mais de 30 anos.
Temos quinze petardos em 52 minutos de duração, com destaques para músicas como “Discharge” , “War Stomp“, “Alarm“, “Raining Shit“, “Tiro de Meta” (a única cantada em português), além das versões para “Beneath the Remains” e “Filha da Puta“, para Sepultura e Ultraje a Rigor, respectivamente. O álbum é implacável do início ao fim.
O guitarrista/ vocalista Marcus D’Angelo relembrou como o nosso homenageado foi importante no amadurecimento da banda, que buscava um poderio ainda maior em sua sonoridade. Vamos abrir aspas para o líder do Claustrofobia:
“(O álbum foi feito com) sangue no zóio. (Foi) Um laboratório para chegar no som que fazemos hoje.”
Com “I See Red“, a banda embarcou para uma turnê pela Europa e muitos sites gringos teceram elogios para o que o Claustrofobia fez no álbum. Infelizmente, nos dias atuais, nosso aniversariante não costuma ser muito lembrado nos shows. De vez em quando, a música “War Stomp” dá as caras. Em 2011, a banda voltaria com “Peste“, álbum 100% cantado em português, e que será assunto aqui em uma data oportuna.
O Claustrofobia está nos Estados Unidos desde o ano de 2020, e somente os irmãos Marcus e Caio D’Angelo seguem na formação. Completa o lineup atual, o baixista estadunidense Garrett Davis. A banda foi anunciada como uma das atrações do Bangers Open Air de 2027, o que irá marcar um retorno aos palcos brazucas depois de muitos anos. Hoje é dia de celebrarmos mais um ano de lançamento deste baita disco, pois é uma aula de Thrash Metal.

I See Red – Claustrofobia
Data de lançamento – 21/09/2009
Gravadora – Candlelight Records
Faixas:
01 – Discharge
02 – War Stomp
03 – Minefield
04 – Evil University
05 – Alarm
06 – Raining Shit
07 – Don’t Kill the Future
08 – Our Blood
09 – Natural Terrorism
10 – I See Red
11 – Tiro de Meta
12 – Subconscious in Flames
13 – Nóia
14 – Beneath the Remains
15 – Filha da Puta
Formação:
- Marcus D’Angelo – guitarra/ vocal
- Caio D’Angelo – bateria
- Alexandre de Orio – guitarra
- Daniel Bonfogo – baixo/ backing vocal