Resenhas

Emerald Eyes

Iron Angel

8.5

Quem milita no heavy metal desde a “era pré internet” lembra da dificuldade que era para se conhecer bandas novas ou conseguir material das mesmas e, por conta disto, qualquer lançamento estrangeiro em versão nacional era festejado. E assim aconteceu com a banda alemã Iron Angel e seus dois primeiros álbuns: “Hellish Crossfire” (1985) e “Winds Of War” (1986). O speed metal apresentado ali conquistou muitos headbangers da época,  inclusive este que vos escreve.

Ocorre que, após o lançamento de “Winds Of War”, a banda se dissolveu e retornou apenas com uma demo no ano de 2007 e em 2018 saiu o álbum “Hellbound”.

Comparando com o álbum anterior, “Emerald Eyes” se mostra muito mais poderoso. Não que “Hellbound” seja ruim, muito pelo contrário. Mas este álbum me soa muito mais natural e, se tivesse sido lançado nos Anos 80, seria uma continuação de “Winds Of War”.

Dirk Schroder – vocalista, único membro da formação original – soube reunir músicos que sabem como fazer seu trabalho e fazem de forma competente.

Algumas faixas saltam aos ouvidos logo na primeira audição, como a pancadaria de Sacred Slaughter que abre o álbum com todos os elementos tradicionais do speed metal. Sands of Time já apareceu em vídeo clip e conta com um excelente trabalho do baterista Maximilian Behr e é outro grande momento.  Mas é em Bridges Are Burning que o bicho pega riffs e riffs disparados na velocidade da luz e uma cozinha que mais parece um tanque de guerra pronto para a batalha.

“Emerald Eyes” é um álbum certeiro. Quando acabei de ouvir Dark Sorcery – ultima música, que não aparece na contra capa – fiquei esperando a próxima música começar pela empolgação em ouvir um álbum “anos 80” neste ano de 2020. Altamente recomendável.

Formação:

Dirk Schroder – Vocais

Didy Mackel – Baixo

Mäximilian Behr – Bateria

Robert Altenbach – Guitarras

Nino Helfrich – Guitarras

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