Resenhas

Nasty N’ Loaded

Nasty N' Loaded

8.5

Começamos 2021 com a audição da banda gaúcha Nasty N' Loaded, que lançou o álbum de estreia homônimo pela Dreamaker Records. Gravado entre os meses de outubro de 2019 e março de 2020, no Estúdio Vitrola, em Rio Grande (RS), a produção ficou a cargo de Michel Correa e a arte da capa é assinado pelo vocalista Miro Cheyenne.

O Brasil tem lançado diversas bandas de ótima qualidade mas é especialmente das terras gaúchas que vamos falar hoje, onde já se destacaram no cenário roqueiro brasileiro bandas que alcançaram sucesso nacional e com Nasty N’ Loaded não é diferente.

Apostando no Hard Rock cru e agressivo, a banda lançou 10 faixas que remetem ao estilo das ruas, sujo, rápido e perigoso. Com influências que vão desde bandas clássicas até as mais underground do hard rock, heavy metal e uma pitada de blues, podendo citar Alice Cooper, Twisted Sister, Motley Crue Kiss, Faster Pussycat e Beautiful Creature.

Nasty N’ Load, tem chamado atenção pelos shows vigorosos e pela performance no palco do vocalista Miro Cheyenne, que tambem é o fundador da banda. Infelizmente o disco foi lançado exatamente no mês que a pandemia do COVID-19 pausou os shows e com isso não foi possível acompanhar toda a energia ao vivo da banda.

Mas podemos conferir tudo isso durante a audição de ‘Nasty N’ Loaded’, e curtir os hits dançantes que a banda trouxe, como nas faixas “Ball and Chain”, “All Fire Up” – que abre o disco em grande estilo -, “I Play With your Desire” e na contagiante “She’n On Fire”.

Uma música que chama minha atenção é a “Devil’s Blonde”, que além de agitada remete a alguns clássicos do Rolling Stones – podem discordar de mim, mas me lembrei do ritmo e voz do Mick. Além da letra fazer alusão ao fetiche que as loiras despertam nos homens, diabólicas e fatais, além da faixa virar a logo da banda.

“Dreamaker” também é uma música curiosa. Dreamaker era o apelido que um suposto espírito dava para a cocaína. Como relatado pelo vocalista, foi escrita em 2009, depois de um evento paranormal, no qual  essa entidade espiritual, que morreu de overdose de cocaína, pediu para que Miro Cheyenne escrevesse a música alertando sobre a droga. Verdade ou não, gostei.

Embora o disco tenha uma música mais ‘calma’, como a “Free on the Road”, senti falta de uma balada, como aquelas clássicas de toda banda de hard rock. O disco inteiro é agitado, e de rápida audição o que não é de todo ruim, trazendo um ótima experiência e com músicas que ficam na cabeça.

Formação:

Miro Cheyenne (vocalista)
Maikão (baixo)
Leandro Sabbath (bateria)
Barba Negra (guitarra)

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