Banda que fica anos sem lançar nada e ainda assim quando volta a dar as caras chega lançando boa coisa, não é para qualquer uma não.
O Totalitär estava sem novidades desde “Vi Är Eliten” (2006), até que em agosto desse ano enfim quebrou o gelo sueco (perdão do trocadilho) com o autointitulado EP “Totalitär” (2026), lançado pela De:Nihil Records (Europa) e Prank Records (EUA).
Sendo uma referência do d-beat, por que então sumir por vinte anos? Bom, o Totalitär sempre foi uma banda autônoma, sem se submeter a pressão de contratos, a gravadora cobrando material atrás de material, de ter que sair em turnê e afins, então os caras simplesmente deram um tempo com a banda, foram curtir outros projetos, a família e ok. Simples assim.
E por que voltar agora? Bem, você tem acompanhado os noticiários dos últimos, sei lá, dois anos? Com a população da nação mais militarizada do mundo sendo governada por um canastrão que vive no mundo da lua (“Älskade USA”, “Idiotas orgulhosos e gênios sem classe / Racistas de túnica e biscoitos fritos”), vivendo um consumismo desenfreado (“Vad Är Det Ni Vill Ha?”), com meia dúzia de bilionários gananciosos acima das leis (“Stolta Barbarer”) e outros temas, se isso não servisse de inspiração para uma banda d-beat experiente dessas, então nada mais funcionaria.
Fato é que o Totalitär voltou exatamente de onde parou: inflamado por letras politizadas, críticas e até irônicas (“En Dag Hos Terapeuten”, “Um dia no terapeuta / O que diabos estou fazendo aqui? / Um dia no terapeuta / Dá para você calar a boca!”), o EP passa voando nos seus 15 minutos, tempo suficiente para deixar uma ótima impressão entre faixas que alternam a fúria do d-beat e trechos mais punk rock.
Formação:
Poff!: vocais
Fäglarna: guitarra
Lünka: baixo
Jjarij: bateria
Faixas:
01 Vad Är Det Ni Vill Ha?
02 Stolta Barbarer
03 Följ Din Diagnos
04 Älskade USA
05 Detta Är Vad Jag Fick
06 Det Är Krig Ni Vill Ha
07 En Dag Hos Terapeuten
08 Himlen – En Öppen Kloak
09 Fängsla Dem Ala